sábado, 18 de novembro de 2017

-"A singular aldeia Casal de São Simão"

Pequena aldeia cuja singularidade é as suas casas serem construida em quartzito uma rocha que na construção civil só é utilizada como revestimento e decoração. O uso desta rocha  deve-se à proximidade das Fragas de São Simão, um conglomerado onde ela abunda.
 
A aldeia só tem uma rua e o possui o templo mais antigo de Figueiró dos Vinhos.

A singularidade do uso de quartzito na sua construção reside no facto de esta rocha, além do  uso ornamental, ser utilizada na siderurgia como leito de fusão de altos-fornos.
O quartzito é uma rocha metamórfica cujo componente principal é o quartzo.
O quartzo, por sua vez, ligado ao feldspato e à mica dá origem ao granito que, este sim, foi até há pouco o material por excelência da construção.

A aldeia Casal de São Simão está integrada na Rota das Aldeias de Xisto por razões de ordem logistica, apesar de o material utilizado na sua construção ser uma rocha metamórfica, portanto diferente do xisto que é argila metamorfizada.

sábado, 4 de novembro de 2017

-"Madre Paula"- a grande paixão de D.João V"


Madre Paula

A grande paixão do rei D.João V foi Paula Teresa da Silva, freira do Convento de Odivelas, onde ficou conhecida pelo nome de "Madre Paula".
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 Claustro do convento de Odivelas

Naquele tempo muitas mulheres iam viver para conventos por questões de ordem social e poucas iam para lá por vocação. As visitas aos conventos faziam parte da etiqueta social e os relacionamentos amorosos eram frequentes e aceites, desde que praticados com discrição. Era elegante os nobres terem a sua freira e usarem as celas para os encontros amorosos.

Cozinha do convento de Odivelas

Nesses encontros eram vulgar servirem-se doces conventuais tendo alguns ficado famosos como a marmelada de Odivelas e o pudim da Madre Paula.
As visitas aos conventos eram tão frequentes que acabaram por ser denunciadas e se tornarem escandalosas.



Para fugir ao escândalo, e poder continuar o seu relacionamento amoroso,  D.João V mandou construir, para a sua amante Paula, o Palácio Pimenta que deslumbrava pelo luxo dos seus interiores e do seu mobilário.
Madre Paula teve um filho do rei e sobreviveu 35 anos ao amante, sempre tratada com a maior consideração.






quinta-feira, 26 de outubro de 2017

-"O castelo de Santa Maria da Feira"

Não se pode ignorar o papel importante que o castelo de Santa Maria da Feira teve na fundação de Portugal, pois foi lá que terá sido combinado o movimento revoltoso que deu origem a esse acontecimento. Dai a importância do castelo de Santa Maria da Feira.
 
 Castelo de Santa Maria da Feira
 Os historiadores são quase unânimes quando afirmam que o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, terá nascido em Guimarães. E por isso mesmo, esta belíssima cidade minhota, cujo centro histórico é Património da Humanidade, ostenta o honroso título de "Berço de Portugal".

No entanto, atendendo aos acontecimentos que levaram à formação de Portugal, tem de se considerar o papel importante que Santa Maria da Feira teve.

Quando, em 1095, o conde D. Henrique e sua mulher, D. Teresa, tomaram conta do Condado Portucalense, o Castelo da Feira era, juntamente com os de Guimarães, Faria e Neiva, um dos principais do novo domínio. O conde morreu em 1112 e D. Teresa casou com o galego Fernando Peres. Inevitável se tornou, dai, o conflito com o filho, D. Afonso Henriques. Eivado de motivação fortemente independentista, o primeiro rei de Portugal haveria de colher o apoio de nobres contra a condessa com epilogo na famosa Batalha de São Mamede (1128). Ao tempo, Ermígio Moniz de Ribadouro era senhor da Terra de Santa Maria e alcaide do castelo, onde, terá sido combinado o movimento revoltoso.
  castelos mais bonitos de portugal
 Castelo de Santa Maria da Feira
O castelo de Santa Maria da Feira é um dos mais notáveis monumentos portugueses quanto à forma como espelha a diversidade de recursos defensivos utilizados entre os séc. XI e XVI e que o torna peça única da arquitetura militar portuguesa. Do antigo castro romano, e depois fortaleza ampliada na época da reconquista cristã, restam dele hoje, apenas o 1º piso da “Torre de Menagem”. Sancho I, deixou-o, por testamento, a suas filhas. Mais tarde (1300) foi incluído no património da Rainha Santa Isabel.
A primeira referencia documental do Castelo da Feira é a "Chronica Gothorum" e data de 1035. Noticia o texto a vitória de Bermudo III de Leão sobre um chefe mouro, em César, povoação localizada no território do castelo. Há indícios, porem, de que o reduto remonte ao século X, pois em 977 surge a primeira alusão documental à "civitas" de Santa Maria.
Pouco se sabe, ao certo, dos contornos do castelo na época medieval. A construção primitiva converteu-se em menagem-alcaçova envolvida por uma cerca, sendo a atual imagem do castelo obra de Fernão Pereira, terceiro senhor da Feira e alcaide por mercê de D. Afonso V, em 1448, e de seu filho, Rui Vaz Pereira, primeiro conde da Feira.
Castelo de Santa Maria da Feira
Castelo de Santa Maria da Feira
A porta principal, a Porta da Vila, dá para a praça de armas, ao fundo da qual se ergue a menagem-alcáçova (com torre em cada um dos quatro ângulos), de três pisos, concentrando-se a zona residencial nos dois andares superiores. No primeiro sobressai a cisterna na Torre do Poço, com uma profundidade de 33,5 metros que dava acesso a uma nascente de água. O segundo é inteiramente ocupado pela sala nobre, com três lareiras, um fogão e quatro janelas, três delas dotadas de conversadeiras. O terceiro piso destinava-se a zona habitacional mais íntima.
Castelo de Santa Maria da Feira
Castelo de Santa Maria da Feira
No século XVII construiu-se o Palácio dos Condes da Feira que ocupava quase todo o topo nascente da cerca. Demolido em 1929, restam algumas Paredes, a escadaria e o chafariz. Também do século XVII é a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, mandada erguer pela sexta condessa, D. Joana Pereira, no local onde existira outra com a mesma invocação. Vila da Feira passou a cidade de Santa Maria da Feira pelo decreto-lei n° 39 de 14 de Agosto de 1985.
Fonte:Vortex
Compilação: A.Norton

domingo, 22 de outubro de 2017

-"1.400 anos com medo do IsIão"

Na ligação abaixo indicada, encontrarão um excelente vídeo do Centro de Estudos Políticos do Islão, legendado em português, que desmistifica muito do que a história nos tem ensinado.

