sábado, 22 de julho de 2017

-" Homenagem a ANICETO DO ROSÁRIO, herói da Índia Portuguesa "

Aniceto do Rosário, um herói da Índia Portuguesa, que foi assassinado há 63 anos, em Dadrá.

"Se eu escrever o nome Aniceto do Rosário, serão muito poucos aqueles que reconhecerão o nome de um Herói Português. Foi a 22 de Julho de 1954 que este, hoje praticamente desconhecido, se tornou herói, não por vontade própria, mas por sentido do dever, de acordo com o juramento que havia feito quando incorporou os quadros da Polícia.
Aniceto do Rosário integrava nessa data a guarniçãp policial do enclave de Dadrá, em Damão, nos antigos territórios Portugueses na Índia. Com a sublevação de forças nacionalistas da União Indiana o já em marcha, com o intuito de forçarem a rendição dos militares e forças de segurança portuguesas, nos territórios sob a Bandeira Nacional, o Sub-chefe da Polícia Aniceto do Rosário e os sete guardas que comandava, preparou a defesa do posto policial, não sem antes ter enviado ao Governador em exercício, que fora já impdedido de alcançar aquele enclave, a seguinte mensagem: “Parta V.ª Ex.ª descansado que eu não deixarei ficar mal a bandeira portuguesa!”. Depois de ter pedido aos seus homens que o deixassem sózinho, numa premonição de que o desfecho daquele confronto seria fatal, acabou por se manter a pé firme perante a turba que o rodeava, juntamente com mais dois elementos da guarnição. Acabou por ser assassinado, com tiros e à facada, defendendo com a própria vida a Bandeira Portuguesa!
Foi condecorado a título póstumo com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Hoje, dia 22 de Julho, foi relembrado numa singela, mas significativa homenagem pela PSP, familiares, amigos, ex-alunos dos Pupilos do Exército contemporâneos do seu filho, António Francisco Teodorico do Rosário e do Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes do Pinhal Novo, com a leitura duma alocução feita pelo ex-colega de seu filho nos Pupilos do Exército, Professor Doutor Cândido de Azevedo, também ele natural da Índia Portuguesa e que de perto conheceu a família Rosário, ainda em criança. Para marcar o evento foram depostas duas coroas de flores, uma da família e outra do Comando da PSP, junto à placa toponímica da “Praça Aniceto do Rosário”, já existente há uns anos, na zona da Penha de França, em Lisboa.
Portugal, nos dias que correm, já se esqueceu de honrar e respeitar os seus heróis, pelo que se releva o sentido do dever e da memória da própria PSP e de todos quantos se quiseram juntar a esta justa homenagem. Portugal preocupa-se mais, hoje em dia, em celebrar heróis com pés de barro, vazios de ideais e sem espírito do bem público…"
Fonte: Ernani Balsa, 23 de julho, 2014, em Press Jornal; partilhado de Ganganeli Pereira e António Costa Silva FB.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

-" A descoberta da América pelos portugueses "


