domingo, 31 de agosto de 2008


Escreveu o Klatuu no último post: “Os impérios sempre conferiram maiores direitos de cidadania que os estados e garantem melhor a paz, impedindo a rivalidade entre os estados. É evidente que tornar-se Estado é a forma de afirmação da Nação, mas isto só é possível para as pequenas nações pelo recurso a uma terceira instância que é o «império».”
.1. Historicamente, nada de mais verdadeiro. Daí a necessidade das alianças ao longo dos séculos. De outro modo, há muito que Portugal tinha deixado de existir…
2. Nestas paragens, já passámos, contudo, o tempo das invasões*. Objectivamente, não há qualquer perigo de, por exemplo, sermos invadidos pela Espanha. O risco que poderia advir de Espanha seria a sua desintegração – e as consequências disso (voltaremos um dia a este ponto).
3. Não se pondo a questão de uma ameaça militar (a ameaça terrorista é outra coisa), há, decerto, outros planos a considerar – nomeadamente, o demográfico (sim, Portugal corre o risco de colapso demográfico) e o económico (apesar da “assistência” europeia). Mas, para esses, vai havendo sempre remédios, ou pelo menos, paliativos (que não iremos agora desenvolver).
4. Portugal, contudo, não é uma mera “empresa” - sob o ponto de vista empresarial, tudo isso se resolveria com uma mera “deslocalização”, como agora se diz. Portugal é um território (por definição, indeslocalizável) e, sobretudo, um povo, cuja singularidade está, essencialmente, na língua e na cultura. É esse o fundamento maior da nossa “independência”.
5. Sob esse ponto de vista, o risco maior à nossa independência seria a língua portuguesa ficar confinada a este nosso território (falamos sempre no plano do médio-longo prazo). Daí a aposta estratégica na Lusofonia: é do nosso interesse que a língua portuguesa se continue a falar nos diversos países da CPLP.
6. E, também, ponto decisivo, para os outros países da CPLP. Para os PALOPs (países africanos de língua oficial portuguesa), por exemplo, é a língua o grande factor de coesão nacional. Por isso (esclarecimento ao Casimiro) escrevi aqui que “é a razão o que sobretudo nos une”. Acredito mais na perpetuidade das alianças por interesse do que por paixão (as paixões esvaem-se; os interesses mantêm-se). Por isso, acredito no futuro da Lusofonia**. Tanto mais porque essa “plataforma linguística” tem virtualidades outras (económicas, por exemplo) ainda não de todo exploradas. Por isso, em suma, acredito no futuro de Portugal. Aliás, parafraseando o outro, se não acreditasse, não estaria aqui…* O mesmo não se passa ainda, por exemplo, na Europa de Leste (veja-se o que se está a passar na Geórgia) e em muitos locais do mundo. Daí, também, a fragilidade da independência timorense (ponto a desenvolver).** A este respeito, há, obviamente, que referir e salientar o papel do Brasil (outro ponto a desenvolver).
Publicada por Renato Epifânio em 22:34:00 4 comentários
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Caros, com pena de não ter mais tempo agora:
1. O assunto foi tomando, por assim dizer, a forma de uma estrela de David, de duplo triângulo: num plano, a tríade Vieira - Pessoa - Agostinho; num outro, a tríade Portugal - Europa - Lusofonia. Se quisermos, de um lado a idealização (Império, para manter a palavra) e, do outro, a realização (CPLP como caminho e, em pano de fundo, a globalização planetária). Curiosamente, cada vez mais claramente parece estarmos a falar de coisas completamente diferentes (foi a minha primeira reacção ao ler a "provocação" do Arnaldo); julgo que não estamos, e que nos falta no mapa um 7.º ponto, que não é vértice mas centro da estrela... Lá iremos ao andar da conversa, acho.
2. O que o Renato diz de Vieira, Pessoa e Agostinho é crucial, e merece análise mais funda: por agora, só dizer que o Agostinho está claríssimo, mas que, no Pessoa, a questão do "jogo literário" (precisamente por causa da sua possível confusão com qualquer "jogo interior") tem muito que se lhe diga, para não envolver uma petição de princípio: a de dar por demonstrado precisamente aquilo que em última análise toda a tradição de pensamento "esotérico-religiosa" (em amplíssimo sentido) repudia, e que é a ideia "moderna" de que o acto solitário, por si, não transforma o mundo (incluo neste "acto solitário" tudo o que vai da oração judeo-cristã à prática alquímica ou mágica).
3. Quanto à análise da situação actual, subscrevo quase inteiramente o que disse o Klatuu (o "quase" vem do ponto 2 e nasce só de ser eu, ao contrário, o maior céptico relativamente à minha racionalidade...). O ponto mais importante a meu ver vem trazido pelo Renato, e está nos pontos 4 (de ambos) sobre "europa das pátrias" e "europa imperial".
4. Da europa imperial há que excluir liminarmente a Inglaterra e o seu actual herdeiro americano, como tão perfeitamente compreendeu De Gaulle: o império destes não é império europeu mas império marítimo, e a vocação destes há-de ser sempre a de cercar e neutralizar a hipótese de um império continental (que na actual circunstância só pode ser russo-europeu).
5. De passagem, não penso que Portugal tenha sido alguma vez um império marítimo, ao contrário do que nos ensinam a pensar: marítimas eram, no tempo das nossas Descobertas, as potências com quem conflituámos (Veneza, Inglaterra, Holanda), e por isso a elas se deve a parte "material" da modernidade: o capitalismo na sua forma financeira, por exemplo. Mas à medida que Portugal se expandia (e expandia-se aprendendo, pois foi preciso re-conhecer primeiro o mundo a descobrir) procurou sempre uma plataforma continental em que ganhasse o fôlego de território que nesta faixa da europa lhe faltava, sendo a Índia e o Brasil as sucessivas hipóteses de centrar o império: através da expansão marítima, Portugal buscava penetrar na terra.
(a continuar)
Publicada por Casimiro Ceivães em 22:00:00 2 comentários
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Livro de

sábado, 30 de agosto de 2008


A JUNTAR-ME AO TRIÁLOGO (?) COM O RENATO, O ARNALDO E O CASIMIRO… ALGUÉM MAIS?

Não te faltam munições – mas como estes me são mais fáceis, do que a tríade: Pessoa/Vieira/V Império... aqui vai.(Em breve o resto; ainda hoje).

