sábado, 18 de novembro de 2017

-"A singular aldeia Casal de São Simão"

Pequena aldeia cuja singularidade é as suas casas serem construida em quartzito uma rocha que na construção civil só é utilizada como revestimento e decoração. O uso desta rocha  deve-se à proximidade das Fragas de São Simão, um conglomerado onde ela abunda.
 
A aldeia só tem uma rua e o possui o templo mais antigo de Figueiró dos Vinhos.

A singularidade do uso de quartzito na sua construção reside no facto de esta rocha, além do  uso ornamental, ser utilizada na siderurgia como leito de fusão de altos-fornos.
O quartzito é uma rocha metamórfica cujo componente principal é o quartzo.
O quartzo, por sua vez, ligado ao feldspato e à mica dá origem ao granito que, este sim, foi até há pouco o material por excelência da construção.

A aldeia Casal de São Simão está integrada na Rota das Aldeias de Xisto por razões de ordem logistica, apesar de o material utilizado na sua construção ser uma rocha metamórfica, portanto diferente do xisto que é argila metamorfizada.

sábado, 4 de novembro de 2017

-"Madre Paula"- a grande paixão de D.João V"


Madre Paula

A grande paixão do rei D.João V foi Paula Teresa da Silva, freira do Convento de Odivelas, onde ficou conhecida pelo nome de "Madre Paula".
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 Claustro do convento de Odivelas

Naquele tempo muitas mulheres iam viver para conventos por questões de ordem social e poucas iam para lá por vocação. As visitas aos conventos faziam parte da etiqueta social e os relacionamentos amorosos eram frequentes e aceites, desde que praticados com discrição. Era elegante os nobres terem a sua freira e usarem as celas para os encontros amorosos.

Cozinha do convento de Odivelas

Nesses encontros eram vulgar servirem-se doces conventuais tendo alguns ficado famosos como a marmelada de Odivelas e o pudim da Madre Paula.
As visitas aos conventos eram tão frequentes que acabaram por ser denunciadas e se tornarem escandalosas.



Para fugir ao escândalo, e poder continuar o seu relacionamento amoroso,  D.João V mandou construir, para a sua amante Paula, o Palácio Pimenta que deslumbrava pelo luxo dos seus interiores e do seu mobilário.
Madre Paula teve um filho do rei e sobreviveu 35 anos ao amante, sempre tratada com a maior consideração.






quinta-feira, 26 de outubro de 2017

-"O castelo de Santa Maria da Feira"

Não se pode ignorar o papel importante que o castelo de Santa Maria da Feira teve na fundação de Portugal, pois foi lá que terá sido combinado o movimento revoltoso que deu origem a esse acontecimento. Dai a importância do castelo de Santa Maria da Feira.
 
 Castelo de Santa Maria da Feira
 Os historiadores são quase unânimes quando afirmam que o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, terá nascido em Guimarães. E por isso mesmo, esta belíssima cidade minhota, cujo centro histórico é Património da Humanidade, ostenta o honroso título de "Berço de Portugal".

No entanto, atendendo aos acontecimentos que levaram à formação de Portugal, tem de se considerar o papel importante que Santa Maria da Feira teve.