"Mais de 1 milhão de cristãos foram vendidos como escravos."
"As Cruzadas foram batalhas defensivas e duraram menos de 300 anos."
"Todas as batalhas Jihad foram ofensivas durante 1.400 anos, até hoje. "


https://www.youtube.com/watch?v=QSMbJDhVyg0

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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

-"7 fantásticas aldeias para visitar perto do Porto"




O Porto é uma cidade fantástica, ninguém duvida disso. Tem muito para visitar e para oferecer aos turistas. No entanto, para os habitantes do Porto, torna-se necessário, por vezes, uma pequena escapadela, de um ou vários dias, até um local mais sossegado para recarregar energias. Perto do Porto existem várias aldeias típicas onde isso é possível. Podem ser as típicas aldeias do Minho, podem ser as agrestes e belas aldeias do Gerês e até aldeias de xisto situadas um pouco mais no centro do país. Descubra as melhores aldeias para visitar perto do Porto.

1. Estorãos

Estorãos é uma pequena aldeia minhota situada a cerca de seis quilómetros de Ponte de Lima onde corre a ribeira que lhe dá o nome. As águas vindas do alto da serra de Arga serpenteiam no meio de pinheiros, vinhas e campos estrumados criando pequenos lagos e represas onde trutas e lampreias se escondem de turistas e pescadores.

Estorãos
A paisagem é magnífica. O recorte azulado e sombrio da serra contrasta com o verde dos campos e as cores outonais das vinhas e searas criando verdadeiros jardins que pedem muitos passeios e descobertas rústicas. De cada lado da ribeira várias casas de granito e outras mais modernas formam uma pequena aldeia ligada por uma velha ponte românica. Do lado direito da ponte, um moinho de pedra com a roda de madeira intacta parece uma sentinela nas águas calmas próprias dos dias em que não chove.

2. Quintandona

A aldeia de Quintandona, integrada na freguesia de Lagares, concelho de Penafiel, apresenta grandes potencialidades de desenvolvimento turístico, já que se trata de uma aldeia típica preservada, com uma beleza e arquitectura singulares, situada próximo dos grandes centros urbanos. Na verdade, a aldeia, com as suas construções em pedra de lousa e de xisto, e a paisagem agrícola e florestal que a envolve, quando “descobertas” pelas gentes urbanas das proximidades, conduzirão a uma grande procura turística.

Quintandona (Penafiel)
Como se disse, as casas são todas em xisto, tal como o solo, o que se constitui um elemento diferenciador, pois no concelho de Penafiel a rocha mais abundante é o granito. Na aldeia existe ainda uma capela com mais de 200 anos e uma associação - Os ComoDEantes - que aprofundou aqui as suas raízes, dinamizando o teatro. Quanto à paisagem rural da aldeia, ela evidencia que as populações locais vivem da agricultura, sendo de destacar o caminho que vai desde a aldeia até ao Monte da Pegadinha, um miradouro natural de toda a zona.

3. Trebilhadouro

No património edificado de Trebilhadouro é possível antever tradições e costumes de outros tempos. A aldeia mantém a traça de um espaço que durante séculos se dedicou à agricultura. Esta paisagem agrícola e florestal ainda hoje é marcante na aldeia da freguesia de Rôge, em Vale de Cambra. Há décadas desabitada, toda a aldeia mantém a tradicional da casa rural portuguesa em pedra granítica, material que se estende aos caminhos. Percorra-os sem pressas! As eiras e os canastros que abundam pela aldeia fora lembram outros tempos em que se viviam intensamente as desfolhadas, ao som de cantorias, concertinas e violas; a matança do porco ou as vindimas.

Trebilhadouro (Vale de Cambra)
Também o espírito comunitário está patente em equipamentos como o tanque público e a fonte. Perdido nas encostas da serra da Freita, o local é rodeado pela serra do Trebilhadouro e o Alto do Galinheiro, de onde se avista o mar e a ria de Aveiro. Aqui nasce, também, um ribeiro que vai desaguar no rio Caima, e cujas águas servem para regar os campos das aldeias vizinhas. O verde abunda nestas encostas, que vale a pena desbravar. Pinheiros e eucaliptos dominam a vegetação envolvente e a encosta é também marcada pelos socalcos, a dividirem pequenos terrenos agrícolas. Explore sem pressa este bonito local, inspire fundo o ar do monte e prepare-se para uma boa caminhada!

4. Soajo

O Soajo, uma das mais típicas aldeias portuguesas, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e situa-se numa das vertentes da serra da Peneda, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A aldeia foi vila e sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX mas, a sua história, começa muito antes, como o comprovam o Santuário Rupestre do Gião, na serra do Soajo, e as inúmeras antas e mamoas que existem nesta zona.
Soajo
Soajo
Possui um grandioso conjunto de espigueiros (classificados como imóvel de interesse público) erigidos sobre uma gigantesca laje granítica e que, ainda hoje, são utilizados para secar o milho, pelas gentes da terra. Enquanto caminha pelas ruas pavimentadas com lajes de granito repare nas casas típicas construídas no mesmo material. Aprecie a Casa da Câmara, a Casa do Enes, a Igreja Paroquial de São Martinho do Soajo, o moinho em ruínas e o pelourinho. Atente na calçada medieval que proporciona uma vista panorâmica da aldeia. As inúmeras casas de turismo aqui existentes nasceram da recuperação de edifícios antigos. São espaços muito bem restaurados que mantiveram a traça tradicional e que proporcionam estadias confortáveis em pleno Parque da Peneda-Gerês.