1. Portugal é a raiz da Europa moderna; dispensa «lições de Europa», seja de quem for.
2. Também é convicção funda minha, para não lhe chamar Fé, mas como é Fé e como (te disse) sou o maior céptico em relação ao meu próprio misticismo (fundamentalmente porque não o consigo racionalmente explicar) – penso que é avisado admitirmos que Portugal poderá não existir no futuro. Como tal cabe a nós, os vivos, garantir que Portugal terá um Futuro.
3. Não concordo inteiramente. Dependerá muito da forma: se for uma soma, não terá eficácia, mas se for uma coordenação das políticas externas de cada estado-membro poderá ser muito eficaz – desde que a Europa Comunitária não caia na tentação de se substituir à NATO.
4. Penso que isso acontecerá, mas não pelos vectores que apontas: é a própria «europa imperial» que criará esse retorno à Nação (veja-se a Bósnia, etc), mas não por uma reacção à Europa Comunitária, mas sim porque as «super-estruturas imperiais» permitem que as nações se libertem da «tirania dos estados». A mensagem de Deepak Lal em «O Elogio dos Impérios. Globalização e ordem» é inequívoca: os impérios sempre conferiram maiores direitos de cidadania que os estados e garantem melhor a paz, impedindo a rivalidade entre os estados. É evidente que tornar-se Estado é a forma de afirmação da Nação, mas isto só é possível para as pequenas nações pelo recurso a uma terceira instância que é o «império».Não esqueçamos aqui algo de fundamental: o projecto de extensão da civilização portuguesa deve ser na direcção de mar e terra; juntá-los reforça-la-á nos dois vectores e isto também se aplica à economia, tornando-se Portugal uma boa parte da plataforma de relação comercial entre a Europa, o Brasil e África.
5. 6. 7. Nestes pontos concordo inteiramente.
8. É evidente que a rota do MIL não poderia ser outra, querer que a CPLP se substituísse à Comunidade Europeia seria absurdo – Portugal deve manter-se em ambas as estruturas; isso torna-o aliciante além e aquém mar.
9. Concordo, mas há que tornar a CPLP mais dinâmica, não só enquanto estrutura, mas na convergência de um modelo económico e na abertura de um mercado livre de fronteiras entre os estados lusófonos – e isto basta; mais não é necessário: a possibilidade federativa enfraqueceria Portugal enquanto nação europeia e ameaçaria a nossa sobrevivência.
10. A convergência económica fomentaria a democracia – e não nos esqueçamos de um fenómeno imparável: o da cada vez mais rápida e livre divulgação da informação, da cultura e do conhecimento. Os regimes ditatoriais têm os dias contados... pela crescente tomada de consciência da cidadania individual transnacionalista, do indivíduo enquanto cidadão planetário.
Klatuu Niktos
Publicada por Klatuu o embuçado em 18:12:00 4 comentários
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Mais dez breves notaspara o Arnaldo, o Casimiro, o Klatuu e o Clavis.

1. Portugal é um país europeu: geográfica e, mais do que isso, civilizacionalmente. Sempre foi (muito antes da maior parte dos outros países) e sempre há-de ser, enquanto existir.
2. Se essa condição é “eterna”, o actual modelo de construção europeia é meramente conjuntural. Nasceu ainda do rescaldo da 2ª Guerra Mundial e pelo facto da Alemanha ter ficado no estado em que ficou. Durante décadas, durante mais de meio século, a Alemanha aceitou pagar essa construção europeia sem reclamar qualquer voz política. Pela natural ordem das coisas (não há condenações eternas), isso está a mudar, e mudará cada vez mais…
3. O presente “salto em frente” da União Europeia, nomeadamente com a definição de uma política externa comum, é o seu canto do cisne. A Europa, a velha e eterna Europa, nunca terá uma política externa comum, pela simples mas suficiente razão de que a força da Europa está na sua pluralidade. Podia aqui multiplicar os exemplos: a França, tida como grande “europeísta”, sempre teve uma política própria; da Inglaterra nem vale a pena falar…
4. A construção europeia vai pois regressar à "Europa das Pátrias": é esse o seu destino. Há coisas mais fortes do que todos os voluntarismos de circunstância. É o chamado “Vento da História”.
5. E Portugal? Portugal, depois de 25 de Abril, quis fazer um corte com todo o seu passado. Exausto da guerra colonial (a maior razão para o golpe de estado), Portugal voltou as costas a todo o Ultramar (com algumas consequências bem trágicas) e empenhou-se em “regressar à Europa”. Daí essa obsessão de ter “a Europa connosco” (lema soarista) ou de sermos o “bom-aluno europeu” (lema cavaquista).
6. Passados já mais de trinta anos sobre o 25 de Abril, saradas (ou a caminho disso) as feridas do lado de cá e de lá, com uma nova geração já nascida depois de tudo isso, é tempo de refazer as pontes…
7. Refazendo as pontes com o mundo lusófono, Portugal não está pois a renegar a sua condição europeia, mas, ao invés, a cumpri-la: tal como o fazem, de diferentes modos, as outras potências europeias…
8. O que o MIL pretende, como já foi mil vezes dito, não é senão estimular essa dinâmica de reconvergência lusófona – todas as posições públicas que temos tomado é claramente a essa luz que devem ser lidas. No aprofundamento do que existe, ou seja, da CPLP. Não é senão isso o que queremos ser: a “guarda avançada” da CPLP, os que vão à frente a abrir caminho…
9. Até onde poderá ir essa convergência, não sei, nem acho que tenhamos que propor a priori modelos políticos. Por enquanto, a meu ver, importa apenas alimentar essa dinâmica: cooperação cultural, desde logo, mas também económica, cívica, social, institucional, diplomática, etc, etc, etc…
10. Decerto, é preciso caminharmos com cuidado, até porque, do lado de lá, há regimes que não inspiram a menor confiança (desnecessário nomear quais). Mas também isso irá, a pouco e pouco, mudar…

Publicada por Renato Epifânio em 16:57:00 1 comentários
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Entre Vieira, Pessoa e Agostinho – seis breves notas em triálogo com o Arnaldo, o Casimiro e o Klatuu.
1. Como todos nós, mais ou menos, Vieira foi um homem do seu tempo, por mais (mas nunca totalmente) que o tivesse transcendido.
2. Não sei o que seria Vieira se tivesse nascido no tempo de Pessoa. Decerto, um Vieira bem diferente. A ponto de se reconhecer na "heresia" pessoana? Talvez até, pelo menos em parte.
3. Vieira era, a meu ver, um espírito muito pragmático, mesmo no plano ideativo. Dir-se-á que pôs o V Império ao serviço de uma visão cristocêntica do ser e do tempo. Poder-se-á, contudo, também dizer o contrário: que pôs a mundividência cristocêntrica do seu tempo ao serviço da “sua” ideia de V Império.
4. O mesmo exercício especulativo se pode fazer com Pessoa. Se ele tivesse nascido em 1608, decerto teria sido bem mais cristocêntico. Talvez até mais do que Vieira…
5. Num ponto, decerto, eles divergem, e aqui entra o Agostinho, e o seu grande ponto de ruptura em relação ao Pessoa. Para Pessoa, tudo se passa, sobretudo, num plano interior, ou, para ser mais cáustico, num plano lúdico-literário*. Para Vieira, como depois para Agostinho, o V Império (também não gosto da expressão, mas adiante) tem que ter uma tradução política, social e económica. Decerto, também interior, ou “espiritual”. Mas não apenas…
6. E, por isso, estando no plano ideativo mais próximo de Pessoa (vide a sua obra “Um Fernando Pessoa”), no plano da praxis, Agostinho é um vieirino, tanto quanto se pode ser vieirino neste nosso tempo. Mas sobre isso, sobre a construção práxica do V Império no século XXI, mais notas escreverei adiante**.* Como se, para Pessoa, tudo fosse um mero jogo, uma mera construção literária. Nessa medida, tanto poderia ter escrito sobre o V Império como sobre a União Soviética (é o que pensam, ainda que não o digam, muitos dos ditos “pessoanos”). Não é, de todo, o que eu penso: acho que há um Pessoa genuíno para além de todo o jogo literário, mesmo para além de todos os seus heterónimos. E não considero que seja uma questão de fé. Ele está lá, para quem o quiser ver…
** Convocando também o Clavis, que tem igualmente procurado fazer esse exercício.
Publicada por Renato Epifânio em 12:34:00
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Comentários ao texto
"RESPOSTA DE ARNALDO NORTON AOS COMENTÁRIOS que Casimiro Ceivães e Klatuu fizeram ao seu texto publicado em 27 de Agosto de 2008"
6 Comentários -
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Casimiro Ceivães disse...
Meu caro, obrigado pela réplica :)O diabo disto é que o Arnaldo Norton pôs de uma vez só um montão de cartas em cima da mesa! Mas deixe cá ver se lhe treplico ao essencial num espaço que não seja desrazoável (seguirei a regra de postar). Devo dizer que acharei patusco se não houver outros comentários. É que este texto e esta discussão são importantes. Enfim, tempo de férias talvez.
28 de Agosto de 2008 21:18
Klatuu o embuçado disse...
Vou deixar a primazia ao Casimiro... Até lá deixo-lhe isto:
«A superstição incendeia o mundo. A filosofia apaga as chamas.»
Voltaire
28 de Agosto de 2008 21:24

