sexta-feira, 29 de novembro de 2013

-" À amnésia convulsiva de Soares juntam-se os abutres e agitadores da esquerda à direita de Portugal "

Artigo de Vítor Santos – maior tv, publicado em Jornal O Povo (Fortaleza-Brasil)


“se quer dar o exemplo, num momento tão difícil, pode abdicar dos apoios

públicos à sua fundação”…

A m n é s i a   co n v u l s i v a   d e   S o a r e s
Mário Soares decidiu promover um manifesto que pede a demissão do Governo. Obviamente que, quaisquer um pode discordar de Passos Coelho e do seu executivo, pela forma como está a conduzir o país.
Mas o ex-presidente da República esquece-se do desastre que foram os governos socialistas, nomeadamente, os liderados pelo seu camarada José Sócrates e, sobretudo, os seus, enquanto primeiro-ministro.

Respondeu-lhe bem João Almeida do CDS-PP, por escrito, fazendo-lhe um desafio público: “se quer dar o exemplo, num momento tão difícil, pode abdicar dos apoios públicos à sua fundação”…
Também Sérgio Azevedo, deputado do PSD, afirmou que “se houvesse personalidade que sempre se aproveitou e tirou partido de qualquer regime foi este senhor. Agora, é só tirar as ilações”.

Mas voltando ao manifesto do senhor Ex-presidente da República que mais não foi do que um encontro de arruaceiros instigando violência pública gratuita, vejo presentes os oportunistas de sempre, da direita à esquerda.
E, o que mais me impressionou, foi ver o senhor Pacheco Pereira (PSD) sentado ao lado do amnésico Soares criticando de uma forma absolutamente demagoga, diria mesmo insultuosa, as medidas do actual Governo.
Os abutres desde a esquerda à direita juntaram-se à amnésia de Mário Soares. Porque será?
A amnésia de Soares, há muito conhecida, é tão selectiva como conveniente. É incrível que haja ainda quem, lhe dê ouvidos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

-" A causa da revolta de Mário Soares "


Fundação Mario Soares receberá "so"1,8 milhões de euros até 2014. (Corte do dinheiro foi de 30% revoltando o ex presidente

Fonte: Jornal O POVO (Fortaleza-Brasil)


O corte no dinheiro que Soares recebia à custa dos portugueses, levou o ex-presidente a arqui-inimigo do atual Governo,
O apoio financeiro à Fundação Soares resulta da prorrogação do protocolo celebrado em 2007, durante o Governo de José Sócrates.
A Fundação Mário Soares vai receber, nos próximos dois anos, 210 mil euros de apoio financeiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Ao todo, entre 2008 e 2014, a fundação presidida pelo próprio Mário Soares receberá do Estado um total de cerca de 1,8 milhões de euros.




domingo, 24 de novembro de 2013

O povo – portugues – pede desculpa por ainda não ter escolhido a violência (que Mario Soares tanto quer para o País)

Uma pergunta indispensável… Mario Soares já foi a algum psicologo para confirmar o estado adiantado de sua insanidade, afim de o internar?
Fonte: Jornal O Povo (Fortaleza-Brasil)




O  p o v o   p e d e   d e s c u l p a   p o r   a i n d a   n ã o   t e r   e s c o l h i d o   a   v i o l ê n c i a
Apesar de tanta gente antecipar a violência popular, o país parece ter descoberto uma sabedoria dos tempos difíceis.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

-"D.Catarina de Bragança"

Infanta de Portugal e Raínha de Inglaterra (1638 - 1705)
Por Maria Luísa V.Paiva Boléo
O Paço dos Duques de Bragança, em Vila Viçosa
                               
         A infanta portuguesa ficou hospedada em King’s House, residência do governador da cidade. Porém, uma infecção na garganta vai retê-la no leito. Nessa altura alguém da corte, talvez o médico, sugeriu dar-lhe a beber um copo de cerveja, bebida já vulgar em Inglaterra. D. Catarina de Bragança, com a garganta a arder e com muita febre pediu em espanhol, uma chávena de chá, o que deve ter provocado uma enorme perturbação entre os presentes, pois o chá não era bebida conhecida na corte. O chá, hoje a bebida oficial do Reino Unido, foi, como sabemos, introduzida por esta nossa rainha na corte inglesa, já vamos saber como e quando. D. Catarina também levou móveis, entre eles preciosos contadores indo-portugueses que nunca tinham sido vistos em Inglaterra.