"Além de considerarem como provada a nacionalidade portuguesa de Cristovão  Colombo, como sendo natural de Cuba, em Portugal, os historiadores portugueses sempre reclamaram que, muitos antes da chegada colombina às Antilhas, já vários navegadores a mando da Coroa lusitana, haviam chegado às costas americanas. 
Em 1447 ( 45 anos antes da viagem de Colombo ) o Infante D.Henrique mandou efetuar duas viagens para Ocidente que atingiram a região das Antilhas; viagens referidas pelo historiador da época António Galvão (1497-1557), autor do "Tratado das Descobertas Antigas e Modernas".
Em 1452, Diogo de Teive avistou terra, a que deu o nome de Terra Nova, quando procurava os mares do bacalhau. No regresso dessa viagem encontrou as ilhas das Flores e do Corvo.
Em 1474, João Vaz Corte Real e Álvaro Mendes, desembarcaram na terra que Diogo de Teive tinha avistado e rebatizaram-na com o nome de "Terra Nova dos Bacalhaus".
Além das acima referidas, há outras viagens que ainda não puderam ser confirmadas, como a de António Lemos em 1484 e a do flamengo conhecido em Portugal como Fernando Dulmo que juntamente com Afonso do Estreito, a mando de D.João II, teriam chegaram, em 1487, à costa americana em absoluto segredo."
(Fonte: "PORTUGAL-O PIONEIRO DA GLOBALIZAÇÃO de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, editora Centroatlantico.pt)
Resumindo: de que haja notícia, pelo menos 45 anos antes da viagem de Colombo já os portugueses tinham conhecimento das ilhas a Ocidente, a que chamaram Antilhas, palavra portuguesa pela qual foram mencionadas nos mapas da época. Não havia possibilidade de se confundir as Antilhas com os Açores, porque quando Diogo de Teive, em 1452, na viagem de regresso da Terra Nova, encontrou as ilhas das Flores e do Corvo, as mais ocidentais, o restante arquipélago já era conhecido.
A obra mencionada acima refere, ainda, as explorações na América do Norte realizadas por Pêro de Barcelos e João Labrador, de 1491 a 1494, sem indicar a localização.
Compilação de Arnaldo Norton 

domingo, 9 de julho de 2017

- " Cinco motivos para se orgulhar da calvície "


Muitos homens entram em desespero quando, ao acordar, encontram vários fios de cabelo no travesseiro. Ou, ao tomar banho, vem aquele chumaço de fios nas mãos, e muitos outros correndo abaixo pelo ralo. Pois é. Assim como a celulite é um pesadelo para as mulheres, a calvície é o grande terror do sexo masculino. Alguns até aceitam o fato de ficar careca, mas grande parte entra em desespero quando surgem as temidas "entradas" e recorrem a diversos tratamentos dermatológicos, como medicamentos e até implante capilar!
Mas ficar careca não é mau. Ao invés de focarmos a parte negativa, selecionamos aqui alguns benefícios que a calvície pode trazer aos homens:
1. Você tem menos risco de ter câncer
Pesquisadores descobriram, em um estudo relacionado ao câncer de próstata, que homens que ficaram calvos ainda na juventude tinham 45% menos chance de ter a doença. Um dos motivos da calvície é o excesso de testosterona no organismo masculino. Se por um lado provoca queda de cabelo, por outro fortalece a próstata e os riscos de ter câncer são bem menores, pois impede a formação de células danificadas que causam tumores.
2. Seu metabolismo é mais rápido
Os altos níveis de testosterona dos calvos têm outra vantagem: proporcionam uma vida sexual mais ativa e prolongada e o metabolismo funciona melhor. Portanto, se você é calvo e pratica esportes ou musculação, por exemplo, saiba que para você é muito mais fácil perder peso e ganhar músculos comparada aos homens que com a cabeça cheia de fios! Além disso, a testosterona faz com que a quantidade de gordura na face também seja bem menor. Ou seja: você tem um rosto mais fino e mais bonito!
3. Fica com melhor aparência
Estudiosos fizeram uma pesquisa com milhares de jovens, homens e mulheres, na qual lhes foi mostrada uma foto de um homem com cabelos cheios e o mesmo homem calvo (os cabelos foram removidos no Photoshop). A maioria das pessoas respondeu que, nas fotos, os homens aparentavam melhor com calvície, pois mostravam mais força, assertividade e até mesmo altura comparada às fotos com cabelos normais. Além disso, as pessoas entrevistadas os associaram com profissões relacionadas à força e masculinidades, como soldados, policiais e bombeiros.
4. Mais facilidade em assumir a liderança nos negócios
Muitas pessoas associam homens calvos a empresários bem-sucedidos e cargos de liderança, pois eles têm mais facilidade nos negócios. Estudos de psicologia e comportamento comprovaram que homens que não aparam e não cortam o cabelo e que tem visual desleixado com as madeixas são vistos como pessoas inseguras e com fraquezas. Já os homens calvos representam o contrário. Quer alguns exemplos de grandes líderes? Winston Churchill (político britânico), Vladimir Lenin (chefe de estado russo), Mahtama Gandhi (líder espiritual), Vladimir Putin (atual presidente da Rússia) e Steve Jobs (criador da Apple).
5. O tempo não passa para você
Ok, você pode até discordar desse tópico e dizer que a calvície envelhece o homem. À primeira vista, isso pode ser verdade. Mas pense que, com o passar do tempo, os cabelos ficam brancos e aí a situação se inverte. Os calvos então aparentam mais joviais e ficam até mais bonitos na maturidade.