Quando, em 1095, o conde D. Henrique e sua mulher, D. Teresa, tomaram conta do Condado Portucalense, o Castelo da Feira era, juntamente com os de Guimarães, Faria e Neiva, um dos principais do novo domínio. O conde morreu em 1112 e D. Teresa casou com o galego Fernando Peres. Inevitável se tornou, dai, o conflito com o filho, D. Afonso Henriques. Eivado de motivação fortemente independentista, o primeiro rei de Portugal haveria de colher o apoio de nobres contra a condessa com epilogo na famosa Batalha de São Mamede (1128). Ao tempo, Ermígio Moniz de Ribadouro era senhor da Terra de Santa Maria e alcaide do castelo, onde, terá sido combinado o movimento revoltoso.
  castelos mais bonitos de portugal
 Castelo de Santa Maria da Feira
O castelo de Santa Maria da Feira é um dos mais notáveis monumentos portugueses quanto à forma como espelha a diversidade de recursos defensivos utilizados entre os séc. XI e XVI e que o torna peça única da arquitetura militar portuguesa. Do antigo castro romano, e depois fortaleza ampliada na época da reconquista cristã, restam dele hoje, apenas o 1º piso da “Torre de Menagem”. Sancho I, deixou-o, por testamento, a suas filhas. Mais tarde (1300) foi incluído no património da Rainha Santa Isabel.
A primeira referencia documental do Castelo da Feira é a "Chronica Gothorum" e data de 1035. Noticia o texto a vitória de Bermudo III de Leão sobre um chefe mouro, em César, povoação localizada no território do castelo. Há indícios, porem, de que o reduto remonte ao século X, pois em 977 surge a primeira alusão documental à "civitas" de Santa Maria.
Pouco se sabe, ao certo, dos contornos do castelo na época medieval. A construção primitiva converteu-se em menagem-alcaçova envolvida por uma cerca, sendo a atual imagem do castelo obra de Fernão Pereira, terceiro senhor da Feira e alcaide por mercê de D. Afonso V, em 1448, e de seu filho, Rui Vaz Pereira, primeiro conde da Feira.
Castelo de Santa Maria da Feira
Castelo de Santa Maria da Feira
A porta principal, a Porta da Vila, dá para a praça de armas, ao fundo da qual se ergue a menagem-alcáçova (com torre em cada um dos quatro ângulos), de três pisos, concentrando-se a zona residencial nos dois andares superiores. No primeiro sobressai a cisterna na Torre do Poço, com uma profundidade de 33,5 metros que dava acesso a uma nascente de água. O segundo é inteiramente ocupado pela sala nobre, com três lareiras, um fogão e quatro janelas, três delas dotadas de conversadeiras. O terceiro piso destinava-se a zona habitacional mais íntima.
Castelo de Santa Maria da Feira
Castelo de Santa Maria da Feira
No século XVII construiu-se o Palácio dos Condes da Feira que ocupava quase todo o topo nascente da cerca. Demolido em 1929, restam algumas Paredes, a escadaria e o chafariz. Também do século XVII é a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, mandada erguer pela sexta condessa, D. Joana Pereira, no local onde existira outra com a mesma invocação. Vila da Feira passou a cidade de Santa Maria da Feira pelo decreto-lei n° 39 de 14 de Agosto de 1985.
Fonte:Vortex
Compilação: A.Norton

domingo, 22 de outubro de 2017

-"1.400 anos com medo do IsIão"

Na ligação abaixo indicada, encontrarão um excelente vídeo do Centro de Estudos Políticos do Islão, legendado em português, que desmistifica muito do que a história nos tem ensinado.

"Mais de 1 milhão de cristãos foram vendidos como escravos."
"As Cruzadas foram batalhas defensivas e duraram menos de 300 anos."
"Todas as batalhas Jihad foram ofensivas durante 1.400 anos, até hoje. "


https://www.youtube.com/watch?v=QSMbJDhVyg0

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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

-"7 fantásticas aldeias para visitar perto do Porto"




O Porto é uma cidade fantástica, ninguém duvida disso. Tem muito para visitar e para oferecer aos turistas. No entanto, para os habitantes do Porto, torna-se necessário, por vezes, uma pequena escapadela, de um ou vários dias, até um local mais sossegado para recarregar energias. Perto do Porto existem várias aldeias típicas onde isso é possível. Podem ser as típicas aldeias do Minho, podem ser as agrestes e belas aldeias do Gerês e até aldeias de xisto situadas um pouco mais no centro do país. Descubra as melhores aldeias para visitar perto do Porto.

1. Estorãos

Estorãos é uma pequena aldeia minhota situada a cerca de seis quilómetros de Ponte de Lima onde corre a ribeira que lhe dá o nome. As águas vindas do alto da serra de Arga serpenteiam no meio de pinheiros, vinhas e campos estrumados criando pequenos lagos e represas onde trutas e lampreias se escondem de turistas e pescadores.