          D. Catarina, infanta de Portugal, o tal país que os detractores diziam ser paupérrimo e com uma corte sem maneiras, introduziu inovações na corte inglesa, e não apenas o hábito de se tomar chá. Uma das primeiras inovações tem a ver com a estranheza que a rainha demonstrou ao ser servida, às refeições em pratos de ouro ou prata. Os alimentos estavam sempre frios e a rainha terá perguntado porque se não usavam pratos de porcelana, algo que na corte portuguesa já se usava há muitos anos. Não sabemos se demorou muito tempo a efectuar-se essa importante mudança na baixela, mas acreditamos, que Carlos II terá mandado substituí-los. A primeira fábrica de porcelana inglesa só foi fundada, em 1743, em Chelsea, e a de Worcester em 1751. 
            A infanta portuguesa também se deslocou para Inglaterra com uma orquestra composta de músicos portugueses, o que era um sintoma de civilidade e cultura. Se não formos nós portugueses a fazer referência a estes pormenores, eles ficam esquecidos na História Universal, normalmente feita por homens e que pouco valor dão aos pormenores que marcam a diferença.

Um dos primeiros navios saídos dos estaleiros ingleses, logo após o casamento, teve o nome da rainha, por escolha do rei. Mais tarde, durante as lutas entre a Holanda e a Inglaterra, Catarina fez questão de oferecer à esquadra de Carlos II, uma fragata, paga por si, com o significativo nome de Saudades. Como vemos isto é uma atitude de uma rainha perfeitamente respeitada e integrada na sociedade inglesa.

            D. Catarina de Bragança tentou impor na corte as saias mais curtas, onde se pudessem ver os seus pés delicados, mas as damas da velha Albion, de pés grandes, não a seguiram. Outra inovação introduzida por Catarina foi a substituição da máscara de passeio em seda negra pelos leques, numa perfeita herança espanhola de sua mãe, D. Luísa de Gusmão. 

            O duque de Iorque, segundo irmão de Carlos II casou, em primeiras núpcias com Ana, filha de Lorde Chanceler. Tendo enviuvado casou com a muito jovem e católica princesa italiana, Maria Beatriz de Modena e passou também ele a professar a religião católica. A corte mostrou-se extremamente fria com a nova princesa, e foi a rainha Catarina quem a recebeu com muito afecto e mandou vir uma companhia de ópera expressamente de Itália, para comemorar o facto e para lhe agradar. Foi esta a primeira vez que uma ópera italiana foi ouvida em Inglaterra.

É curioso notar, que ainda hoje, nas camadas populares de certas regiões da Grã Bretanha se diz «tchá», como em Liverpool.
            A rainha Catarina terá ensinado a preparar o chá e a bebê-lo acompanhado de bolos. E passou a ser preparado em bules de porcelana. Pensa-se que a princesa portuguesa, ou alguma dama da sua comitiva, terá levado para a corte inglesa a receita do doce de laranja, preparado na zona de Vila Viçosa, onde este fruto abunda. A verdade é que o termo «marmalade» é a palavra portuguesa «marmelada», que é confeccionada com marmelo, fruto que não era conhecido em Inglaterra. A «marmalade» inglesa é doce de laranja. A «marmelada» portuguesa entrou em Inglaterra em 1495

         No Novo Mundo, a cidade de Nova Amsterdão, fundada por holandeses, em 1626, foi conquistada pelo duque de Iorque, irmão de Carlos II e passou, em 1664, a denominar-se Nova Iorque. As áreas próximas da cidade passaram a King’s Country e Queens Country. (Nova Iorque só passou definitivamente para a posse de Inglaterra, em 1674). 