Arnaldo Norton disse...
Meu caro casimiro !O meu "batalhão" não é muito aguerrido,por isso espero que não venha com artilharia muito pesada.Quanto ao "postar",como sabe, a ideia não foi minha.Embora não deixe de a achar interessante, seria mais simpática se tivessemos sido consultados, não acha ?...Cumprimentos
29 de Agosto de 2008 17:01

Arnaldo Norton disse...
Meu caro Klatuu !Como ao primeiro, a este comentário nada tenho a responder.Ah !...é verdade, Voltaire ! Pois...Eu deixo-lhe ficar este: "os bombeiros também morrem queimados". (Autor desconhecido)
29 de Agosto de 2008 17:07

Casimiro Ceivães disse...
Caro Arnaldo, consegui ter tempo para uma primeira (!) resposta, que vou publicar já a seguir. Acho que ainda não toco na parte que mais lhe interessará, mas estas coisas não se separam facilmente. Ouça, você disparou em cheio sobre o paiol e agora diz que não é aguerrido? :)Os comentários... pois, isto é uma trabalheira. Mas, não pensando só no nosso sossego, acabo por dar razão ao Klatuu. Um abraço
29 de Agosto de 2008 20:20
Ao Arnaldo Norton, reflexão sobre o Império e a Estratégia Imperial (I)

Caro Arnaldo Norton, impensada e solitariamente levantei a luva da sua importantíssima provocação, e eis-me agora com um mundo de coisas para treplicar. Tantas, na verdade, que tenho de começar por picar os pontos essenciais da pergunta (múltipla) que lançou e, descendo dos princípios para a confusa realidade quotidiana, responder hierarquizando as questões.Partamos assim do Império, que sendo o Fim é o melhor lugar do Princípio.Eu não disse que Pessoa não estimasse e admirasse Vieira; não acrescentei - mas digo-o agora - que duvido de que Vieira estimasse as ideias de Pessoa, se as pudesse ter conhecido (vou manter arredada por ora a Terceira Pessoa da nossa profética trindade, o Agostinho). E a razão funda desta desestima é a de que Vieira era católico, enquanto Pessoa - conforme o último livro que ia lendo - era ou fazia-se (nunca o saberemos) teosofista, neo-pagão, admirador de Crowley, pseudo-templário ou invocador de diversas serpentes; coisas perdoáveis ou estimáveis num artista (e num génio) mas tudo coisas a ver com cautela (porque há caminhos que não têm regresso) se entrarmos nas vias de conhecimento, gnose ou revelação (que não são já as da teologia e da metafísica, racionais ainda) mas as do profetismo, do esoterismo, do ocultismo ou do misticismo (deixo a cada leitor a sua escolha pessoal).Ora para Vieira o V Império há-de ser a culminação da História na redenção da humanidade (e da Criação), e portanto há-de ser obra divina; o fim da cisão, da falha, do abismo que duram desde a fundação do mundo. É, em termos cristãos, o mistério do Oitavo Dia: coroação da tripartida Obra de Deus na Criação do Pai, na Redenção do Filho, na Consolação Nupcial e Final do Espírito Santo.Já para Pessoa, o V Império há-de ser uma coisa inteiramente outra: não consegue ele conceber, perdido sempre nos seus "caminhos da serpente", outra coisa que não a auto-iluminação pessoal, a auto-elevação pessoal de cada homem a uma condição "angélica", uma vez que Deus não falará nunca, não mostrará nunca a Sua face (não porque o não queira, mas porque a não tem: "o Cristo não é mentira, mas (...) é da essência do Cristo não poder ser encontrado"). O Império será, naturalmente, a morada - ou a alma colectiva - dos homens tornados plenamente conscientes de que, para serem como Deus (ou para prescindirem da sua insuportável ausência) hão-de ser tão múltiplos que uma só Face também já não tenham.Compare-se isto com a visão católica de Vieira: a desvairada multidão de Povos que Portugal ajuntou, na "globalização" das Descobertas (ante-anunciada no Índio que uma pintura manuelina apresenta como um dos Reis Magos) é, essencialmente, a re-união do Único Povo (disperso na História) sob a égide do rei do mundo, delegado terreno da Única Fonte (que é o Amor infinito, divina forma do Nada de onde brota todo o Ser).Vale a pena, a meu ver, pensar nisto (pensar aqui, quero eu dizer) porque aquilo que seja para nós o Império condiciona aquilo que veremos como o caminho para o atingir: quer do ponto de vista do caminho pessoal para a santidade ou a iniciação (esse, não nos ocupa aqui), quer do ponto de vista do caminho colectivo: aquilo a que chamarei (para a distinguir das pequenas tácticas da guerrilha política) a Estratégia Imperial.E a Estratégia Imperial (por ser diferente o lugar que nela a nossa alma tem) não é a mesma, diria mesmo que é a oposta, conforme entendamos que sejam caminhos do Império tudo o que contribua para a infinita difracção de cada alma no prisma infinito dos caminhos da possibilidade ("Sermos tudo", como dizia Pessoa, sermos "Como os deuses que conhecem o bem e o mal", como dizia a velhíssima Serpente bíblica...) ou que sejam esses caminhos tudo o que contribua para o combate e a contenção da parte material (terrena, se preferirmos), do Manto de Trevas que recobre o mundo em que estamos (e que, por isso mesmo, nos recobre a nós também).Dito de outra forma: há uma determinada Estratégia Imperial quando o objectivo é o da libertação, à imagem do Nada, da infinita aparência das coisas, e há uma outra Estratégia Imperial quando o objectivo é o da libertação, à imagem da Vitória, da infinita apetência das coisas (não há nada mais ávido do que os demónios...).No fundo, o que esta escolha pressupõe é saber se o nosso Ser é como o Oceano, informe e idêntico a si mesmo num imenso infinito sonho, ou se é como o Reino, hierárquico e polarizado num Rei e num Centro ou Eixo (simbolizado pela Cruz para um cristão e num Pólo, numa Árvore Sagrada ou numa Montanha em outras espiritualidades).Para que não nos percamos (ainda estamos longe da CPLP mas, oh Arnaldo Norton, você é que despejou o cesto em cima da mesa...), poder-se-á começar a entender porque é que há duas leituras possíveis (mas, inconciliáveis?) do significado dos tempos de "paz e espiritualidade" antevistos pelo profeta Daniel...Para uma ocasião seguinte, porque isto vai longuíssimo já, ficarão a globalização, o capitalismo e uma certa "moderna Europa" como os rostos visíveis do nosso actual adversário e, por isso mesmo, como as maiores armadilhas para Portugal, nesta fase histórica do seu destino...
Publicada por Casimiro Ceivães em 20:31:00
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1 comentários:
Klatuu o embuçado disse...
O Pessoa ligava tanto às ideias do jesuíta como a um chinelo velho... :)Quanto ao mais, lá terá de ser.
30 de Agosto de 2008 9:20

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

LONGE DE MANAUS
Resposta ao comentário de Klatuu ao texto publicado por Arnaldo Norton em 27 do corrente

Como preâmbulo quero pedir desculpa aos restantes “blogers” por publicar aqui comentários, mas estou a seguir o conselho de Klatuu o embuçado.
Peço que sejam condescendentes porque rapidamente irão perceber o motivo de eu o fazer.