5. Lindoso

Lindoso é uma aldeia do concelho de Ponte da Barca que faz fronteira com Espanha e está inserida no Parque Nacional da Peneda- Gerês. Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. O Castelo de Lindoso, construído no reinado de D. Afonso III, no século XIII, está classificado como monumento nacional e merece uma visita cuidada.
locais para visitar no Norte de Portugal
Lindoso
Merecedor, também, de um olhar atento, é o conjunto de espigueiros da aldeia. São mais de cinquenta exemplares, dos séculos XVIII e XIX, ainda hoje utilizados para a secagem de cereais. Para além destes, o valioso património edificado inclui o Pelourinho, o Cruzeiro do Castelo, o Cruzeiro do Largo do Destro, a Igreja Matriz, o lavadouro da aldeia e as calçadas medievais. Nas imediações da aldeia, em Parada, percorra o Trilho dos Moinhos de Água e mergulhe nas águas refrescantes do Poço da Gola. A aldeia conta com diversas casas de turismo recuperadas, um convite à estadia em pleno Alto Minho.

6. Pias

A aldeia de Pias é uma povoação da freguesia e município de Cinfães, situada no considerado “Vale encantado” entre 150 e 200 metros de altitude na margem esquerda de um dos rios mais limpos da Europa, o Bestança e a sul do Rio Douro. A proximidade do rio e o facto de ter sido edificada uma ponte na idade média, determinaram a prosperidade da aldeia, já que a agricultura foi sempre a actividade principal da localidade.
aldeia de Pias
Pias - Pedro Sá
Pias terá sido uma povoação importante e atractiva para todas as classes sociais, como se pode constatar pela existência de algumas importantes casas senhoriais, ao lado das quais se aninham alguns notáveis exemplares de genuína arquitectura popular. A povoação é rica em tradições, onde sobressai o folclore, mantém a prática de agricultura, as tradições religiosas, preserva também a sua gastronomia e muito das suas gentes

7. Sistelo

A aldeia de Sistelo situa-se no concelho de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gêres, junto à nascente do rio Vez. Famosa pelas suas paisagens em socalcos, onde se cultiva o milho e pasta o gado, a aldeia encontra-se muito bem preservada, tendo sido recuperadas as casas típicas de granito, os espigueiros e os lavadouros públicos. O Castelo de Sistelo, ex-líbris da aldeia, merece uma cuidadosa visita: trata-se de um palácio de finais do século XIX onde viveu o Visconde de Sistelo. Deambule pelas ruelas de Sistelo e aprecie a Igreja Paroquial, a Casa do Visconde de Sistelo, a Ponte Romana e o Moinho, a ponte de Sistelo de jusante, a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos e as Capelas de Santo António, de São João Evangelista, da Senhora dos Remédios e da Senhora do Carmo.
Sistelo
Sistelo
Não deixe de subir ao miradouro do Chã da Armada para admirar a magnífica vista panorâmica! Se é apreciador de caminhadas na natureza, percorra o Trilho das Brandas de Sistelo (10 km), que tem início na aldeia, e fique a conhecer as brandas de Rio Covo, em Sistelo, do Alhal, no Padrão, e da Cerradinha, terrenos que, durante o verão, serviam de apoio à pastorícia. O artesanato característico da aldeia é composto pelas meias redondas de lã e pelos aventais de lã. Aproveite e traga algumas peças de recordação!
Fonte: Vortex

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

-"SISTELO - Património evolutivo vivo"



PÉROLA DA NATUREZA, Sistelo está no processo de classificação como paisagem cultural e integra a "reserva mundial da biosfera" da UNESCO.

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sábado, 14 de outubro de 2017

-"6 aldeias de sonho para visitar perto de Lisboa"


Típicas, encantadoras, charmosas... à beira mar, nas montanhas de Sintra, na região saloia ou no Alentejo. Venha daí descobrir 7 aldeias para visitar perto de Lisboa.

1. Penedo

A sua origem não está muito bem definida mas existem autores que apontam para a referência ao Penedo já no séc. XIII, mais propriamente dados de 1527. A Aldeia do Penedo conserva ainda algumas casas de traça antiga, que lhe conferem uma imagem de aldeia típica. Situada no alto de uma encosta, permite ao visitante caminhadas pelas suas ruas e ruelas íngremes e sinuosas, com passagem obrigatória pelo fontanário e pelo cruzeiro, situados bem no centro da aldeia, tal como as seculares capelas.
Penedo
Penedo
O Penedo é o último local do continente português onde são realizadas as tradicionais festas do “Império” ou do “Espírito Santo”, que continuam a existir nos Açores, em particular na ilha Terceira. Estas festas são designadas de Festas do Divino Espírito Santo e têm uma antiquíssima história, remontando de forma mais directa ao reinado de D. Dinis e sua mulher, a rainha Santa Isabel.

2. Aldeia da Mata Pequena

​Uma dezena de habitações compõem este pequeno povoado rural, feito de paredes caiadas e de pavimentos em lajedo de pedra. A Aldeia da Mata Pequena é um paraíso que convida ao descanso e ao contacto com a natureza às portas de Lisboa. Trata-se de um tesouro da arquitectura tradicional da região saloia, em plena Zona de Protecção Especial do Penedo do Lexim, que os trabalhos de recuperação fizeram questão em preservar.

Mata Pequena
Para quem passeia ou fica hospedado na Aldeia da Mata Pequena a sensação é a de estar num museu a céu aberto, onde o modo de vida do antigamente se mantém preservado através dos cheiros, das cores e das tradições. As casas que aqui encontra são disso o melhor exemplo, resultado de muito trabalho de pesquisa e recolha que conquista cada um dos visitantes.