            Em 1998 esteve programada a inauguração, em Queens de uma estátua monumental à rainha Catarina. A iniciativa da construção da uma estátua partiu da associação Friends of Queen Catherina e contou com o apoio de várias entidades portuguesas, públicas e privadas. Previa-se uma festa com pompa e circunstância, o que não aconteceu, porque houve movimentos cívicos norte-americanos que se opuseram, alegando que a rainha D. Catarina de Bragança fora «a responsável» pela introdução de mão-de-obra negra, ida de África, nas então colónias inglesas. Enfim, nada como pôr as culpas aos mais fracos. Que puder tinha D. Catarina para tal? Essa decisão coube ao rei e aos seus conselheiros. 

            Normalmente o cidadão comum não sabe exactamente o que é um anacronismo, isto é não sabe que se não pode ver uma época com a mentalidade que se tem no presente. A escravatura era algo, que era aceite na época, passe tudo o que isso hoje nos possa repugnar. Daí que D. Catarina ficou com a estátua arrumada num armazém. E não se fala de nada porque não é politicamente correcto.
Todavia, sua popularidade nos Estados Unidos da América era bastante elevada. Acarinhada pela população local, em sua homenagem foi dado o nome de Queens a um dos cinco bairros da cidade de Nova York.



terça-feira, 5 de novembro de 2013

-"As fantasias acerca da Gallécia do Sul"



Tem-se verificado, em certas páginas do Facebook, algumas declarações por parte de galegos, com o apoio de alguns portugueses, que não hesitam em usar frases tais como: “Portugal é a Gallécia do sul”, “Portugal foi feito por galegos”, “o galaico-português não existe, é galego”, “ e mais idênticas fantasias.
Embora seja difícil acabar com estas manifestações “patrioteiras” espero que os textos e mapas que se seguem façam com que os que os lêem reflitam sobre a falta de rigor daquilo que afirmam e que sejam mais cuidadosos no futuro.


Historicamente é ridículo exaltar o episódico reino suevo esquecendo que, anteriormente, já havia povos na Península com os os seus costumes e com a sua língua. Além de que, os visigodos absorveram os suevos e todos os outros povos, impondo a sua lei que só a eles reconhecia a nobreza e regalia de usar arma e de guerrear.
Portanto, será bom que se perceba que a reconquista foi feita, a partir de Covadonga, comandada pela nobreza visigoda.

Suevos, Visigodos e Mouros
Os vestígios visigóticos em Portugal e no resto da península incluem várias igrejas e descobertas arqueológicas crescentes, mas destaca-se também a notável quantidade de nomes próprios e apelidos que deixaram nestas e noutras línguas românicas. Os visigodos foram o único povo a fundar cidades na Europa ocidental após a queda do Império Romano e antes do pontuar dos carolíngios. Contudo o maior legado dos visigodos foi o direito visigótico, com o Liber iudiciorum, código legal que formou a base da legislação usada na generalidade da Ibéria cristã medieval durante séculos após o seu reinado, até ao século XV, já no fim da Idade Média.




Até conquistar o domínio sobre toda a península ibérica, os visigodos enfrentaram suevos, alanos e vândalos, grupos de guerreiros germânicos que haviam ocupado a região desde antes de sua chegada. A unidade do reino teria sido completa já durante o reinado de Leovigildo.

Além disso, durante o século VIII, os árabes dominaram toda a península ibérica a não ser as Astúrias. Esse fato foi fatal para os muçulmanos, uma vez que a Cruzada da Reconquista foi feita por cristãos da região.

Mapa das Astúrias
Com a reconquista dos territórios pelos cristãos, descendentes dos godos, que se refugiaram na região das Astúrias, no norte da península, o nome al-Andalus foi-se adequando ao cada vez menor território sob ocupação árabe-muçulmana,


Território muçulmanos no ano 1000


A Península Ibérica em 1210