Estorãos
A paisagem é magnífica. O recorte azulado e sombrio da serra contrasta com o verde dos campos e as cores outonais das vinhas e searas criando verdadeiros jardins que pedem muitos passeios e descobertas rústicas. De cada lado da ribeira várias casas de granito e outras mais modernas formam uma pequena aldeia ligada por uma velha ponte românica. Do lado direito da ponte, um moinho de pedra com a roda de madeira intacta parece uma sentinela nas águas calmas próprias dos dias em que não chove.

2. Quintandona

A aldeia de Quintandona, integrada na freguesia de Lagares, concelho de Penafiel, apresenta grandes potencialidades de desenvolvimento turístico, já que se trata de uma aldeia típica preservada, com uma beleza e arquitectura singulares, situada próximo dos grandes centros urbanos. Na verdade, a aldeia, com as suas construções em pedra de lousa e de xisto, e a paisagem agrícola e florestal que a envolve, quando “descobertas” pelas gentes urbanas das proximidades, conduzirão a uma grande procura turística.

Quintandona (Penafiel)
Como se disse, as casas são todas em xisto, tal como o solo, o que se constitui um elemento diferenciador, pois no concelho de Penafiel a rocha mais abundante é o granito. Na aldeia existe ainda uma capela com mais de 200 anos e uma associação - Os ComoDEantes - que aprofundou aqui as suas raízes, dinamizando o teatro. Quanto à paisagem rural da aldeia, ela evidencia que as populações locais vivem da agricultura, sendo de destacar o caminho que vai desde a aldeia até ao Monte da Pegadinha, um miradouro natural de toda a zona.

3. Trebilhadouro

No património edificado de Trebilhadouro é possível antever tradições e costumes de outros tempos. A aldeia mantém a traça de um espaço que durante séculos se dedicou à agricultura. Esta paisagem agrícola e florestal ainda hoje é marcante na aldeia da freguesia de Rôge, em Vale de Cambra. Há décadas desabitada, toda a aldeia mantém a tradicional da casa rural portuguesa em pedra granítica, material que se estende aos caminhos. Percorra-os sem pressas! As eiras e os canastros que abundam pela aldeia fora lembram outros tempos em que se viviam intensamente as desfolhadas, ao som de cantorias, concertinas e violas; a matança do porco ou as vindimas.

Trebilhadouro (Vale de Cambra)
Também o espírito comunitário está patente em equipamentos como o tanque público e a fonte. Perdido nas encostas da serra da Freita, o local é rodeado pela serra do Trebilhadouro e o Alto do Galinheiro, de onde se avista o mar e a ria de Aveiro. Aqui nasce, também, um ribeiro que vai desaguar no rio Caima, e cujas águas servem para regar os campos das aldeias vizinhas. O verde abunda nestas encostas, que vale a pena desbravar. Pinheiros e eucaliptos dominam a vegetação envolvente e a encosta é também marcada pelos socalcos, a dividirem pequenos terrenos agrícolas. Explore sem pressa este bonito local, inspire fundo o ar do monte e prepare-se para uma boa caminhada!

4. Soajo

O Soajo, uma das mais típicas aldeias portuguesas, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e situa-se numa das vertentes da serra da Peneda, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A aldeia foi vila e sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX mas, a sua história, começa muito antes, como o comprovam o Santuário Rupestre do Gião, na serra do Soajo, e as inúmeras antas e mamoas que existem nesta zona.
Soajo
Soajo
Possui um grandioso conjunto de espigueiros (classificados como imóvel de interesse público) erigidos sobre uma gigantesca laje granítica e que, ainda hoje, são utilizados para secar o milho, pelas gentes da terra. Enquanto caminha pelas ruas pavimentadas com lajes de granito repare nas casas típicas construídas no mesmo material. Aprecie a Casa da Câmara, a Casa do Enes, a Igreja Paroquial de São Martinho do Soajo, o moinho em ruínas e o pelourinho. Atente na calçada medieval que proporciona uma vista panorâmica da aldeia. As inúmeras casas de turismo aqui existentes nasceram da recuperação de edifícios antigos. São espaços muito bem restaurados que mantiveram a traça tradicional e que proporcionam estadias confortáveis em pleno Parque da Peneda-Gerês.