Compilado por: Arnaldo Norton

sexta-feira, 7 de julho de 2017

-" HISTORIOLOGIA ( o que é ? )

Arnaldo Norton

A historiologia é uma disciplina sobre os conhecimentos que explicam os acontecimentos históricos e os efeitos que eles tiveram sobre as sociedades e o tipo de análises necessárias para os explicar.
A historologia, como teoria da história, não trata de explicar as causas dos acontecimentos mas, sim, de identificar padrões regulares que possam estar na sua origem. É uma disciplina que tem duas origens e aplicações distintas:
- no campo da filosofia ou teoria da história, é o conjunto de explicações, métodos   e teorias sobre as origens, as causas e a dimensão de determinados factos históricos;
- no campo da sociologia, é o estudo das sociedades humanas e das consequências resultantes dos factos históricos. Não explica os acontecimentos históricos, analisa os seus efeitos imediatos e a longo prazo, identificando padrões e causas dos processos históricos.

domingo, 25 de junho de 2017

-"Foguetes, marchas populares, sardinhas assadas. E mais 7 mitos sobre o S.João


       Tem a certeza de que sabe tudo sobre a festa pagã da cidade Invicta? Na passagem de mais um São João, pedimos a Hélder Pacheco e Germano Silva que ajudassem a desvendar alguns mitos e realidades sobre a maior celebração popular portuense.


Autoria de Miguel Carvalho

Juntos, Germano Silva e Hélder Pacheco são séculos de sabedoria e milhares de páginas rabiscadas e impressas sobre o Porto. Conhecem-no até pelo avesso, à sombra ou ao relento. E não há o mais pequeno apeadeiro dos caminhos históricos da cidade que lhes passe ao lado. Acumulam e protegem saberes populares, ancestrais, e um conhecimento metódico, calcorreado, dos picos e declives das gentes que garantem, todos os dias, a perpetuação das memórias da Invicta. Ora, quem melhor do que esta dupla de investigadores, cultores e amantes obsessivos do Porto e das suas muitas gentes e geografias, para nos desmontar os mitos e realidades da festa mais celebrada da cidade, que este ano talvez junte uma das maiores massas humanas da sua história?



1 - Como e quando começou a celebrar-se o São João?
É a pergunta que muitos fazem. Mas, “em boa verdade, ninguém sabe”, garante o jornalista e escritor Germano Silva. A mais antiga referência que se conhece à festa do S. João do Porto está numa crónica de Fernão Lopes, do século XIV, do tempo do rei D. Fernando. “O cronista chegou ao Porto no dia em que estava a festejar-se determinado acontecimento com um entusiasmo desabrido”. Era o São João. Contudo, a tradição de celebrá-lo “deve ser bem mais antiga”, pois existe uma canção popular que diz "...até os moiros da moirama / festejam o S. João...".

2 - São João, o dia das decisões
Mais do que uma festa, o São João é, desde tempos muito antigos, um dia importante para a cidade. Segundo Germano Silva, “era - e ainda é! - nesse dia que a Câmara reunia excecionalmente para tomar as resoluções mais importantes para a cidade”. Na véspera do dia do santo – que, note-se, não é o padroeiro da Invicta - a edilidade mandava "lançar pregão" pelas ruas a convidar os cidadãos a participarem na reunião. “Pelo São João, elegiam-se os representantes do povo na autarquia. As reuniões faziam-se então no claustro do mosteiro de São Domingos, por ser o sitio mais amplo e por nele caberem todos”. Dúvidas? O Hospital de São João foi inaugurado num dia 24 de junho (neste caso de 1959), o mesmo acontecendo com o Mercado do Bom Sucesso, a Ponte da Arrábida e o atual edifício dos Paços do Concelho.