Começemos pelo meu texto.

LONGE DE MANAUS Francisco José Viegas
No passado dia 5 de Junho, enviei a Francisco José Viegas um "e-mail", pedindo-lhe esclarecimentos sobre algumas afirmações contidas no seu livro "Longe de Manaus". Como não recebi qualquer resposta, enviei nova mensagem no dia 26 do mesmo mês. Continuando sem receber qualquer resposta, enviei novo "e-mail", desta vez, para a Editora "Edições Asa" que, até hoje, também não respondeu.
Possívelmente, os endereços estão errados e essa é a razão da falta de respostas. Por isso, peço a quem ler esta mensagem e possa contactar com Francisco José Viegas, o favor de lhe pedir que contacte para o endereço a.santosnorton@gmail.com
Agradeço antecipadamente.
Arnaldo Norton

Agora o comentário de Klatuu.

Klatuu o embuçado disse...
Vai-me perdoar, meu caro Amigo, mas, enquanto colaborador deste blogue, julgo que este tipo de recado conviria melhor ao seu blogue pessoal... Não se vá criar o costume de começarmos todos a publicitar convites aos amigos para uma cerveja e uns tremoços, idas à discoteca, ou recados às namoradas... Estou a parodiar, como é óbvio - não obstante, mesmo considerando que para si possa haver nisto uma qualquer relevância, que desconheço, a mesma está, no meu entender, fora dos objectivos e critérios estabelecidosparaobloguedaNovaÁguia.Os melhores cumprimentos.
27 de Agosto de 2008 23:00

Os antecedentes estão apresentados.

Agora a minha resposta e motivo pelo qual publiquei tal mensagem.

Meu caro Klatuu !
Tem razão, embora a si o seu raciocínio não se possa aplicar porque ninguém irá marcar encontro com um embuçado, pois não se sabe quem ele é.
Estou a parodiar, como é óbvio !
O que não deixa de ser curioso é que mais ninguém se sentiu incomodado. Muito pelo contrário, recebi uma oferta de auxílio do nosso confrade “arroba” que muito agradeço.
Pelo seu comentário a um dos meus textos anteriores, fiquei sabendo que gosta de citar Voltaire !
É bonito !...mas também aconselho as quadras do Aleixo. Não permitem que nos enfeitemos com termos eruditos; mas são muito mais adequadas.
Quase chega a ser ridículo ter pensado que eu seria capaz de tentar transformar um blogue sério como este, num blogue cor-de-rosa.

Enganou-se !... O que me levou a publicar aquele texto foi a tentativa de fazer com que Francisco José Viegas tivesse a coragem de me enfrentar,dando resposta ao “e-mail” que lhe enviei em 05 de Junho e que passo a transcrever:

Exmo.Senhor Francisco José Viegas !
Sou membro da Direcção do Núcleo do Porto da Liga dos Combatentes, mas é, somente, na minha condição de ex-combatente na Guerra do Ultramar que me dirigo a V.Exa.
Na sua obra "Longe de Manaus", coloca V.Exa., a pág. 197 e 198, na boca do personagem Ramiro, a afirmação de que "... no Luso...as mulheres que andavam com os oficiais que iam para o mato ficavam a dormir com os oficiais que vinham do mato" e
"...os vendedores de Bíblias... eram os únicos que não se atiravam às mulheres dos oficiais."
Por serem afirmações "curiosas", ficar-lhe-ia muito grato se me esclarecesse em que se baseou para produzir tais afirmações.
Aguardando o favor das suas notícias, envio-lhe os melhores cumprimentos.
Arnaldo Luís dos Santos Norton

Eu fui Oficial do Exército, estive no Luso, e era solteiro. Nem sequer lá tinha namorada.
O que me leva a tomar esta iniciativa é a tentativa de defender todos aqueles e aquelas que lá estiveram e que, por razões óbvias, não se podem defender. O que ele afirma no seu livro, além de ser de uma deselengância extrema, é mentira.

Perguntará quem me lê: que temos nós a ver com isso ?
Acho que todos temos a ver com isso, porque quando alguém que se diz escritor usa as suas obras para propalar mentiras, está a enganar todos os leitores e a contribuir para o descrédito de quem usa, de forma correcta, a sua capacidade de escrever.
Como se pode intitular escritor alguém que nas suas obras faz afirmações que não pode comprovar, tanto mais quando elas mexem com a honra das pessoas ?
Todos nós leitores temos a obrigação de nos indignarmos contra quem nos quer intoxicar.

A leitura não é o alimento do espírito ? Será que a ASAE aqui também nos pode valer sancionando quem nos vende alimentos em más condições ?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

RESPOSTA DE ARNALDO NORTON AOS COMENTÁRIOS
que Casimiro Ceivães e Klatuu fizeram ao seu texto publicado em 28 de Agosto de 2008

Visto Klatuu o embuçado ter tomado a iniciativa de publicar no blogue o comentário que Casimiro Ceivães teve a amabilidade de fazer ao meu texto “ O 5º Império e a CPLP”, seguindo o seu conselho e, partindo do princípio que nada há contra, embora não saiba se este meu texto tem substância suficiente para isso, usarei o mesmo meio para fazer uso do meu direito de resposta.
Antes de começar, deixem-me dizer que o convite com que terminei o meu texto, era, sem dúvida, provocatório e tinha somente a finalidade de despertar os participantes no blogue que, me parece, anda um pouco distante da CPLP. Consegui que dois companheiros voltassem ao tema o que já se pode considerar muito bom.
Porque é, também, na divulgação da CPLP que estamos interessados, não é ?...

COMENTÁRIO DE CASIMIRO CEIVÃES AO TEXTO DE ARNALDO NORTON «O 5º Império e a CPLP»
(O Casimiro não optou por esta forma de destaque, mas fi-lo eu – e de novo aconselho a mesma aos colaboradores deste Blogue para os comentários de substância.)

Casimiro Ceivães disse...
Caro Arnaldo Norton, tanta coisa...
Tentando ser sucinto:
– A "Globalização" não tem nada, mas mesmo nada, que ver com o V Império, quer na forma própria deste (a formulada por Vieira) quer nas suas formas menores sugeridas ou sonhadas por Pessoa e Agostinho. Como não tem nada que ver com a política, digamos assim, "portuguesa" que Portugal apesar de tudo foi de vez em quando seguindo até 1968. Direi até que, mais do que não ter nada – tem o facto de ser a globalização o obstáculo maior, ou o adversário maior, senão do Império, pelo menos da política portuguesa (deveria agora dizer "lusófona"? mas chamemos os bois pelos nomes) como ela ainda poderia ser entendida e cumprida.