3. Aldeia típica José Franco

Aldeia-Museu José Franco, Aldeia Típica de José Franco, Aldeia Típica do Sobreiro ou simplesmente Aldeia Saloia. Qualquer uma destas designações aponta a bússola para a pequena localidade do Sobreiro, entre a Ericeira e Mafra, onde se situa uma das mais reconhecidas aldeias musealizadas do país. A história da pequena aldeia remonta ao nascimento do oleiro José Franco, em 1920. O seu pai era sapateiro e a mãe, vendedeira de loiça, fazendo a venda de barros de porta em porta, bem como por muitas feiras e mercados estremenhos. Visto que o Sobreiro era um importante centro oleiro, desde cedo José Franco conviveu com o ofício e, ainda criança, ao deixar a escola primária, aprendeu o ofício com dois mestres oleiros locais, antes de trabalhar por conta própria, aos 17 anos de idade. Nessa época, reabilitou a olaria que tinha pertencido ao avô, há muito desactivada.
Aldeia Típica José Franco
Aldeia Típica José Franco
Em início dos anos 60, José Franco deu asas a um sonho, de recriar uma aldeia de carácter etnográfico, onde as suas memórias de infância se cristalizassem, testemunho do modo de viver das gentes locais, em homenagem à sua terra. A sua aldeia teria dois componentes: seria uma réplica das antigas oficinas e lojas, dos espaços vividos, decorados e apetrechados por objectos reais, onde se reproduziam os costumes e actividades laborais intrínsecas à sua infância e à vida camponesa da região de Mafra; em simultâneo, a aldeia compreendia uma área lúdica, dedicada às crianças, repleta de miniaturas de casas e habitantes que retratavam as actividades exercidas à época: trabalhos no campo, carpintarias, moinhos de vento, capelas, mercearias, escolas, adegas, camponeses e até uma reprodução da vila piscatória da Ericeira e dos ofícios ligados ao mar. Em anos posteriores, a Aldeia-Museu foi beneficiada pela construção de uma terceira área, murada como um castelo, com um parque-infantil, incorporando alguns engenhos agrícolas, que as crianças podiam movimentar livremente.

4. Azenhas do Mar

Obra-prima da arquitectura popular, esta aldeia estende-se em socalcos pela arriba, como um presépio. O cenário pitoresco do casario enquadra uma pequena baía onde foi construída uma piscina oceânica. Foi local de férias do rei D. Carlos, da sua mulher D. Amélia e da mãe, D. Maria Pia. Em 1927 foi construída a Escola Primária, que serviu de modelo aos edifícios das escolas primárias do Estado Novo, elaborada pelo arquitecto Raul Martins. Do edifício destaca-se o painel de azulejos, com momentos ilustrativos da História de Portugal.
locais para visitar em Sintra
Azenhas do Mar
Faz parte da Região Demarcada de Colares, região vinícola demarcada desde 1908, caracterizada pelas vinhas em chão de areia. Antes era conhecida pelo número de azenhas – algumas ainda à vista de todos – que por ali existiam, numa de aproveitar a força das águas que ali batem, estando assim explicado o nome por que é conhecido hoje: Azenhas do Mar. Agora que a energia já não tem de ser feita de forma tão artesanal, a aldeia transformou-se num dos mais célebres postais turísticos portugueses, sobretudo nas fotografias tiradas do miradouro que existe na parte sul, de onde temos vista privilegiada para uma cascata de casario caiado que desemboca no Atlântico, segurado por uma alta arriba em forma de concha.

5. Santa Susana

Com arquitectura tipicamente alentejana, a aldeia de Santa Susana destaca-se pela presença de casinhas de rés-do-chão, todas caiadas de branco com barra azul e grandes chaminés. Localizada entre duas ribeiras, afluentes da margem direita da ribeira de Alcáçovas, está distanciada da sede do concelho por 15 km. Santa Susana chama a atenção devido às suas casas de contornos iguais e molduras de azul forte.

Santa Susana
Parece uma antiga vila de arquitectura rural, mas que estas ruas geométricas e as casas iguais não são um acaso. Construídas há mais de um século, serviram de alojamento temporário para trabalhadores agrícolas que acabaram por aqui ficar. Hoje é uma tranquila vila alentejana onde se pode saborear a gastronomia local e conhecer o artesanato em madeira de salgueiro e cortiça. Para muitos é a aldeia mais bonita do Alentejo.

6. São Cristóvão

A meio caminho entre Montemor e Alcácer do Sal, São Cristóvão é uma aldeia no mar da planície a caminho das praias. O nascimento desta aldeia tem a sua origem intimamente ligada a uma lenda, na qual atribuírem a São Cristóvão a graça da escolha do local da igreja, pelo que o povo escolheu este santo como seu padroeiro e símbolo unificador da sua fé.
São Cristóvão
São Cristóvão
O estreito vale da ribeira de S. Cristóvão alberga vários “monumentos” de arquitectura natural. Para descobrir estes lugares, a melhor opção é utilizar os percursos pedestres e/ou os de BTT existentes, e com a ajuda dos folhetos explicativos, descobrir as belezas da freguesia.

7. Pia do Urso

A Pia do Urso é um espaço que foi reaproveitado, construindo-se um parque temático e sensorial (adaptado a invisuais), acompanhado de um circuito pedestre. Além da paisagem atractiva e da calma envolvente, o parque é composto por diversas estações interactivas e lúdicas. Assim, constitui um óptimo local para se passar uma tarde, um dia ou mesmo residir por lá durante uns tempos, pois será possível alugar casas antigas que, também, foram reconstruídas.

Pia do Urso (Batalha)
Ao longo do percurso podem observar-se diversas formações geológicas – as chamadas “pias” – onde, antigamente, os ursos bebiam água; daí a origem do nome deste local: Pia do Urso. Aqui foi instalado o Eco-Parque Sensorial da Pia do Urso destinado a invisuais, constituindo um conceito inovador que pretende levar a essas pessoas a possibilidade da apreensão do meio envolvente que os rodeia utilizando, para o efeito, os restantes sentidos, particularmente o tacto e o olfacto.
Fonte:Vortex

domingo, 24 de setembro de 2017

-" Os britãnicos dominados pelos muçulmanos"


COMO OS BRITÂNICOS SE SUBMETERAM, PASsIVAMENTE, À INVASÃO MUÇULMANA
Fonte:BoatRacingFacts.com
Compilação: Arnaldo Norton

"A Grã-Bretanha tem, atualmente, 9 municípios cujos presidentes são muçulmanos,
 a saber :
O Presidente de Londres ...........é MUÇULMANO
O Presidente de Birmingham ....é MUÇULMANO 
O Presidente de Leeds  ............. é MUÇULMANO
O Presidente de Blackburn  .......é MUÇULMANO
O Presidente de Sheffield  ........ é MUÇULMANO
O Presidente de Oxford .............é MUÇULMANO
O Presidente de Luton ...............é MUÇULMANO
O Presidente de Oldham  ...........é MUÇULMANO
O Presidente de Rochdale  .........é MUÇULMANO


Além disso, há:
- 3 mil mesquitas: - mais de 130 tribunais de shariah; - mais de 30 Conselhos de shariah; - áreas privadas para muçulmanos em toda a UK.


