terça-feira, 31 de julho de 2012

-"Cabo Verde e a Lusofonia"

Novo presidente de Cabo Verde apoia promoção da língua portuguesa
Por Mônica Villela Grayley
Rádio ONU em NY

O novo presidente de Cabo Verde afirmou que o português continuará sendo a língua oficial de seu país mesmo com esforços para aumentar a afirmação do crioulo, considerado língua materna pelos cabo-verdianos.
Nesta primeira entrevista à Rádio ONU, da Cidade da Praia, Jorge Carlos Fonseca disse que o português é um instrumento importante de relação com os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP.
“A língua portuguesa é a nossa língua oficial portanto independentemente do futuro da língua cabo-verdiana ou do crioulo. A minha ideia é de que a língua portuguesa é uma língua nossa. Tanto nossa como é dos portugueses, dos brasileiros ou dos angolanos. Não creio que seja pensável deixarmos de ter a língua portuguesa como língua oficial. Isso é um cimento importante nas relações entre os países e povos que integram hoje a CPLP”.
Segundo o novo presidente, Cabo Verde está realizando esforços, previstos na Constituição, para afirmar ainda mais o crioulo cabo-verdiano.
O país também abriga o Instituto Internacional de Língua Portuguesa, IILP, que ajuda a coordenar dentro da CPLP ações de políticas da língua nos oito países que falam o português.

CPLP: Livre circulação

O presidente eleito de Cabo Verde afirmou ainda que está pronto para promover a livre circulação de pessoas entre os oito países que falam a língua portuguesa.
Desde a vitória nas eleições, Jorge Carlos Fonseca afirmou que apesar, de difícil, a ideia “não é uma utopia”.
“Se nós não formos capazes com vontade política e imaginação de encontrar, a prazo, condições para a livre circulação, eu creio que teremos falhado como pessoas que querem, patrocinam e desejam uma verdadeira comunidade de povos de língua portuguesa. Portanto, é preciso trabalhar neste sentido. Eu estou disponível para trabalhar. Eu sei que não é fácil. Mas se houver motivação. Há um problema também com a motivação dos Estados. Qualquer um de nós, países da CPLP, pode dar mais para a CPLP e para sua afirmação no plano internacional”, afirmou.

Criada em 1996, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, reúne atualmente as oito nações que falam o idioma. O principal objetivo do bloco é a concertação político-diplomática, além da promoção da língua portuguesa.
A comunidade lusófona reúne cerca de 245 milhões de pessoas que falam português como primeira língua das Américas à Ásia.


sábado, 28 de julho de 2012

-"Comentários a «Carta-aberta ao Brasil»

De todos os comentários feitos ao artigo « Carta-aberta ao Brasil » que antecede este, destaquei os que se seguem por serem os mais interessantes e inteligentes.

mythabons(seguir utilizador), 1 ponto , hoje às 16:54 Como brasileiro que vive em Portugal há mais de 8 anos, posso dizer que o que existe basicamente da parte dos brasileiros pelos portugueses é desconhecimento. E a recíproca é verdadeira.
Dos dois "lados" vejo ignorantes LUTANDO para serem extremamente diferentes, quando de fato há MUITO mais que nos une do que o que nos afasta. Somos muito parecidos, de fato, quer os ignorantes de um "lado" ou do outro se mordam por isso.
Quando a crónica, estritamente, tem um leve tom de ironia (que considero justo, dentro de um contexto "fechado"), mas peca quando tenta "abarcar" todos os portugueses. Infelizmente não é assim. Para comprovar isto, basta percorrer as páginas de quaquer jornal online onde seja citado o nome do Brasil, seja lá pelo que for.
Obviamente não será numa crónica, e muito menos nos comentários dela que será possível definir essa relação de "amor e ódio" entre os dois países, as duas culturas. Apenas quis dizer que sim, o Brasil/brasileiros desconhece(m) Portugal, de uma maneira geral e o mesmo se passa na via inversa.
De uma maneira geral, pude muitas vezes confirmar o que está escrito na crónica, mas em outras tantas, infelizmente não.
Pessoalmente, escolho viver focado na parte boa da vida, das coisas que me rodeiam, e sim, os portugueses não são tão caretas (nem de longe) quanto parecem. Mas, como disse o amigo acima, nós também não somos tão malandros/putas, quanto se quer fazer parecer...