Aqui, permita que lhe diga, acho que o seu comentário peca por confundir globalização com capitalismo, o que podemos considerar uma consequência indesejável e não um fim a atingir. A Globalização é a interacção dos povos de todo o Mundo comandada pela ideia, aceito que utópica, de se conseguir a uniformidade das condições de vida.
Não consigo ver como seria possível o Quinto Império sem a globalização !

Ao segundo parágrafo ( que acho desnecessário transcrever ), aplica-se também a resposta anterior.

Sobre o terceiro parágrafo nada há a dizer, a não ser que fico lisongeado por concordar comigo.

– A CPLP, de momento, é um nada que não aspira sequer a ser coisa alguma por falta evidente de direcção política (ou metapolítica).– A "força" da comunidade Lusófona tem contra ela o facto de Angola, a sua segunda maior região, ser neste momento simplesmente terra ocupada "manu militari", e tem contra ela o facto de o Brasil ser ainda uma espécie de Nau Catrineta planetária (que os meus amigos brasileiros me perdoem a comparação). É, em número de habitantes, significativa; mas a quantidade não se transmuta em qualidade (pelo contrário...), nem mesmo quando nos convémNão é pela quantidade que o Império se fará, ou o Império será, inevitavelmente, pura e duramente chinês.

Respeito a sua opinião, embora não possa concordar com ela. Basta vermos qual o País que mais tem feito pela Comunidade. Além disso, não consegui que respondesse a todos os quesitos que apresentei.

– Apesar de Pessoa ter tido uma muito peculiar ideia de Império (sendo paradoxal e perigosa a tentação do seu emparelhamento a Vieira), não creio que se possa dizer que se distinguisse pela "cultura, paz e bom entendimento entre povos". Não é que isso seja um mau objectivo: é, apenas, um enunciado insuficiente.

Aqui é que estamos francamente em desacordo!

Sobre Pessoa, sobre o perigo de o relacionar com Vieira e o Quinto Império, não irei utilizar palavras minhas para que não veja nelas qualquer resquício de acinte; socorrer-me-ei de vários autores que, espero, considere fidedignos.
Passo a citar :
“Pessoa considerava o Padre António Vieira o maior artista da nossa terra, indiscutivelmente, o mais insígne teólogo do Quinto Império.”
( Manuel J Gandra, in” Sebastianismo” ).

“AntónioVieira a quem Pessoa designou o“imperador da Língua portuguesa”

“É preciso lembrar que Pessoa fala do “Quinto Império” como dos novos tempos anunciados na profecia de Daniel, que o padre António Vieira anunciou para breve.”
( Mestre Lima de Freitas, in “O Esoterismo na Arte Portuguesa”)

Sobre a afirmação de que Pessoa não tinha uma ideia de Quinto Império que se distinguisse pela “cultura, paz e bom entendimento entre povos”, creio que basta transcrever o seguinte:

“A profecia de Daniel ( tão grata ao Padre Vieira) fazia o anúncio de um Quinto Império de paz, liberdade, amor fraternal e de espiritualidade suprema.
( Mestre Lima de Freitas, in “O Esoterismo na Arte Portuguesa”)

Para finalizar, e um pouco dentro do espírito do último parágrafo do seu comentário, posso dizer-lhe que estou convencido que a nossa única saída é mais uma vez o Atlântico, e que compensará apostar fortemente nessa solução. Acho que ainda vamos a tempo de começar pelo princípio e concentrarmos toda a nossa energia na instrução e educação da juventude com programas de ensino onde se faça a divulgação dos povos da CPLP. Não é continuando a remar de costas voltadas que se conseguirá atingir o objectivo. Além disso, seria necessária uma reforma profunda dos meios de comunicação social de todos os Países da CPLP, reformando métodos e,principalmente, mentalidades.

Obrigado pela mensagem de boas-vindas e aceite os meus cumprimentos.
Arnaldo Norton
COMENTÁRIO DE CASIMIRO CEIVÃES AO TEXTO DE ARNALDO NORTON «O 5º Império e a CPLP»
.
(O Casimiro não optou por esta forma de destaque, mas fi-lo eu – e de novo aconselho a mesma aos colaboradores deste Blogue para os comentários de substância.)
Casimiro Ceivães disse...

Caro Arnaldo Norton, tanta coisa...
Tentando ser sucinto:
– A "Globalização" não tem nada, mas mesmo nada, que ver com o V Império, quer na forma própria deste (a formulada por Vieira) quer nas suas formas menores sugeridas ou sonhadas por Pessoa e Agostinho. Como não tem nada que ver com a política, digamos assim, "portuguesa" que Portugal apesar de tudo foi de vez em quando seguindo até 1968. Direi até que, mais do que não ter nada – tem o facto de ser a globalização o obstáculo maior, ou o adversário maior, senão do Império, pelo menos da política portuguesa (deveria agora dizer "lusófona"? mas chamemos os bois pelos nomes) como ela ainda poderia ser entendida e cumprida.
– Não me refiro à "alterglobalização de Porto Alegre" (essa requereria uma outra conversa) mas à globalização que temos e que é (veja-se um notável texto de Paulo Feitais aqui, julgo que de ontem) a dissolução de tudo nesse nada que é o dinheiro, nesse nada que é a correcção forçada da alma à brutalidade dos sistemas cegos. Uma globalização que, para continuar a pôr nomes nas coisas que um nome tenham, tem o rosto visível da língua inglesa e o corpo disforme dessa coisa que hoje comanda os Estados Unidos da América (muito para além do seu patético presidente) e que durante décadas comandou também a partir dessa inacreditável marioneta chamada União Soviética.
– Em qualquer caso, estou plenamente consigo em que "Império" é uma palavra a usar com cuidado, não se confundindo nunca com "imperialismo". Pelo contrário, onde existir este o Império estará ausente.
– A CPLP, de momento, é um nada que não aspira sequer a ser coisa alguma por falta evidente de direcção política (ou metapolítica).
– A "força" da comunidade Lusófona tem contra ela o facto de Angola, a sua segunda maior região, ser neste momento simplesmente terra ocupada "manu militari", e tem contra ela o facto de o Brasil ser ainda uma espécie de Nau Catrineta planetária (que os meus amigos brasileiros me perdoem a comparação). É, em número de habitantes, significativa; mas a quantidade não se transmuta em qualidade (pelo contrário...), nem mesmo quando nos convém. Não é pela quantidade que o Império se fará, ou o Império será, inevitavelmente, pura e duramente chinês.
– Apesar de Pessoa ter tido uma muito peculiar ideia de Império (sendo paradoxal e perigosa a tentação do seu emparelhamento a Vieira), não creio que se possa dizer que se distinguisse pela "cultura, paz e bom entendimento entre povos". Não é que isso seja um mau objectivo: é, apenas, um enunciado insuficiente.
– Não estando este ponto contido na sua pergunta, creio que vale a pena referi-lo: entre a CPLP que temos (imagem do anti-poder que nos governa) e o V Império que se não fará pela razão (ainda que o Renato Epifânio tenha hoje dito aqui que pouco mais há que nos guie...), há um imenso espaço aberto que é, se quiser, aquele que pode ser o do voo da águia: começando onde termina a baixa política e subindo – mas não penetrando – até às regiões que pertencem ao domínio do Sagrado, do Destino, ou dos Deuses, somos capazes de nos reencontrar, se nos procurarmos, ou melhor se nos procurarmos não a nós, mas àquilo que nos permite, colectivamente, ser.
Cumprimentos (e bem vindo a este lugar...)
Casimiro
Publicada por Klatuu o embuçado em 11:39:00 6 comentários
Etiquetas: Comentários, CPLP, lusofonia, Polémica, V Império