Socialmente, na UK:
- 78% das mulheres muçulmanas não trabalham e recebem subsídios da Segurança Social;
- 63% dos homens não trabalham e recem subsídios da Segurança Social;
- as famílias muçulmanas têm em média 7 filhos e todos eles são apoiados pela Segurança Social;
- em todas es escolas é proibido servir carne de porco.


E tudo isto provocado por 4 milhões de muçulmanos numa população de 66 milhões."


NOTA DO AUTOR DO BLOGUE - É caso para questionar se a sanidade mental dos britânicos estará em boas condições ou se o peso que têm na consciência pelas barbaridades que exerceram, nos séc.XIX e XX, sobre os muçulmanos faz com que "metam o rabinho entre as pernas."

terça-feira, 5 de setembro de 2017

-"Centenas de igrejas estão virando mesquitas na Europa"

"CRÓNICAS DE BEM-QUERER"
Segundo o Instituto Pew, a população muçulmana na Europa na década de 1990 era de cerca de 29 milhões de pessoas. Hoje, com os refugiados, não se consegue saber quantas são. As consequências estão à vista e não se vêem medidas que melhorem a situação.
Os índices em quase todos os países são assustadores.O artigo que se segue demonstra bem que a islamização da Europa é um facto incontestável.

"Santa Sofia": ex-Basílica, ex-Mesquita e agora museu em Istambul

CENTENAS DE IGREJAS ESTÃO VIRANDO MESQUITAS NA EUROPA !
Por: Jarbas Aragão
Em toda a Europa, o Islã estatisticamente cresce mais que o cristianismo, enquanto os judeus estão abandonando o velho continente em quantidades cada vez maiores.
O Gatestone Institute, que monitora a ascensão do islamismo, fez um levantamento espantoso: a maioria das igrejas europeias estão se tornando templos islâmicos. Isso era impensável até o século passado.
Segundo o Gatestone, turistas que visitam qualquer grande cidade europeia moderna poderão notar que novas mesquitas estão sendo construídas ao lado de igrejas que estão fechadas, e algumas literalmente se tornaram museus.
Os casos de templos cristãos transformados em mesquitas se multiplicam na França. Em Vierzon, a Igreja de Saint-Eloi tornou-se uma mesquita. Em Nantes, a antiga Igreja de São Cristóvão também se tornou um local de culto muçulmano.
Na Holanda, as coisas não são muito diferentes. A Grande Mesquita de Fatih, na capital Amesterdã no passado foi a Igreja de São Inácio. Das 720 igrejas existentes na província de Friesland, 250 se tornaram mesquitas ou foram fechadas. A sinagoga da cidade de Haia agora responde pelo nome de mesquita Al Aqsa.
O Reino Unido testemunha situações similares. A principal mesquita em Dublin, capital da Irlanda, durante séculos foi uma igreja presbiteriana. Na Inglaterra, são centenas de igrejas fechadas na última década, sendo que muitas foram reformadas para abrigar mesquitas.
Segundo dados atuais, são 3 milhões de seguidores de Maomé na terra da Rainha Elizabeth, sendo mais da metade deles imigrantes.
De acordo com o jornal La Libre, dezenas de igrejas belgas estão em perigo iminente de conversão para outros usos. Uma boa porcentagem deve virar mesquita. Em Bruxelas, metade das crianças que estudam em escolas públicas assistem aulas de religião muçulmana, embora oficialmente apenas 19% da população se declara muçulmana.
Na Alemanha, apesar de a chanceler Angela Merkel ser filha de pastor luterano e o presidente Joachim Gauck ser um pastor protestante, o cristianismo está em queda livre. Entre 1990 e 2010, a Igreja Luterana Alemã fechou 340 igrejas e a Igreja Católica perdeu mais de 400 templos.
Muitas delas foram adquiridas pela crescente comunidade muçulmana no país.  Eles eram 50 mil na década de 1980, hoje passam de 4 milhões.
Segundo um levantamento do Instituto Pew, a população muçulmana na Europa na década de 1990 era cerca de 29 milhões de pessoas. A projeção era que chegassem a 58 milhões em 2030. Contudo, a crise migratória dos últimos dois anos impossibilitou qualquer previsão a curto prazo. Todos os especialistas apontam para números muito superiores nas próximas décadas.
E Sinagogas também.
Zvi Ammar, presidente do Consistório Israelita de Marselha, França, anunciou recentemente que um dos efeitos do antissemitismo no país era o esvaziamento das sinagogas. A organização muçulmana Al Badr pagou 400.000 euros [R$ 1,5 mi] pelo prédio onde funcionou durante séculos a sinagoga Ou Torah.
Enquanto o templo judeu estava vazio, a mesquita do mesmo bairro estava com superlotação, a ponto de os fiéis serem obrigados a rezar na rua.
Esse é um exemplo significativo. Um ano atrás, o líder muçulmano francês Dalil Boubakeur sugeriu transformar igrejas vazias em mesquitas. É a primeira vez na França que algo semelhante aconteceu com uma sinagoga na Europa. Há vários registros desse tipo de situação no Oriente Médio e norte da África durante o período de expansão do islamismo, nos séculos 7 e

-" A minha postura perante as religiões "

CRÓNICAS DE BEM-QUERER

Sou agnóstico e, para mim, as religiões só se justificam no campo sociológico. Respeito todas elas e considero que todas elas são importantes na forma como influenciam as sociedades. Por isso e nada mais, limito-me a analisar os acontecimentos ligados às religiões e as suas reais ou possíveis consequências.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

- "A confusão mental dos idosos "


Arnaldo Lichtenstein
é médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Ele faz algumas simples recomendações, muito importantes para si e para quem lhe é querido.
 
As causas mais comuns de confusão mental nas pessoas idosas são: - Diabetes fora de controle;
- Infecção urinária; e
- A família foi passear e deixou o avô e a avó em casa, para não se cansarem.
Embora pareça brincadeira, não é! Como o avô e a avó não sentiram sede, não ingeriram líquidos. Quando não há ninguém mais em casa para lembrá-los de tomar água, chá ou um sumo, eles desidratam-se rapidamente. A desidratação pode vir a ser grave, afetando todo o organismo. Pode causar confusão mental repentina, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, angina (dor no peito), coma e até o óbito.
O processo natural de envelhecimento faz com que, na terceira idade - que começa aos 60 anos - tenhamos pouco mais de 50% de água no organismo. Portanto, os idosos têm menor reserva de líquidos. Para complicar mais o quadro, mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água porque, muitas vezes, há certa disfunção nos seus mecanismos de equilíbrio interno.