cidade(seguir utilizador), 1 ponto , hoje às 17:44 Portugal, ou melhor, José Luís Peixoto, provavelmente também não vá ler estas palavras, uma vez que sou somente mais um "brazuca" que imigrou para a sua linda tera, Portugal. Terra de nossos ancestrais, terra de tantos avós, bisavós, irmãos, sobrinhos, primos, tios e muito mais.Terra que amamos e que nos deu esta linda língua portuguesa da qual tanto nos orgulhamos apesar da pequena diferença do uso dos "cês", dos "pês" e "enes", também. Não deixemos os "enes" de fora para que não fiquem "desolées".
Portugal não possui dimensões continentais, é certo, mas possui uma cara linda, praias maravilhosas, rios fantásticos, arquitetura de grande beleza, portuguesas e portugueses de belos corpos e belas caras, e culinária.... ah! nem se fala. Dona de fartos sabores.
Saiba, caro José Luís, que não os consideramos caretas e eu, particularmente, não tomo este seu texto como intempestivo, uma vez que acredito no livre pensar e na liberdade que os povos, todos os povos, deveriam ter, de expor sua forma de ver o mundo e as pessoas. E que Portugal tem, graças a Deus.
Se fossem todos padeiros, garanto que o mundo inteiro estaria muito bem servido, pois o pão português é dos melhores que conheço e já saboreei, portanto... sentido faria, sim, mas ainda bem que são um povo em nítida, clara expensão cultural, social e profissional.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

-"Carta aberta ao Brasil"

Todos os amores são assim ! ...

Há algum tempo atrás, recebi o seguinte comentário ao texto "Felizmente nem todos os brasileiros pensam assim" que publiquei neste blogue:

"Anónimo
 -  "  Pelo amor de Deus vãi viver a vida de vocês e esqucem de nós, graças a Deus aqui no BR não se fala nada de PT, e nem de vocês porque não gostamos de vocês

Curiosamente, há dias, a revista "Visão" publicou o seguinte artigo:



"Carta Aberta ao Brasil

  José Luís Peixoto

 Brasil, eu sei que, muito provavelmente, não vais ler estas palavras. Eu não sou sequer um país pequeno, nem sequer uma região, só apenas um português, sou 1:10.000.000, mais ou menos; e tu és quase um continente, colorido com Estados de várias cores nos livros de geografia, com muito mais para fazer do que ler tudo o que qualquer indivíduo espontâneo te queira escrever. Não faz mal, eu compreendo, estas palavras breves, apesar de serem dirigidas a ti são também para mim. Ficam ditas.
Nós não somos tão caretas assim. Desculpa esta frase intempestiva, descontextualizada, mas não sabia bem como começar. Mas é isto, nós não somos tão caretas assim, garanto-te. Já te disse que sou português, é nessa qualidade que te dou esta garantia. Por exemplo, nós não somos todos padeiros. Já imaginaste um país em que todos os habitantes fossem padeiros? Se pensares um pouco, tenho a certeza de que concordarás que não é razoável, não faria qualquer espécie de sentido. Que conversas teriam essas pessoas ao jantar? Outro exemplo: nós já não estamos no tempo dos descobrimentos. Desde então, tomámos uma grande quantidade de decisões e fizemos um número impressionante de coisas, umas boas e outras más. Eu também concordo que, por um dia ou dois, seria interessante vivermos em castelos, vestidos de duques e duquesas, a caçarmos javalis, a declamarmos odes com tom grave e a escandalizarmo-nos com as intrigas da corte. Mas acredito que, ao fim de pouco tempo, havíamos de nos cansar. As comodidades do mundo moderno são hoje difíceis de prescindir.
Aproveitando esta carta, chamo-te a atenção para a consideração que mostramos para contigo. De certeza que já notaste como uma grande parte dos meus compatriotas, assim que aterram em ti, ficam doidões. No entusiasmo deles, hás-de reparar que ganhas sempre na comparação com este pedaço de península. Quando aterram em ti, falam de uma maneira que até dá a impressão que estavam aqui presos e que eram maltratados. Muitos começam logo a falar com a tua pronúncia e, claro, a tratar toda a gente por você. Até eu, que não sou um país, presenciei isto muitas vezes, por isso acredito que sabes do que estou a falar. Espero que os compreendas, querem agradar-te e, normalmente, conseguem. Brasil, tu adoras que te elogiem, mesmo que seja falar por falar, papo furado. Mas, sabes, no caso desses meus compatriotas, é quase sempre sincero. Em Portugal, sem termos sertão, temos duplas sertanejas.
Por ti, até mudámos a nossa forma de escrever. Colocámos no desemprego uma enorme quantidade de letras "c" que, noutro tempo, no tempo das escolas profissionais, se especializaram em segurar o "t". E olha que havia um grande número de indivíduos que tinham muita estima nesse "c". Mas, adiante, não se fala mais nisso. O que quero que saibas é que nós gostamos de ti, muito. Gostamos sobretudo daquilo que conhecemos através de telenovelas e de canções. Sabemos das favelas, dos sequestros, mas de forma teórica. Ao contrário de ti, Brasil, nós não nos cruzamos na rua com esses meninos a cheirarem cola ou outras drogas. Antes de chegarmos aí, não conhecemos esse olhar sem futuro que toda a gente expulsa dos pensamentos, esse corpo baixinho e sujo que toda a gente contorna nos passeios da Avenida Paulista.
Acredita, Brasil, nós não somos tão caretas assim. Talvez não saibas mas, às vezes, em certas ocasiões, até nos chamam o "Brasil da Europa". Acontece quando falam de futebol ou de praias, por exemplo. Nós gostamos quando nos chamam assim porque achamos que é uma forma de nos acharem divertidos e descontraídos. Estou a falar a sério. Acredita, por favor. Irias ficar admirado se soubesses o quanto somos considerados descontraídos pelos suecos. Brasil, proponho-te um exercício. Não precisas de responder em voz alta, guarda a resposta para ti, mas pensa: o que sentirias se alguém te chamasse o "Portugal da América do Sul"?
E, já que estou em maré de pedidos: para com essas piadas de portugueses, por favor. Não têm graça nenhuma. A sério, não têm graça. Eu, por acaso, até conheço pessoalmente as personagens dessas piadas. Tanto o Manuel, como o Joaquim, como a Maria, com ou sem bigode, são figuras que vale a pena conhecer. Quando estão inspirados, têm muito mais graça do que o Jô Soares."