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

LONGE DE MANAUS
Francisco José Viegas

No passado dia 5 de Junho, enviei a Francisco José Viegas um "e-mail", pedindo-lhe esclarecimentos sobre algumas afirmações contidas no seu livro "Longe de Manaus".
Como não recebi qualquer resposta, enviei nova mensagem no dia 26 do mesmo mês.
Continuando sem receber qualquer resposta, enviei novo "e-mail", desta vez, para a Editora "Edições Asa" que, até hoje, também não respondeu.
Possívelmente, os endereços estão errados e essa é a razão da falta de respostas. Por isso, peço a quem ler esta mensagem e possa contactar com Francisco José Viegas, o favor de lhe pedir que contacte para o endereço a.santosnorton@gmail.com
Agradeço antecipadamente.
Arnaldo Norton
O V IMPÉRIO E A CPLP

Em 18 do passado mês, foi publicado, em um determinado blogue, um artigo sobre a Lusofonia e a CPLP. Foram feitos vários comentários interessantes, demonstrando alguns, porém, pouca informação.
Issso levou-me a escrever o seguinte comentário:

“Depois de ter lido todos estes interessantes comentários, desejo propor,a todos os intervenientes neste blogue, um exercício de raciocínio sobre a CPLP !...
Como é sabido, a “Globalização” foi uma criação dos portugueses.
Alguma vez pensaram na relação que se pode estabelecer entre a globalização e o “ 5º Império “ preconizado por Fernando Pessoa ?...
Neste “armário”de raciocínios em que prateleira podemos colocar a CPLP ?
A CPLP tem fraco poder económico e relativa influência política !...
Então, onde está a sua força que a torna apetecível para tantos Países ?
- Estará na filosofia de vida que deu origem à globalização ?
- Está numa cultura aberta e voluntáriamente permeável que lhe deu
origem ?
- Estará na sua invejável posição geográfica ?
- Não estará, também, numa Língua repartida pelo Mundo que está, cada
vez mais, em vias de se internacionalizar ?
Façam este exercício e digam-me o que pensam sobre ele.”


Recebi várias respostas e uma delas punha em causa a oportunidade do uso da palavra “império”. Esclareci esta dúvida da forma que segue:

Em caso algum os princípios do 5º Império têm seja o que for a ver com “imperialismo”; o “império” a que se refere Fernando Pessoa é o predomínio da cultura, da paz e do bom entendimento entre os povos. Fernando Pessoa era de opinião que os “portugueses” (não esquecer que para ele a nacionalidade era a Língua), pela sua filosofia de vida e pela facilidade com que conviviam com outros povos, estariam destinados a esse empreendimento, aliás, como já o fizera o Padre António Vieira.
Não dá que pensar a constituição e o sucesso da CPLP ?...
Ainda para mais com o mau exemplo da Commonwealth !”


Já agora gostaria de conhecer a opinião dos utilizadores deste blogue.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

LIGA DOS COMBATENTES

Em Outubro de 2007, foi celebrado, entre o Instituto de Defesa Nacional, da Guiné-Bissau, e a Liga dos Combatentes, de Portugal, um protocolo que tem por finalidade a recuperação e manutenção, com dignidade, dos espaços onde se encontram inumados militares que combateram por Portugal.

Finalmente houve alguém que se recordou que o Exército Português não era constituido só por militares oriundos do território europeu.

Uma das maiores vergonhas que Portugal arrasta consigo, é a indiferença com que tem tratado os militares da Guiné-Bissau, de Angola e de Moçambique que combateram nas suas fileiras. Os que não foram assassinados, após as Independências, vivem, na grande maioria, nas piores condições.

Tão genial e bem sucedida foi a ideia, que um cemitério e sua capela já foram recuperados, que está em vias de concretização um Monumento ao Soldado Desconhecido, guineense e português, e a formação de técnicos guineenses na área de arquivos históricos e bibliotecas.

Quero, ainda, deixar ficar registado, que existe a Associação de Ex-Militares das Forças Armadas Portuguesas, constituida por guineenses!

Grande serviço está a prestar a Liga dos Combatentes à Lusofonia.

Esta, meus Senhores, é uma das formas mais sólidas de se fortalecer a CPLP.
RIR NÃO É OFENSA

A NOTÍCIA

Angola vai devolver fazendas expropriadas !
O Governo alemão está a negociar, com o de Angola, a devolução de fazendas a alemães que foram expropriados e, como é habitual os alemães "não brincarem em serviço", " encostaram à parede" o Governo de Angola.
Abriram uma linha de crédito de 900 milhões USD, perdoaram a dívida que Angola tinha com a extinta RDA, vão pôr a Lufthansa a voar para Luanda e vão estabelecer o Deutsche Bank em Luanda.
A isto chama-se competência ! Ou não se faz nada ou quando se faz, faz-se como deve ser !...

Será que o Governo português pensa fazer o mesmo ?... Ou será que a trama já está demasiado entretecida ?!

AGORA A PARTE DIVERTIDA

Peço-lhes que deixem este assunto sério para mais tarde meditarem sobre ele e dediquem, agora, a vossa atenção aos comentários que, em alguns blogues, o assunto suscitou.

CONTRA:

1. cabinda não é angola

2. sempre dividas
tudo isso foram dividas do MPLA agora todo o povo tem k pagar

3. sem terra
Vamos votar contra o MPLA, porque o que està a fazer devolver as nossas terras aos colonialistas nao é bom, Quer dizer que todo o branco que viveu e ocupou ilegalmente as nossas terras vai tr que as recuperar e nos os otoctones vamos trabalhar aonde, estamos na mesma maca de terras que o zimbabwé. Votem contra os lcaios do MPLA(CARCAMANOS DE UMA FIGA) endividaram o pais agora estam atrocar ou a hipotecar o pais que nao é deles, camnadas de gatunos, filhos de cobras. KA DIE TUZI MAZE ME !!!!


4. ...
se assim for achamos injusto pra com o povo angolano, a atitude desse governo tridor. voces acham que um preto pode mesmo ser proprietario de terras no ocidente? desconsiguiram no Zimbabwe agora querem o fazer na nossa terra? povo angolano temos que sair a rua e dizer nao a esses branco e ao Mpla. eles que fiquem com a Europa deles. sabem duma coisa se as relacoes, africa-europa nao forem boas, eles na europa nao comen. porque tudo que la se come vem da Africa e do sul da america. de materia prima nada tem esse "pele de frango" terras ao angolano e ponto final. ainda bem que e no Kwanza -sul porq se for na kunda vam comecar a morrer um por um. abaixo a dominacao ocidental, viva angola livre de neocolonizacao.