Conclusão:
As pessoas idosas desidratam-se com mais facilidade não apenas porque têm menos reserva de água, mas também porque não se dão conta de que necessitam de água. Mesmo que o idoso seja saudável, a falta de líquido reduz o desempenho das reações químicas e funcionais de todo o organismo.

Por esse motivo, aqui estão dois alertas:
-1. O primeiro é para as pessoas idosas: fiquem bem conscientes do hábito de tomar líquidos, mesmo no inverno. Por líquido entenda-se água, chás, água de coco, melancia, sucos, melão, abacaxi, tangerina, gelatina, laranja, leite, sopas... O importante é, a cada duas horas, ingerir um copo ou uma xícara com líquido. Lembrem-se bem disso!

-2. O segundo alerta é endereçado aos familiares: ofereçam, com bastante frequência, líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, prestem atenção. Caso percebam que estão rejeitando líquidos e, que, de repente, ficam confusos, irritadiços, alheios ao que se passa ao redor, cuidado! É quase certo que sejam sintomas de desidratação. Deem-lhes líquidos e procurem logo atendimento médico".

Este artigo é de utilidade pública. Por favor, compartilhe com as pessoas que você conhece!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

- "A Descoberta da Austrália pelos portugueses"

Duas fontes insuspeitas confirmam este descobrimento: a agência de notícias Reuters e Peter Trickett, jornalista australiano e repórter de investigação especializado em temas de ciência e história.

Segundo a agência de notícias Reuters, foi encontrado um novo mapa que prova que não foram os ingleses nem holandeses que descobriram a Austrália... Mas antes navegadores portugueses!
Este mapa do século XVI, com referências e informação pertinentes escrito em português, foi encontrado numa biblioteca de Los Angeles e prova que foram navegadores portugueses os primeiros europeus a descobrir a Austrália.
O mapa assinala com detalhe e acuidade, várias referências da costa Este Australiana, tudo relatado em português, provando que foi a frota de quatro barcos liderada pelo explorador «Cristóvão de Mendonça» quem efectivamente descobriu a Austrália no longínquo ano de 1522.
Desta forma, os factos são agora invertidos, pois foi o navegador português a fazer tão importante descoberta, cerca de 250 anos antes do Capitão James Cook a ter reclamado junto da coroa inglesa, em 1770.
Na altura a descoberta de Cristóvão de Mendonça, agora suportada por um rol de historiadores, graças aos vários descobrimentos lusos que ocorreram ao longo das costas Neozelandesa e Australiana durante o século XVI, foi mantida em segredo como forma de prevenir e impedir que outras potências europeias alcançassem e se apoderassem deste novo e fantástico pedaço de terra.

O jornalista Peter Trickett no seu livro PARA ALÉM DO CAPRICÓRNIO, menciona vários achados e danças cerimoniais que estão enraizadas nos aborígenes, que provam a passagem do Capitão Cristóvão de Mendonça que cartografou a costa da Austrália.
Dos achados mencionados por Peter Tricket no seu livro, apoiados em fotografias, constam um canhão encontrado em local sagrado aborígene em Carronade Island, na costa de Kimberley, um pote de cerâmica de estilo português pescado do leito do oceano ao largo de Gabo Island,  e  datado cientificamente como sendo do ano 1.500 que provavelmente conteria vinho ou azeitonas. Também foram encontrados artefactos de pesca numa praia de Fraser Island, Queensland, contendo um peso de chumbo que foi datado cientificamente como sendo de cerca de 1.500 e o chumbo identificado como sendo originário de uma mina de Portugal ou no sul de França.

Além disto, consta que já em 1512, um dos barcos de uma pequena armada de António Abreu, teria navegado por aqueles mares da costa Australiana, mas disso sabe-se pouco, até porque com medo da cobiça, os nossos Reis impunham segredo.


sábado, 22 de julho de 2017

-" Homenagem a ANICETO DO ROSÁRIO, herói da Índia Portuguesa "

Aniceto do Rosário, um herói da Índia Portuguesa, que foi assassinado há 63 anos, em Dadrá.

"Se eu escrever o nome Aniceto do Rosário, serão muito poucos aqueles que reconhecerão o nome de um Herói Português. Foi a 22 de Julho de 1954 que este, hoje praticamente desconhecido, se tornou herói, não por vontade própria, mas por sentido do dever, de acordo com o juramento que havia feito quando incorporou os quadros da Polícia.
Aniceto do Rosário integrava nessa data a guarniçãp policial do enclave de Dadrá, em Damão, nos antigos territórios Portugueses na Índia. Com a sublevação de forças nacionalistas da União Indiana o já em marcha, com o intuito de forçarem a rendição dos militares e forças de segurança portuguesas, nos territórios sob a Bandeira Nacional, o Sub-chefe da Polícia Aniceto do Rosário e os sete guardas que comandava, preparou a defesa do posto policial, não sem antes ter enviado ao Governador em exercício, que fora já impdedido de alcançar aquele enclave, a seguinte mensagem: “Parta V.ª Ex.ª descansado que eu não deixarei ficar mal a bandeira portuguesa!”. Depois de ter pedido aos seus homens que o deixassem sózinho, numa premonição de que o desfecho daquele confronto seria fatal, acabou por se manter a pé firme perante a turba que o rodeava, juntamente com mais dois elementos da guarnição. Acabou por ser assassinado, com tiros e à facada, defendendo com a própria vida a Bandeira Portuguesa!
Foi condecorado a título póstumo com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Hoje, dia 22 de Julho, foi relembrado numa singela, mas significativa homenagem pela PSP, familiares, amigos, ex-alunos dos Pupilos do Exército contemporâneos do seu filho, António Francisco Teodorico do Rosário e do Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes do Pinhal Novo, com a leitura duma alocução feita pelo ex-colega de seu filho nos Pupilos do Exército, Professor Doutor Cândido de Azevedo, também ele natural da Índia Portuguesa e que de perto conheceu a família Rosário, ainda em criança. Para marcar o evento foram depostas duas coroas de flores, uma da família e outra do Comando da PSP, junto à placa toponímica da “Praça Aniceto do Rosário”, já existente há uns anos, na zona da Penha de França, em Lisboa.
Portugal, nos dias que correm, já se esqueceu de honrar e respeitar os seus heróis, pelo que se releva o sentido do dever e da memória da própria PSP e de todos quantos se quiseram juntar a esta justa homenagem. Portugal preocupa-se mais, hoje em dia, em celebrar heróis com pés de barro, vazios de ideais e sem espírito do bem público…"
Fonte: Ernani Balsa, 23 de julho, 2014, em Press Jornal; partilhado de Ganganeli Pereira e António Costa Silva FB.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