3 - Sardinhas assadas fazem parte da tradição?
Era bom, não era? A verdade, porém, é outra. Segundo Hélder Pacheco, trata-se de uma moda importada de Lisboa. “As sardinhas vieram para o Porto na década de 1940, com a realização da primeira Feira Popular, no Palácio de Cristal”. Até aí, a tradição da véspera de São João era outra: “Comiam-se torradas à meia-noite e bebia-se café com leite”. No dia seguinte, ia à mesa o anho assado com batatas, em assadeira de barro.

4 – Uma festa sem doce?
Outro mito que perdura é o de que não existe, tal como no Natal e na Páscoa, um doce alusivo a esta época de euforia portuense. Pois bem: existe e recomenda-se, tendo até voltado a ganhar força nas últimas décadas no comércio e na restauração local. “Pelo menos desde o início do século XX que está documentada a existência de um Bolo de São João, provavelmente mais antigo”, refere o investigador, escritor e cronista da cultura e das tradições populares do Porto, Hélder Pacheco.




5 - O fogo sempre foi na Ribeira?
O grande fogo da noite de São João nunca foi na Ribeira portuense, mas sim na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, defronte das Fontaínhas, na outra margem do Douro. Só dias depois se realizava o grande festival de fogo, tendo as ribeiras das duas cidades como cenário. O fogo-de-artifício atual é, segundo Hélder Pacheco, “uma invenção pós-25 de Abril para Presidente da República ver”
.
6 - Um mergulho contra as doenças?
Tomar banho nos rios ou ribeiros na manhã do dia de São João, antes do nascer do sol, é costume antigo. Que prevalece entre os mais afoitos. Reza a lenda que, quem assim fizer, fica imune a doenças durante um ano. “Quando, nos finais do século XIX, se introduziu a prática dos banhos de mar, as banheiras da Foz, numa bem-sucedida operação de marketing, garantiam que nos rios a imunidade era garantida por um ano, mas só os banhos tomados na praia do Ourigo (Foz) imunizavam por cinco
anos”.

7 – Um São João ou três?
Houve um tempo em que a conflitualidade política (e de regime) multiplicou os festejos. Nos finais do século XIX havia, pois, três celebrações do São João na cidade: o de Cedofeita (Miguelista), o da Lapa (Constitucional) e o do Bonfim (Republicano). “As cantigas desse tempo andavam carregadas de segundo sentido ou «recados»”, recorda Germano Silva. Exemplos: depois da vitória do Liberalismo, as pessoas cantavam coisas deste género: “O S. João de Cedofeita / mandou dizer ao da Lapa / que dissesse ao do Bonfim / que a coisa não ficava assim...Os miguelistas mandavam dizer que as coisas ainda podiam mudar...”.

8 - As marchas eram rusgas?
O Porto e arredores nunca tiveram desfile de marchas populares. “Jamais!”, reforça Hélder Pacheco. “As marchas são uma invenção do Secretariado Nacional de Informação, do Estado Novo, que contaminaram todo o País, Porto incluído”. A capital e a Invicta tinham, isso sim, as rusgas, “grupos do povo com tocatas que se deslocavam aos lugares de festa”. No caso do Porto, iam às Fontaínhas.

