sexta-feira, 27 de março de 2009

- Lusofonia



«Gosto de sentir minha língua roçar a língua de Luís de Camões»
Caetano Veloso


Palavras tuas, ou minhas.
Por naus ou jangadas levadas
Disseminam uma nova pátria
Menos tua menos minha, universal.

Gramática perfeita para sentimentos
Latinos, lusitanos ou africanos.
A bacanal de palavras portuguesas
Atravessa mares com apelo sensual.

Em Agostinho da Silva a lição
A crítica apaixonada de Gilberto Freyre
Sobre a cultura em si una e plural.

Diversos sabores de uma mesma língua
Como correntes marítimas a ligar o mesmo mar
Une-nos a língua à Portugal.


Poema publicado nos blogues:
"Versos Bárbaros", http://versosbarbaros.blogspot.com/
"OSIRISLUX" http://osirislux.blogspot.com
"Nova Águia" http://novaaguia.blogspot.com/
e "Bar do Ossian"


sexta-feira, 20 de março de 2009

- "Recepção aos canadianos mortos em combate no Afeganistão"

No vídeo abaixo, pode ver como são recebidos os combatentes mortos, em Países onde os valores morais ainda têm algum significado. Os mortos eram militares canadianos, voluntários, que combatiam no Afeganistão. Quem os homenageou à chegada sabia que eles combatiam, embora indirectamente, para defesa da sua Pátria.
Em contraposição como foram recebidos os mortos da nossa guerra do ultramar ? A maioria ficou lá porque as famílias não tinham meios para pagarem o transporte e o Estado não o assumia.
E como foram e têm sido tratados os vivos ? Este aspecto da questão nunca foi abordado. E continua a não ser!... Nem na série "A Guerra Coloniar" que está a ser transmitida na RTP nem no programa "Sociedade Civil" que hoje foi para o ar no canal 2 !...
Porque será ?... Será facciosismo?...Será ignorância?... Será peso na consciência ?... Ou será insuficiência de valores morais e cívicos ?... É uma questão, sobre a qual, seria interessante sociólogos e psicólogos se debruçarem.

Vejam o vídeo abaixo e comparem !



quinta-feira, 19 de março de 2009

- "Será "KITSCH" comemorar o DIA-DO-PAI ?!...


É uma pergunta que quero deixar no ar.
Será que nós estamos tão afastados dos nossos Pais que é necessário instituir um dia para que lhes dediquemos mais atenção ?
Até é capaz de ser necessário porque, talvez, no nosso dia-a-dia, nos esqueçamos de quanto eles fizeram por nós e quanto por nós se sacrificaram.
Seria bom que todos os dias fossem dia-do-pai e que os filhos não esquecessem de lhes dizer, sem complexos, quanto gostam deles.
Eu não preciso que se institua um dia para me lembrar do meu Pai, porque ele, apesar de já não viver entre nós, está sempre comigo.
Para os meus filhos, isso também não é necessário porque eles, quase diariamente me contactam e nos encontramos com bastante frequência. Posso afirmar que, hoje, que vivemos separados, temos uma relação muito mais próxima e mais efectiva ( e afectiva de modo diferente ) do que anteriormente.
Gostaria de deixar uma mensagem para aqueles que têm ou tiveram pais que lutaram na guerra do ultramar. Não se esqueçam de quanto os vossos pais sofreram, física e psicologicamente, e sejam compreensivos perante as reacções que eles possam ter e vos pareçam estranhas.
Eles cumpriram o seu dever e, mais ou menos conscientemente, lutaram por vós e pelo vosso futuro.
Lá por a Pátria os ter desprezado não façam o mesmo. Mostrem que sois mais conscientes e mais reconhecidos e oferecei aos vossos pais, pelo menos neste dia se o não fazeis diariamente, uma manifestação de carinho.
A vossa consciência um dia vos agradecerá; se não for antes será quando os vossos filhos tiverem a vossa idade.
Não esqueçam o velho ditado : “ filho és, pai serás !...”

segunda-feira, 16 de março de 2009

- « Lágrimas e sorrisos na vida de um médico »