5. Lindoso

Lindoso é uma aldeia do concelho de Ponte da Barca que faz fronteira com Espanha e está inserida no Parque Nacional da Peneda- Gerês. Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. O Castelo de Lindoso, construído no reinado de D. Afonso III, no século XIII, está classificado como monumento nacional e merece uma visita cuidada.
locais para visitar no Norte de Portugal
Lindoso
Merecedor, também, de um olhar atento, é o conjunto de espigueiros da aldeia. São mais de cinquenta exemplares, dos séculos XVIII e XIX, ainda hoje utilizados para a secagem de cereais. Para além destes, o valioso património edificado inclui o Pelourinho, o Cruzeiro do Castelo, o Cruzeiro do Largo do Destro, a Igreja Matriz, o lavadouro da aldeia e as calçadas medievais. Nas imediações da aldeia, em Parada, percorra o Trilho dos Moinhos de Água e mergulhe nas águas refrescantes do Poço da Gola. A aldeia conta com diversas casas de turismo recuperadas, um convite à estadia em pleno Alto Minho.

6. Pias

A aldeia de Pias é uma povoação da freguesia e município de Cinfães, situada no considerado “Vale encantado” entre 150 e 200 metros de altitude na margem esquerda de um dos rios mais limpos da Europa, o Bestança e a sul do Rio Douro. A proximidade do rio e o facto de ter sido edificada uma ponte na idade média, determinaram a prosperidade da aldeia, já que a agricultura foi sempre a actividade principal da localidade.
aldeia de Pias
Pias - Pedro Sá
Pias terá sido uma povoação importante e atractiva para todas as classes sociais, como se pode constatar pela existência de algumas importantes casas senhoriais, ao lado das quais se aninham alguns notáveis exemplares de genuína arquitectura popular. A povoação é rica em tradições, onde sobressai o folclore, mantém a prática de agricultura, as tradições religiosas, preserva também a sua gastronomia e muito das suas gentes

7. Sistelo

A aldeia de Sistelo situa-se no concelho de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gêres, junto à nascente do rio Vez. Famosa pelas suas paisagens em socalcos, onde se cultiva o milho e pasta o gado, a aldeia encontra-se muito bem preservada, tendo sido recuperadas as casas típicas de granito, os espigueiros e os lavadouros públicos. O Castelo de Sistelo, ex-líbris da aldeia, merece uma cuidadosa visita: trata-se de um palácio de finais do século XIX onde viveu o Visconde de Sistelo. Deambule pelas ruelas de Sistelo e aprecie a Igreja Paroquial, a Casa do Visconde de Sistelo, a Ponte Romana e o Moinho, a ponte de Sistelo de jusante, a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos e as Capelas de Santo António, de São João Evangelista, da Senhora dos Remédios e da Senhora do Carmo.
Sistelo
Sistelo
Não deixe de subir ao miradouro do Chã da Armada para admirar a magnífica vista panorâmica! Se é apreciador de caminhadas na natureza, percorra o Trilho das Brandas de Sistelo (10 km), que tem início na aldeia, e fique a conhecer as brandas de Rio Covo, em Sistelo, do Alhal, no Padrão, e da Cerradinha, terrenos que, durante o verão, serviam de apoio à pastorícia. O artesanato característico da aldeia é composto pelas meias redondas de lã e pelos aventais de lã. Aproveite e traga algumas peças de recordação!
Fonte: Vortex

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

-"SISTELO - Património evolutivo vivo"



PÉROLA DA NATUREZA, Sistelo está no processo de classificação como paisagem cultural e integra a "reserva mundial da biosfera" da UNESCO.

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sábado, 14 de outubro de 2017

-"6 aldeias de sonho para visitar perto de Lisboa"


Típicas, encantadoras, charmosas... à beira mar, nas montanhas de Sintra, na região saloia ou no Alentejo. Venha daí descobrir 7 aldeias para visitar perto de Lisboa.