Mas também há comentários a FAVOR:

5. MAL PAGADOR
A sUa ignoranCia faz de voce um homem pobre EM TODOS OS SENSOS DO TERMO saiba que nem todos os brancos foram assassinos ou colonialistas BURO é normal que Angola devolva o que homens honestos compraRam com o fruto de anos de trabalho OS netOS do Lorde Portugues -Espanhole Mario Sampaio Amaral Barral De Sirgado sente piadade da sua ignorancia e do seu racismo primitivo e se perguntam o que é voce faz no Pais do branco se voce se voce é hostil raça branca ou mulata? E POR CAUSA DOS MAUS PAGADORES COMO ANGOLA QUE OS PAISES RICOS FICAM COM MEDO DE INVESTIR NA AFRICA PORQUE EM AFRICA NUNCA SE SABE O QUE E FEITO AMANHA! OU PIOR HOJE SIM AMANHA NAO! "CORRIDOS OU ASSASSINADOS" VAMOS TER QUE MUDAR DE METALIDADE O MUNDO FOI FEITO PARA IMIGRAR POIS VOCE VAI TER QUE SE CONFORMAR QUE UMA NACAO CIVILIZADA TEM QUE TER REGLAS E PRINCIPIOS Que o mundo civilizado chama textos de LEI VAI PEDIR CONTAS AO MPLA QUE DURANTE 33 ANOS FECHOU OS ANGOLANOS A CIVILIZACAO... CIVILIZACAO... VIVA O GALO


Mas os do CONTRA não desarmam:


6. Só Angola...
Possas..., é desconcetante!!! a nossa terra para os longínquos alemães??? Só mesmo em Angola...

7. Só em Angola
Desconcertante

8. nossos direitos
Cuidado, com os alemães não bricam mesmo, se o Hitler conseguiu dominar metade da europa, e em angola será uma gota. Culpa do gov. JES. de não poder gerir o país e sermos nós os primeiros. O africano para viver na europa, tem que ir para o asilo primeiro e mesmo assim não é suficiente para eles. O nosso gov. deve mudar radicalmente sonre terras. Nós precisamos de sermos nós mesmos os donod da nossa terra.


9. ...
Prin.., é o soluco que o governo está a passar por não saber governar com regras e Leis, agora toma lá.


10. Higino entrega Cabuca.
Com essa medida do governo do MPLA-PT, Higino Carneiro, vai entregar Fazenda Cabuca aos germanicos? E ai na Munega do Ngana Mbundo, OP Muige, a Tumba Grande, Tumba pequena, Belo Horizonte, etc, etc, ai em calulo. Isso é um grande problema meus senhores. Eu conheço aquilo, aquilo está entregue, as grandes eleites politicas e militares deste País. Deixem os leões, degalgarem-se. Estamos aqui para veremos o filme.


11. kibwatamento
sinceramente, isso è uma afronta grande, depois de tantas complicaçoes, batalhas, e sacrificios, etc. Aparecem alemaes, desculpem que eu digo, estes abusos, so mesmo em Angola, pais de dirigentes prostitutos.


12. COM O MPLA tudo è possivel
como disse um comentarista atras ocuparam ilegalmente as nossas terras e agora entregan-lhes outra vez ! serà que isto è justo. juridicamùente isto è possivel ? EU SE MANDACE tudo era nacionalizado muitas dessas terras so se tornaram produtivas com a escravidào dos nossos antepassados . porquè nào priorizam e dào meios aos nacionais ? ESTES GAJOS DO MPLA S0O UMS CRIMINOSOS ESTào A VENDER ANGOLA . pouca vergonha .



Vamos chamar estes senhores à razão:

13. Eng
Que tristeza de comentários. Que grande falta de nivel e de educação. Se me permitem gostaria de lhes dizer o seguinte Sabem quanta terra de Angola estava ocupada pelos chamados colonos? Sabem quanta restava para os chamados Angolanos? Sabem quanta contribuia para o PIB de Angola ? Sabem porque é que o Zimbabue passou de grande produtor agricola a País esfomeado ? Esses senhores que fizeram comentários ordinários melhor seria que abrissem os olhos, que se depissem de complexos, enfim que crescessem. Sabem quantos pretos como eles dizem têm propriedades na Europa ? Todos aqueles que tiveram ou tenham dinheiro para as comprar, tal como os brancos. Tal como muitos Angolanos por exemplo. A Europa fez muito mal a Africa, principalmente o permitir que energumenos se coloquem como dirigentes e dêm cabo daquilo que receberam. A escravatura de que tanto se fala foi só um negócio de Europeus? Quem é que lucrou em Africa a aprisionar pessoas de certas etnias para as vender aos "brancos" ? A escravatura provavelmente nunca teria existido se em Africa, Africanos não capturassem e negociassem irmãos. Vamos lá dizer as coisas claramente. Ainda hoje existe escravatura e até na Europa. Acabem com essas tretas e trabalhem *****.

Mas há quem insista:

14. Maquela do zombo2
meus irmaos angola e dos angolanos nao sou racista mais sou simplismente nacionalista PRIMEIRO E O ANGOLANO depois posso pensar nos outros,nenhum estrangeiro tem direito de oucupar terra no pais do outro nen o alemao nen o portugues nen nenhun estrangeiro ten direito de lhes dar terra en angola poeque e propriedade dos angolanos,aquele pedaso de terra seria para o nosso irmao angole contruir a sua casa sou sua enpresa,prque nehum mangole ou mesmo afro vai receber um pedaso de terra num pais europeu porque lhe pertence nunca,mais como africa so temos dirigentes burros.AI MINHA TERRA

15. ...
Nao adinta falarem muito. Voces jà viram negros terem terrenos na Europa ? Meditem.



16. MEU ASSISTENTE DU CLUB K
QUASE TODOS DO GOVERNO MPLA TENHEM PEDACOES DE TERRA NA EUROPA AMERICA E MESMO NO ** DO MUNDO COM O DINHEIRO DO POVO ANGOLANO EU JES EU SOU O ESTADO DE ANGOLA EU SOU O POVO MEDITACAO FEITA SIM O POVO ANGOLANO TEM PARCELAS DE TERRENO EM TODAS AS PARTES DO MUNDO JA MEDITAMOS DURANTE 33 ANOS DE MPLA AO PONTO DE METER A MINHA CABDECA A VENDA AO PRECO DA DEMOCRACIA E DA JUSTICA


17. Injustica
Näo acho justo que o governo em Angola devolva as fazendas aos tais ditos donos que no fundo näo säo donos nenhum porque se for-mos vér bem a Historia,quase todos ou mesmo todos os Terrenos que o Branco diz sér proprietario ou Herdeiro,näo foram comprados mas sim recebido aos nossos antpassado na epoca da colonizacäo pelas forcas das armas.Näo se esquecam, que a Europa deve muito a Africa.Foram 500 anos de Exploracäo ,Roubo e assassinato.Espero que 1 dia a Europa venha a pagar o que fizeram em Africa.A Alemanha esta a pagar pelo que fizeram com os Judeus e quando é que a Europa vai pagar o que fizeram em Africa?


19. MY GOD
WHEN THE GOVERNMENT OF ANGOLA THE MAFIA GENOCID OF MPLA MOSTREM THE BANCADAS EXAMPLE IN THE COURT AND THE FRENCH COURT FOR INTERNATIONAL CRIME AGAINST HUMANITY AI YES COMECARA ANGOLA TO BE OBSERVED NO PECA JUSTCA SE but who knows begin to me for me to return what the robbers received safety of my hands the life of them do not always brilhara and on my house in cruise hope that the spirit of my ancetras run day and night to sleep and be sure that the sister of Ana Paula dos Santos bruuuuuu cold between the case and the U.S. dollars and my diamond my family murderers


20. MATASKWA
vai ter que meter direito tudo isto ahahhahhah nem o dicionario lhe podera ajudar pa mataskwa UUUU LOCO GRANDA MUSICA DA CABINDA ESSES CAJOS SAO MESMO FUD....