É o título de um livro, do qual transcreverei algumas histórias, apresentado pelo General Lemos Pires e escrito pelo insigne médico-cirurgião Dr.Fernando Reis Lima, homem de sorriso aberto que imediatamente nos cativa, que dedicou toda a sua vida ao seu semelhante, que faz o favor de ser meu amigo e por quem, por tudo isso e muito mais, nutro a maior admiração.
Camarada de armas e de causas, que me apoiou e acompanhou na tentativa de erigir, no Porto, um monumento aos combatentes da guerra do ultramar que, infelizmente, não se concretizou, devido ao desinteresse do actual presidente da Câmara, apesar de nos terem sido dadas todas as garantias pelo presidente anterior ( é curioso como a Cidade do Porto consegue ser, se não a única, pelo menos das poucas que não tem um monumento aos combatentes do ultramar). A razão invocada foi a pouca receptividade da Assembleia Municipal relativamente a questões relacionadas com a Guerra do Ultramar. Passados estes anos todos, ainda não consegui perceber se o presidente quis insinuar que a Assembleia Municipal considerava “fascistas” todos os mancebos que foram obrigados a ir para a guerra e que não desertaram ?!...
O Dr. Fernando Reis Lima, que do mesmo modo tive o grato prazer de acompanhar, também se empenhou na construção de um monumento semelhante na Cidade da Maia que, felizmente e graças à compreensão do presidente da câmara, conseguiu erguer.
Grande foi a nossa satisfação no acto de inauguração do monumento que homenageava os combatentes do concelho da Maia, honra que foi negada aos combatentes do vizinho concelho do Porto.

Começarei por transcrever um episódio insólito relacionado com o CATANGA cujos combatentes, perante o avanço das forças da ONU, tinham pedido asilo político, tendo sido aquartelados em Vila Luso, no Sul de Angola.

“… estava calma e sossegadamente no quartel quando sou convocado para comparecer no Comando.
Desloquei-me ao gabinete do comandante e recebi ordens para mandar vigiar pelos meus maqueiros as caixas de munições que estavam colocadas junto do posto de socorros.
Recomendei aos meus subordinados para não mexerem em nada e mais não liguei ao assunto, pois era hábito, principalmente quando estávamos no Norte de Angola, ter por companhia caixas de munições a servir de bancos. Uns dias depois, logo pela manhã, surgiu um pelotão de polícia militar, com grande aparato de segurança, para transportar as “munições”para um avião vindo expressamente para o efeito.
Como as distracções eram poucas, assisti ao carregamento e transporte das caixas quando uma delas caiu desmanchando-se e espalhando barras de ouro com 1 Kg com gravação de Banco Suíço como comprovei pegando numa!
Um dos maqueiros, o Teixeira, mais vulgarmente chamado de “Jacaré” (quando se ria abria a boca qual jacaré de uma orelha a outra) exclamou, gaguejando, quando pegou numa barra que me veio trazer: “Oh! Senhor Doutor! É ouro! Se eu sabia tinha ficado com uma caixinha e ficava rico para toda a vida!”
Todo o aparato de segurança justificava-se plenamente, mas a melhor foi a ignorância do conteúdo das caixas que continham as reservas e divisas do Banco do Catanga que estavam à guarda do Exército Português.
A segurança foi perfeita, pois só o comando sabia do conteúdo das caixas!
Imaginem o que seria se, se soubesse que tal tesouro não contabilizado estava ali à mão!
São as histórias da guerra que pouca gente sabe.
Só agora, mais de 40 anos passados se podem contar como se de um conto de fadas se tratasse…”

sábado, 14 de março de 2009

« Não deixemos o Lundu desaparecer»

Dança popular brasileira, originária de manifestações musicais trazidas pelos africanos da região de Angola e Congo. No Brasil são citados nos Sécs.XVII e XVIII, os calundus, rituais religiosos com música e dança, cultivados pelos negros nas senzalas.
A partir de 1780 o “Lundu” já é citado como dança licenciosa e comum entre as classes baixas brasileiras, tendo havido tentativas de a proibir. Apesar disso, no final do Séc.XVIII, transforma-se em música vocal de salão, com acompanhamento de viola.
Nessa forma, o “Lundu” chega a Portugal, entre 1740 e 1800, com o brasileiro Domingos Caldas Barbosa, que cantava nos saraus lisboetas ao som da sua viola.
Em fins da era colonial, o “Lundu” já era canção e dança encontrada tanto nas classes baixas, quanto nas abastadas, estas utilizando-se cada vez mais do piano como instrumento acompanhador.
O “Lundu” chegou até às primeiras décadas do Séc.XX sofrendo inúmeras modificações. Entre as danças que se originaram do “Lundu”, as mais importantes são a “Chula” e o “Tango Brasileiro".