1. Penedo

A sua origem não está muito bem definida mas existem autores que apontam para a referência ao Penedo já no séc. XIII, mais propriamente dados de 1527. A Aldeia do Penedo conserva ainda algumas casas de traça antiga, que lhe conferem uma imagem de aldeia típica. Situada no alto de uma encosta, permite ao visitante caminhadas pelas suas ruas e ruelas íngremes e sinuosas, com passagem obrigatória pelo fontanário e pelo cruzeiro, situados bem no centro da aldeia, tal como as seculares capelas.
Penedo
Penedo
O Penedo é o último local do continente português onde são realizadas as tradicionais festas do “Império” ou do “Espírito Santo”, que continuam a existir nos Açores, em particular na ilha Terceira. Estas festas são designadas de Festas do Divino Espírito Santo e têm uma antiquíssima história, remontando de forma mais directa ao reinado de D. Dinis e sua mulher, a rainha Santa Isabel.

2. Aldeia da Mata Pequena

​Uma dezena de habitações compõem este pequeno povoado rural, feito de paredes caiadas e de pavimentos em lajedo de pedra. A Aldeia da Mata Pequena é um paraíso que convida ao descanso e ao contacto com a natureza às portas de Lisboa. Trata-se de um tesouro da arquitectura tradicional da região saloia, em plena Zona de Protecção Especial do Penedo do Lexim, que os trabalhos de recuperação fizeram questão em preservar.

Mata Pequena
Para quem passeia ou fica hospedado na Aldeia da Mata Pequena a sensação é a de estar num museu a céu aberto, onde o modo de vida do antigamente se mantém preservado através dos cheiros, das cores e das tradições. As casas que aqui encontra são disso o melhor exemplo, resultado de muito trabalho de pesquisa e recolha que conquista cada um dos visitantes.

3. Aldeia típica José Franco

Aldeia-Museu José Franco, Aldeia Típica de José Franco, Aldeia Típica do Sobreiro ou simplesmente Aldeia Saloia. Qualquer uma destas designações aponta a bússola para a pequena localidade do Sobreiro, entre a Ericeira e Mafra, onde se situa uma das mais reconhecidas aldeias musealizadas do país. A história da pequena aldeia remonta ao nascimento do oleiro José Franco, em 1920. O seu pai era sapateiro e a mãe, vendedeira de loiça, fazendo a venda de barros de porta em porta, bem como por muitas feiras e mercados estremenhos. Visto que o Sobreiro era um importante centro oleiro, desde cedo José Franco conviveu com o ofício e, ainda criança, ao deixar a escola primária, aprendeu o ofício com dois mestres oleiros locais, antes de trabalhar por conta própria, aos 17 anos de idade. Nessa época, reabilitou a olaria que tinha pertencido ao avô, há muito desactivada.
Aldeia Típica José Franco
Aldeia Típica José Franco
Em início dos anos 60, José Franco deu asas a um sonho, de recriar uma aldeia de carácter etnográfico, onde as suas memórias de infância se cristalizassem, testemunho do modo de viver das gentes locais, em homenagem à sua terra. A sua aldeia teria dois componentes: seria uma réplica das antigas oficinas e lojas, dos espaços vividos, decorados e apetrechados por objectos reais, onde se reproduziam os costumes e actividades laborais intrínsecas à sua infância e à vida camponesa da região de Mafra; em simultâneo, a aldeia compreendia uma área lúdica, dedicada às crianças, repleta de miniaturas de casas e habitantes que retratavam as actividades exercidas à época: trabalhos no campo, carpintarias, moinhos de vento, capelas, mercearias, escolas, adegas, camponeses e até uma reprodução da vila piscatória da Ericeira e dos ofícios ligados ao mar. Em anos posteriores, a Aldeia-Museu foi beneficiada pela construção de uma terceira área, murada como um castelo, com um parque-infantil, incorporando alguns engenhos agrícolas, que as crianças podiam movimentar livremente.