-" A descoberta da América pelos portugueses "


"Além de considerarem como provada a nacionalidade portuguesa de Cristovão  Colombo, como sendo natural de Cuba, em Portugal, os historiadores portugueses sempre reclamaram que, muitos antes da chegada colombina às Antilhas, já vários navegadores a mando da Coroa lusitana, haviam chegado às costas americanas. 
Em 1447 ( 45 anos antes da viagem de Colombo ) o Infante D.Henrique mandou efetuar duas viagens para Ocidente que atingiram a região das Antilhas; viagens referidas pelo historiador da época António Galvão (1497-1557), autor do "Tratado das Descobertas Antigas e Modernas".
Em 1452, Diogo de Teive avistou terra, a que deu o nome de Terra Nova, quando procurava os mares do bacalhau. No regresso dessa viagem encontrou as ilhas das Flores e do Corvo.
Em 1474, João Vaz Corte Real e Álvaro Mendes, desembarcaram na terra que Diogo de Teive tinha avistado e rebatizaram-na com o nome de "Terra Nova dos Bacalhaus".
Além das acima referidas, há outras viagens que ainda não puderam ser confirmadas, como a de António Lemos em 1484 e a do flamengo conhecido em Portugal como Fernando Dulmo que juntamente com Afonso do Estreito, a mando de D.João II, teriam chegaram, em 1487, à costa americana em absoluto segredo."
(Fonte: "PORTUGAL-O PIONEIRO DA GLOBALIZAÇÃO de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, editora Centroatlantico.pt)
Resumindo: de que haja notícia, pelo menos 45 anos antes da viagem de Colombo já os portugueses tinham conhecimento das ilhas a Ocidente, a que chamaram Antilhas, palavra portuguesa pela qual foram mencionadas nos mapas da época. Não havia possibilidade de se confundir as Antilhas com os Açores, porque quando Diogo de Teive, em 1452, na viagem de regresso da Terra Nova, encontrou as ilhas das Flores e do Corvo, as mais ocidentais, o restante arquipélago já era conhecido.
A obra mencionada acima refere, ainda, as explorações na América do Norte realizadas por Pêro de Barcelos e João Labrador, de 1491 a 1494, sem indicar a localização.
Compilação de Arnaldo Norton 

domingo, 9 de julho de 2017

- " Cinco motivos para se orgulhar da calvície "


Muitos homens entram em desespero quando, ao acordar, encontram vários fios de cabelo no travesseiro. Ou, ao tomar banho, vem aquele chumaço de fios nas mãos, e muitos outros correndo abaixo pelo ralo. Pois é. Assim como a celulite é um pesadelo para as mulheres, a calvície é o grande terror do sexo masculino. Alguns até aceitam o fato de ficar careca, mas grande parte entra em desespero quando surgem as temidas "entradas" e recorrem a diversos tratamentos dermatológicos, como medicamentos e até implante capilar!
Mas ficar careca não é mau. Ao invés de focarmos a parte negativa, selecionamos aqui alguns benefícios que a calvície pode trazer aos homens:
1. Você tem menos risco de ter câncer
Pesquisadores descobriram, em um estudo relacionado ao câncer de próstata, que homens que ficaram calvos ainda na juventude tinham 45% menos chance de ter a doença. Um dos motivos da calvície é o excesso de testosterona no organismo masculino. Se por um lado provoca queda de cabelo, por outro fortalece a próstata e os riscos de ter câncer são bem menores, pois impede a formação de células danificadas que causam tumores.
2. Seu metabolismo é mais rápido
Os altos níveis de testosterona dos calvos têm outra vantagem: proporcionam uma vida sexual mais ativa e prolongada e o metabolismo funciona melhor. Portanto, se você é calvo e pratica esportes ou musculação, por exemplo, saiba que para você é muito mais fácil perder peso e ganhar músculos comparada aos homens que com a cabeça cheia de fios! Além disso, a testosterona faz com que a quantidade de gordura na face também seja bem menor. Ou seja: você tem um rosto mais fino e mais bonito!
3. Fica com melhor aparência
Estudiosos fizeram uma pesquisa com milhares de jovens, homens e mulheres, na qual lhes foi mostrada uma foto de um homem com cabelos cheios e o mesmo homem calvo (os cabelos foram removidos no Photoshop). A maioria das pessoas respondeu que, nas fotos, os homens aparentavam melhor com calvície, pois mostravam mais força, assertividade e até mesmo altura comparada às fotos com cabelos normais. Além disso, as pessoas entrevistadas os associaram com profissões relacionadas à força e masculinidades, como soldados, policiais e bombeiros.
4. Mais facilidade em assumir a liderança nos negócios
Muitas pessoas associam homens calvos a empresários bem-sucedidos e cargos de liderança, pois eles têm mais facilidade nos negócios. Estudos de psicologia e comportamento comprovaram que homens que não aparam e não cortam o cabelo e que tem visual desleixado com as madeixas são vistos como pessoas inseguras e com fraquezas. Já os homens calvos representam o contrário. Quer alguns exemplos de grandes líderes? Winston Churchill (político britânico), Vladimir Lenin (chefe de estado russo), Mahtama Gandhi (líder espiritual), Vladimir Putin (atual presidente da Rússia) e Steve Jobs (criador da Apple).
5. O tempo não passa para você
Ok, você pode até discordar desse tópico e dizer que a calvície envelhece o homem. À primeira vista, isso pode ser verdade. Mas pense que, com o passar do tempo, os cabelos ficam brancos e aí a situação se inverte. Os calvos então aparentam mais joviais e ficam até mais bonitos na maturidade.