Fonte: revista "Visão"
Nota:  este artigo foi alvo de comentários que só publicarei dentro de dias, para esta mensagem não ficar demasiado extensa; mas não os percam porque merecem ser lidos ! 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

-"Morreu JOSÉ HERMANO SARAIVA"

PORTUGAL ESTÁ MAIS POBRE !

Perdeu um grande historiador, um político, um diplomata e um dos maiores comunicadores portugueses da atualidade. Partiu fisicamente mas continuará a viver na sua obra e na recordação dos belos momentos que nos proporcionou.







quinta-feira, 12 de julho de 2012

-"Mundo lusófono pode ser potência global"

Durante um jantar com empresários num hotel do Rio de  Janeiro,  o  primeiro-ministro  português  considerou  que
"o mundo lusófono tem tudo para se constituir uma potência global e afirmou haver entusiasmo dos presidentes do Brasil, Angola e Moçambique com a ideia de uma “aliança de prosperidade recíproca”.
Imaginem só o potencial humano, empresarial, político, económico, social e cultural que temos aqui em reserva. Tive, por isso, oportunidade, há alguns meses já de falar, com a presidente Dilma, com o presidente Eduardo dos Santos, com o presidente Guebuza, entre outros, e todos nós, entusiasmados, concordamos sobre as inúmeras vantagens de estabelecer uma aliança de prosperidade recíproca para os nossos empresários e cidadãos, assente numa sólida relação política, social e empresarial.
Os países de língua portuguesa têm disponibilidade de capitais, de recursos, de conhecimentos técnicos e humanos únicos em muitos setores de atividade, ou seja, têm todos os ingredientes para construírem um “grande mercado”.
Passos Coelho apontou ainda que cada país lusófono “é uma porta de entrada para uma comunidade maior” e defendeu que, tendo os portugueses sido “pioneiros da globalização”, não faz sentido que desperdicem “os maiores proveitos da atual globalização”.
Em particular quanto às relações com o Brasil, o primeiro-ministro advogou que está sendo construída “uma verdadeira aliança estratégica”, assinalando que escolheu o Brasil para a sua primeira visita fora da Europa, assim como Dilma Rousseff escolheu Portugal para a sua primeira visita fora do continente americano.".
Fonte: Lusa