4. Azenhas do Mar

Obra-prima da arquitectura popular, esta aldeia estende-se em socalcos pela arriba, como um presépio. O cenário pitoresco do casario enquadra uma pequena baía onde foi construída uma piscina oceânica. Foi local de férias do rei D. Carlos, da sua mulher D. Amélia e da mãe, D. Maria Pia. Em 1927 foi construída a Escola Primária, que serviu de modelo aos edifícios das escolas primárias do Estado Novo, elaborada pelo arquitecto Raul Martins. Do edifício destaca-se o painel de azulejos, com momentos ilustrativos da História de Portugal.
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Azenhas do Mar
Faz parte da Região Demarcada de Colares, região vinícola demarcada desde 1908, caracterizada pelas vinhas em chão de areia. Antes era conhecida pelo número de azenhas – algumas ainda à vista de todos – que por ali existiam, numa de aproveitar a força das águas que ali batem, estando assim explicado o nome por que é conhecido hoje: Azenhas do Mar. Agora que a energia já não tem de ser feita de forma tão artesanal, a aldeia transformou-se num dos mais célebres postais turísticos portugueses, sobretudo nas fotografias tiradas do miradouro que existe na parte sul, de onde temos vista privilegiada para uma cascata de casario caiado que desemboca no Atlântico, segurado por uma alta arriba em forma de concha.

5. Santa Susana

Com arquitectura tipicamente alentejana, a aldeia de Santa Susana destaca-se pela presença de casinhas de rés-do-chão, todas caiadas de branco com barra azul e grandes chaminés. Localizada entre duas ribeiras, afluentes da margem direita da ribeira de Alcáçovas, está distanciada da sede do concelho por 15 km. Santa Susana chama a atenção devido às suas casas de contornos iguais e molduras de azul forte.

Santa Susana
Parece uma antiga vila de arquitectura rural, mas que estas ruas geométricas e as casas iguais não são um acaso. Construídas há mais de um século, serviram de alojamento temporário para trabalhadores agrícolas que acabaram por aqui ficar. Hoje é uma tranquila vila alentejana onde se pode saborear a gastronomia local e conhecer o artesanato em madeira de salgueiro e cortiça. Para muitos é a aldeia mais bonita do Alentejo.

6. São Cristóvão

A meio caminho entre Montemor e Alcácer do Sal, São Cristóvão é uma aldeia no mar da planície a caminho das praias. O nascimento desta aldeia tem a sua origem intimamente ligada a uma lenda, na qual atribuírem a São Cristóvão a graça da escolha do local da igreja, pelo que o povo escolheu este santo como seu padroeiro e símbolo unificador da sua fé.
São Cristóvão
São Cristóvão
O estreito vale da ribeira de S. Cristóvão alberga vários “monumentos” de arquitectura natural. Para descobrir estes lugares, a melhor opção é utilizar os percursos pedestres e/ou os de BTT existentes, e com a ajuda dos folhetos explicativos, descobrir as belezas da freguesia.

7. Pia do Urso

A Pia do Urso é um espaço que foi reaproveitado, construindo-se um parque temático e sensorial (adaptado a invisuais), acompanhado de um circuito pedestre. Além da paisagem atractiva e da calma envolvente, o parque é composto por diversas estações interactivas e lúdicas. Assim, constitui um óptimo local para se passar uma tarde, um dia ou mesmo residir por lá durante uns tempos, pois será possível alugar casas antigas que, também, foram reconstruídas.

Pia do Urso (Batalha)
Ao longo do percurso podem observar-se diversas formações geológicas – as chamadas “pias” – onde, antigamente, os ursos bebiam água; daí a origem do nome deste local: Pia do Urso. Aqui foi instalado o Eco-Parque Sensorial da Pia do Urso destinado a invisuais, constituindo um conceito inovador que pretende levar a essas pessoas a possibilidade da apreensão do meio envolvente que os rodeia utilizando, para o efeito, os restantes sentidos, particularmente o tacto e o olfacto.
Fonte:Vortex