Bem !...Agora é que temos mesmo que pôr isto na ordem:


21. Tràgica a pouca informação dos comentar
A maior parte dos comentarios, mesmo se estamos habituados a tudo, supreendem realmente. Para fazer comentarios num website, é jà preciso uma certa informação, e finalmente lêem-se enormidades. Como é possivel dizer que africanos "não podem ser proprietarios no ocidente" (!!!)???. Então não estão ao corrente que elite africana, e em particular angolana, compra palacios na Europe e nas costas americanas? A burrice do nacionalismo é que revendica as "riquezas "angolanas" para os angolanos, mas quem aproveita é a elite, os protegidos do governo em posse (seja qual for). E' so' para 0,001 % dos angolanos que acumularão todas as riquezas e mais algumas juntamente com elites internacionais, as multinacionais. O povo angolano nem cheira. E o comentario n° 11 (jamba ya mina) bem percebeu que essas terras jà passaram p'ràs mãos de ricalhaços angolanos ligados à nomenklatura e que não serà facil desalojà-los.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Passados 8 meses e uma Cimeira da CPLP
dei uma volta pelos meus arquivos e encontrei um artigo que Orlando de Castro
publicou em O OBSERVADOR, em 24 de Janeiro deste ano, que talvez valha a
pena recordar, quanto mais não seja como exercício para cada um de nós
poder fazer o balanço do que foi feito durante estes 8 meses.
Passo a transcrever com a devida vénia:
"Com esta CPLP só a Lusofonia perde.
Continuo a pedir a ajuda dos cidadãos lusófonos para que, caso estejam para aí virados, me dizerem se viram por esse mundo fora alguma coisa que dê pelo nome de Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP). Poderá ser, imagino, um elefante branco ou, quiçá, uma enorme montanha de onde foi parido um ratinho. Dizem-me, contudo, que estatutariamente é algo de grandioso. Será? Talvez. Pena é que os estatutos não façam, só por si, obra.A CPLP assume-se «como um novo projecto político cujo fundamento é a Língua Portuguesa, vínculo histórico e património comum dos oito, que constituem um espaço geograficamente descontínuo mas identificado pelo idioma comum». Teoria não lhes falta. O problema está em passar da teoria à prática.E se o Instituto Internacional de Língua Portuguesa está, há anos, adormecido (apesar de bem teorizado) no papel, valerá a pena pensar noutros projectos?Não seria preferível dar um murro na mesa para ver se os oito países responsáveis pela CPLP acordam? Ou, então, fechar para obras? Se todos sabem que, desde que nasceu, a CPLP está em falência técnica, porque raio a querem manter artificialmente viva? Mais do que criar organismos, institutos e similares; mais do que sugerir novos projectos (viáveis, mas condenados a uma longa noite de sono nos areópagos políticos dos oito), impõe-se pôr a funcionar a própria CPLP ou, então, reconhecer que confundiram a obra prima do Mestre com a prima do mestre de obras.Mais do que uma enciclopédia culinária, pelo menos seis do oito membros desta comunidade precisam de comer alguma coisa, nem que seja em pratos de plástico, nem que seja peixe seco e pirão.Enquanto não se perceber isso, não há saída.Enquanto não se perceber isso, continuarão os golpes de Estado. Primeiro foi São Tomé e Príncipe, depois a Guiné-Bissau.Mas há mais. Embora a CPLP também aqui esteja a dormir, as razões profundas que levam aos golpes de Estado continuam latentes também, por exemplo, em Angola. Ou seja, poucos têm milhões e milhões têm pouco (ou nada).Sejamos sérios.Os projectos não podem ser imputados à CPLP enquanto entidade com oito membros. A CPLP não pode reivindicar para si o somatório dos projectos individuais, ou bilaterais, levados a cabo por um ou mais dos seus signatários.Recorde-se que, segundo a sua constituição, a CPLP tem como objectivos gerais «a concertação política e a cooperação nos domínios social, cultural e económico, por forma a conjugar iniciativas para a promoção do desenvolvimento dos seus povos, a afirmação e divulgação crescentes da língua portuguesa e o reforço dapresença do oito a nível internacional».Pelo andar da carruagem (boas ideias que ficam no papel), corremos o risco de ver a Lusofonia substituída pela francofonia ou por outra qualquer fonia.É que eles, ao contrário de nós, não projectam fazer : fazem."
Estará o artigo desactualizado? Deixo a resposta à consideração de cada um !...

Manifesto de Intenções

Por ter vivido, longos períodos, na Alemanha, em Espanha, em Angola, em Cabo Verde e no Brasil, julgo ter uma visão abrangente da História e dos problemas sociais que condicionam os povos que constituem a CPLP.
Incondicionalmente, deixei parte do meu coração em África e no Brasil.
Os 7 anos que vivi na Alemanha, como estudante e profissionalmente, e os 5 anos de vida militar, tiveram grande influência na minha formação.
Baptisei o meu Blogue de “ Rosa-dos-Ventos” por esse ter sido um artifício que os portugueses utilizaram para se orientarem e conseguirem chegar aonde queriam. É esse mostrador que eu espero me oriente e me guie, por um caminho que me permita contribuir, embora modestamente, para a consolidação da CPLP e da Lusofonia.

O “ Rosa-dos-Ventos “

.1- Será orientado para a divulgação e valorização da CPLP e para tudo que esteja relacionado com ela e os 8 países que a constituem e os 6 que, de algum modo, a ela estão ligados.
.2- Ao mesmo tempo assumirá a defesa de todos os ex-combatentes ( indiferentemente do lado em que combateram ) e tentará chamar a atenção para o papel aglutinador que eles podem desempenhar na CPLP.
.3- Não pretende ser um meio no qual se travem grandes debates, mas procurará dar o maior relevo a questões de ordem prática que possam despertar consciências e criar aderentes à CPLP.
.4- Procurará contribuir para que a CPLP, cada vez mais, deixe de ser um fórum onde se dizem frases bonitas e se fazem promessas, das quais algumas nem se concretizam, e “assente um pouco mais os pés na terra” debatendo questões e tomando iniciativas que interessem não apenas a um pequeno grupo de “esclarecidos” mas correspondam aos anseios dos povos que a constituem.
.5- Tentará denunciar as omissões e erros relacionados com a CPLP que, diariamente, são cometidos e despertar consciências para a importância que vulgares atitudes e pequenas iniciativas podem ter na divulgação da CPLP. Do mesmo modo,denunciará iniciativas ou atitudes indignas duma sociedade civilizada.
.6- Para finalizar , peço a colaboração de todos os interessados no sentidos de corrigirem alguma incorreção que eu possa cometer e me auxiliem com os seus comentários e com o seu conhecimento, quando o meu demonstrar ser insuficiente.

Unamos esforços para bem da Lusofonia, da CPLP e dos povos que a constituem.

domingo, 24 de agosto de 2008

Primeira Entrada

Utilizo este primeiro registo para cumprimentar todos os "bloggers", desejando que a minha colaboração possa, mesmo que modestamente, contribuir para maior divulgação da CPLP e da Lusofonia.

Um abraço fraterno e até breve !