terça-feira, 3 de julho de 2012

-"Unesco declara Rio como Patrimônio Cultural da Humanidade

Parabéns Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro foi escolhido no domingo, 1º de julho, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), como Patrimônio Cultural da Humanidade. Com isto, a cidade se torna a primeira do mundo a deter o título na categoria Paisagem Cultural.A escolha se deu durante a 36ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco (36ª WHC), que ocorreem São Petersburgo, na Rússia.
O discurso de apresentação da candidatura do Rio a Patrimônio da Humanidade foi feito, em português, pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que encontra-seem São Petersburgo, acompanhada do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida.
Compõem, atualmente, o Comitê da Unesco, as delegações da Argélia, do Camboja, da Colômbia, Estônia, Etiópia, França, Alemanha, Índia, do Iraque, Japão, da Malásia, do Mali, México, Catar, da Rússia, do Senegal, da Sérvia, África do Sul, Suíça, Tailândia e dos Emirados Árabes Unidos.A candidatura do Rio de Janeiro está inscrita na categoria Paisagem Cultural e foi entregue em setembro de 2009 à Unesco. Nela, consta um dossiê completo da candidatura, justificando sua importância e seu valor universal, que está, principalmente, na soma da beleza natural da cidade com a intervenção humana. Em janeiro do ano passado, o Centro do Patrimônio Mundial da Unesco, sediado em Paris, decidiu pela inclusão da candidatura do Rio de Janeiro na agenda da 36ª WHC.
Ao justificar a candidatura do Rio, o Iphan lembra que a cidade é reconhecida como uma das cidades mais belas do mundo e encontra na relação entre homem e natureza a âncora para a sua candidatura. O instituto também destaca os ícones da beleza natural da cidade como o Pão de Açúcar e a entrada da Baía de Guanabara.
A primeira cidade do mundo
Belezas naturais e harmonia com o homem fizeram do Rio a primeira cidade do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).Por meio da assessoria de imprensa do Iphan, Ana de Hollanda declarou que “o resultado é consequência de um estudo minucioso em que se avaliou a forma criativa com que o habitante se adaptou à topografia excepcionalmente bela e irregular da cidade, inventando modos inéditos de usufruir a vida”.
De acordo com o Iphan, a partir de agora, os locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas visando à preservação de sua paisagem cultural. São eles o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a famosa Praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. Os bens cariocas que agora são patrimônio mundial incluem ainda o Forte e o Morro do Leme, o Forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a Enseada de Botafogo.
Em setembro de 2009, o Iphan entregou à Unesco o dossiê completo da candidatura do Rio, justificando seu valor universal pela interação da sua beleza natural com a intervenção humana.
O conceito de paisagem cultural foi adotado pela agência das Nações Unidas em 1992 e incorporado como uma nova tipologia de reconhecimento dos bens culturais, conforme a Convenção de 1972, que instituiu a Lista do Patrimônio Mundial.
Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionavam-se a áreas rurais, a sistemas agrícolas tradicionais, a jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. “O reconhecimento do Rio de Janeiro culminará uma nova visão e abordagem sobre os bens culturais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial”, avalia o Iphan.
O Brasil tem, além do Rio, 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco. Eis a lista:
Culturais
- Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto, Minas Gerais (1980)
- Centro Histórico de Olinda, Pernambuco (1982)
- Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983)
- Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas, Minas (1985)
- Centro Histórico de Salvador, Bahia (1985)
- Conjunto Urbanístico de Brasília, Distrito Federal (1987)
- Centro Histórico de São Luís, Maranhão (1997)
- Centro Histórico de Diamantina, Minas (1999)
- Centro Histórico de Goiás, Goiás (2001)
- Praça de São Francisco em São Cristovão, Sergipe (2010)

Naturais
- Parque Nacional do Iguaçu, Paraná (1986)
- Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo (1997)
- Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí (1998)
- Reserva Mata Atlântica, São Paulo e Paraná (1999)
- Parque Nacional do Jaú, Amazonas (2000)
- Pantanal Mato-Grossense, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (2000)
- Reservas do Cerrado: Parque Nacional dos Veadeiros e das Emas, Goiás (2001)
- Parque Nacional de Fernando de Noronha, Pernambuco

Fonte: Mundo Lusíada (Brasil)