9 - O centro dos festejos era onde?
O S. João das Fontainhas, ainda hoje considerado a “Meca” dos festejos, é de criação relativamente recente em termos históricos. Data de 1869. “Neste ano”, conta Germano Silva, “um morador do local mandou construir uma monumental cascata. À volta dela, montou pequenas tendas onde se vendia cabrito assado, café, vinho, arroz doce e pão com manteiga”. Na verdade, a "coisa" pegou e as Fontaínhas tornaram-se passagem e destino dos romeiros do São João. De resto, os “centros” dos festejos foram mudando à medida que a cidade crescia ou se expandia do ponto de vista urbanístico.

10 – Festa religiosa ou pagã?
É este, desde sempre, o grande mito. Mas não há dúvidas: o São João é uma festa pagã. Até às entranhas. Por esta altura, explica Germano Silva, “os nossos antepassados colhiam os frutos da terra, arrecadavam o pão nos celeiros e o vinho nas adegas e davam graças aos elementos da natureza que tinham tido intervenção direta na abundância”. Para Hélder Pacheco, trata-se mesmo da “maior festa pagã”, apesar de a Igreja ter tentado fazer do São João e de outros cultos semelhantes “uma apropriação inteligente e sensível”, assegura o escritor.

Os velhos rituais, porém, sobreviveram todos: fogueiras, banhos, orvalhadas, plantas, ver o nascer do sol, etc. “Ainda hoje os balões e as fogueiras têm a ver com o culto do sol, assim como os foguetes e os rituais da água”, acrescenta Germano Silva, honoris causa pela Universidade do Porto. “Os nossos avós agradeciam as dádivas da terra e pediam casamento para as filhas, daí o São João casamenteiro”. Moça que queria saber se casava cedo atirava uma alcachofra à fogueira, retirava-a quando se apagasse e punha-a sobre o telhado da casa onde morava. Se as partes queimadas reverdecessem, casava em breve. “O mesmo se passava com o cravo”, reforça Germano. “A moça deitava-o à rua na noite de São João e punha-se a espreitar da janela. Se a primeira pessoa a passar fosse um homem e pegasse no cravo o casamento estava garantido. E para breve...”


sábado, 17 de junho de 2017

-"O Mundo: uma análise muito divertida "

De: Hernán Casciari
Notas sobre o autor: nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de Março de 1971. Escritor e jornalista Argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más respeto, que soy tu madre'.
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7.
No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.

A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.

Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai.

Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adoptar o bébé da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais prostituta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mónaco, que vai acabar virando gay ou bailarino... ou ambas as coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.

A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete).

A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa enganar pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.

A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol.
São a vergonha da família.

A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gémeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.

Irão e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negócio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrénicos.

Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobriram que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passarmos por ignorantes.

Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já
existem ainda não funcionam?

E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um kota de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África duma mãe trintona ( todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada katorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado. Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem  nas traseiras do
quintal, do azeite  das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!

Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma toda virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiude de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

-" Erasmus "

EU SOU UM PRECURSOR DO ERASMUS !

O programa ERASMUS (de mobilidade e intercâmbio de jovens europeus) festejou, há dias, 30 anos http://www.vercapas.com/noticias/o-ministro-a-pasteleira-e-a-funcionaria-publica-o-erasmus-fez-deles-europeus/1027073.html !
Eu. há mais de 30 anos, fiz o meu Erasmus por minha iniciativa e por minha conta. Foi assim que me tornei um cidadão do mundo !
Mas não me limitei a rumar para paises de idioma castelhano, francês ou inglês (onde tudo seria mais fácil), como os festejados no Parlamento Europeu (como o nosso Ministro da Educação). Fui para a Alemanha, onde estavam a técnica e mentalidade que me interessavam.
Foi pena que nestes festejos não se tenham lembrado dos precursores que têm andado, durante anos, a incentivar o intercâmbio entre jovens de diferentes países, divulgando a vantagem de enviar para o estrangeiros o maior número possível de jovens, com o argumento de que isso faria ampliar a sua cultura e noção de civismo.
Portugal envia, anualmente, 8.000 jovens para o programa Erasmus.
Fico feliz pelo Erasmus que, na minha opinião, foi uma das maiores conquistas da UE.