Ver mais vídeos de Lundu em http://videotecanorton.blogspot.com

quarta-feira, 11 de março de 2009

« O rio corre »


O rio corre por entre enseadas

Cor de esmeralda oliva ele corre
A mata cerrada esconde por ali
Almas homens medos sonhos
O rio sobe maré mansa
A água oliva encobre solidão
De raízes aquáticas
A garça é quase um anjo
De branco sobre a lama escura
Sua graça não revela sua fome
E os peixes não se dão conta
Do pequeno espetáculo

De repente uma cortina de chuva
Grossa e prateada impede-nos
De ver a paisagem e o barco
Pequeno sacode com a ventania
Um deus resolveu regar corações
Cabeças membros sentimentos
É a estação-Era das secas para o homem
Ele pesca e não come
Ele planta e não come
Ele vende e não come
A cortina-chuva atravessa toda a região
E vai molhar outros sofrimentos

Adriana Costa

Poema publicado na 2ª edição da revista Nova Águia

domingo, 8 de março de 2009

« Julgadores facciosos dos direitos humanos »

Jarbas Passarinho

Guardo a lição de Franklin Delano Roosevelt quando expressou serem as liberdades fundamentais sintetizadas em não ter fome, não ter medo, livre culto religioso e o respeito à privacidade das pessoas.
...........................................................................................................................................
...Senhor Presidente achei muito desagradável ver sua postura em relação ao assunto, na UNE, dando ênfase aos criminosos assassinos, seqüestradores, ladrões, dizendo que se tratavam de heróis . Uma colocação muito infeliz. Mais uma vez vemos que vocês vão dar mais valor aos criminosos , criminosos pois quem mata , seqüestra , rouba, em qualquer lugar do mundo é sim um criminoso.

Tenho fé em meu DEUS, que um dia vocês, que hoje estão usurpando o nosso pais ,sejam julgados , e torço para que não haja mais uma nova anistia ,para livrá-los pois se esses terroristas responderem pelos seus atos perante a justiça um dia, pode ter certeza muitas famílias de vítimas do terrorismo se sentirão muito felizes com a justiça sendo feita.O que esperar de um presidente que nega os seus heróis de verdade?

“QUEM COM PORCO SE MISTURA, FARELO COME” ANDERSON MARTINEZ

Ler texto completo em http://rosadosventos2.blogspot.com/

quinta-feira, 5 de março de 2009

« Contra a cultura lusófona no Brasil »

Hoje foi publicado o vídeo "A História da aviação", interessante pelo tema, trágico pelos efeitos da bomba atómica que mostra e lamentável por ignorar a viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Este vídeo suscitou um comentário intitulado « Contra a cultura lusófona no Brasil » que denuncia a campanha que alguns italo-brasileiros estão a promover.

Ver vídeo e ler texto completo em

terça-feira, 3 de março de 2009

« A Guiné-Equatorial quer aderir à CPLP »

Um excelente e esclarecedor artigo sobre as enormes, e de muitos ignoradas, possibilidades da CPLP, publicado por CLAVIS
«http://www.colegiosaofrancisco.com.br», no blogue "Nova Águia".

Saliento a declaração clarividente do Ministro dos Relações Exteriores da Guiné Equatorial :

"(...). Perder-se-ia energia e uma boa oportunidade da CPLP ter um membro mais. Os países amigos e irmãos da CPLP deveriam dar este passo significativo, importante para a Guiné Equatorial, mas também para eles."


« Imagens insólitas »

Um vídeo com imagens curiosas e interessantes que pode ser visto, tamanho grande, em
http://rosadosventos2.blogspot.com/