Compilado por: Arnaldo Norton

sexta-feira, 7 de julho de 2017

-" HISTORIOLOGIA ( o que é ? )

Arnaldo Norton

A historiologia é uma disciplina sobre os conhecimentos que explicam os acontecimentos históricos e os efeitos que eles tiveram sobre as sociedades e o tipo de análises necessárias para os explicar.
A historologia, como teoria da história, não trata de explicar as causas dos acontecimentos mas, sim, de identificar padrões regulares que possam estar na sua origem. É uma disciplina que tem duas origens e aplicações distintas:
- no campo da filosofia ou teoria da história, é o conjunto de explicações, métodos   e teorias sobre as origens, as causas e a dimensão de determinados factos históricos;
- no campo da sociologia, é o estudo das sociedades humanas e das consequências resultantes dos factos históricos. Não explica os acontecimentos históricos, analisa os seus efeitos imediatos e a longo prazo, identificando padrões e causas dos processos históricos.

domingo, 25 de junho de 2017

-"Foguetes, marchas populares, sardinhas assadas. E mais 7 mitos sobre o S.João


       Tem a certeza de que sabe tudo sobre a festa pagã da cidade Invicta? Na passagem de mais um São João, pedimos a Hélder Pacheco e Germano Silva que ajudassem a desvendar alguns mitos e realidades sobre a maior celebração popular portuense.


Autoria de Miguel Carvalho

Juntos, Germano Silva e Hélder Pacheco são séculos de sabedoria e milhares de páginas rabiscadas e impressas sobre o Porto. Conhecem-no até pelo avesso, à sombra ou ao relento. E não há o mais pequeno apeadeiro dos caminhos históricos da cidade que lhes passe ao lado. Acumulam e protegem saberes populares, ancestrais, e um conhecimento metódico, calcorreado, dos picos e declives das gentes que garantem, todos os dias, a perpetuação das memórias da Invicta. Ora, quem melhor do que esta dupla de investigadores, cultores e amantes obsessivos do Porto e das suas muitas gentes e geografias, para nos desmontar os mitos e realidades da festa mais celebrada da cidade, que este ano talvez junte uma das maiores massas humanas da sua história?



1 - Como e quando começou a celebrar-se o São João?
É a pergunta que muitos fazem. Mas, “em boa verdade, ninguém sabe”, garante o jornalista e escritor Germano Silva. A mais antiga referência que se conhece à festa do S. João do Porto está numa crónica de Fernão Lopes, do século XIV, do tempo do rei D. Fernando. “O cronista chegou ao Porto no dia em que estava a festejar-se determinado acontecimento com um entusiasmo desabrido”. Era o São João. Contudo, a tradição de celebrá-lo “deve ser bem mais antiga”, pois existe uma canção popular que diz "...até os moiros da moirama / festejam o S. João...".

2 - São João, o dia das decisões
Mais do que uma festa, o São João é, desde tempos muito antigos, um dia importante para a cidade. Segundo Germano Silva, “era - e ainda é! - nesse dia que a Câmara reunia excecionalmente para tomar as resoluções mais importantes para a cidade”. Na véspera do dia do santo – que, note-se, não é o padroeiro da Invicta - a edilidade mandava "lançar pregão" pelas ruas a convidar os cidadãos a participarem na reunião. “Pelo São João, elegiam-se os representantes do povo na autarquia. As reuniões faziam-se então no claustro do mosteiro de São Domingos, por ser o sitio mais amplo e por nele caberem todos”. Dúvidas? O Hospital de São João foi inaugurado num dia 24 de junho (neste caso de 1959), o mesmo acontecendo com o Mercado do Bom Sucesso, a Ponte da Arrábida e o atual edifício dos Paços do Concelho.

3 - Sardinhas assadas fazem parte da tradição?
Era bom, não era? A verdade, porém, é outra. Segundo Hélder Pacheco, trata-se de uma moda importada de Lisboa. “As sardinhas vieram para o Porto na década de 1940, com a realização da primeira Feira Popular, no Palácio de Cristal”. Até aí, a tradição da véspera de São João era outra: “Comiam-se torradas à meia-noite e bebia-se café com leite”. No dia seguinte, ia à mesa o anho assado com batatas, em assadeira de barro.

4 – Uma festa sem doce?
Outro mito que perdura é o de que não existe, tal como no Natal e na Páscoa, um doce alusivo a esta época de euforia portuense. Pois bem: existe e recomenda-se, tendo até voltado a ganhar força nas últimas décadas no comércio e na restauração local. “Pelo menos desde o início do século XX que está documentada a existência de um Bolo de São João, provavelmente mais antigo”, refere o investigador, escritor e cronista da cultura e das tradições populares do Porto, Hélder Pacheco.




5 - O fogo sempre foi na Ribeira?
O grande fogo da noite de São João nunca foi na Ribeira portuense, mas sim na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, defronte das Fontaínhas, na outra margem do Douro. Só dias depois se realizava o grande festival de fogo, tendo as ribeiras das duas cidades como cenário. O fogo-de-artifício atual é, segundo Hélder Pacheco, “uma invenção pós-25 de Abril para Presidente da República ver”
.
6 - Um mergulho contra as doenças?
Tomar banho nos rios ou ribeiros na manhã do dia de São João, antes do nascer do sol, é costume antigo. Que prevalece entre os mais afoitos. Reza a lenda que, quem assim fizer, fica imune a doenças durante um ano. “Quando, nos finais do século XIX, se introduziu a prática dos banhos de mar, as banheiras da Foz, numa bem-sucedida operação de marketing, garantiam que nos rios a imunidade era garantida por um ano, mas só os banhos tomados na praia do Ourigo (Foz) imunizavam por cinco
anos”.

7 – Um São João ou três?
Houve um tempo em que a conflitualidade política (e de regime) multiplicou os festejos. Nos finais do século XIX havia, pois, três celebrações do São João na cidade: o de Cedofeita (Miguelista), o da Lapa (Constitucional) e o do Bonfim (Republicano). “As cantigas desse tempo andavam carregadas de segundo sentido ou «recados»”, recorda Germano Silva. Exemplos: depois da vitória do Liberalismo, as pessoas cantavam coisas deste género: “O S. João de Cedofeita / mandou dizer ao da Lapa / que dissesse ao do Bonfim / que a coisa não ficava assim...Os miguelistas mandavam dizer que as coisas ainda podiam mudar...”.

8 - As marchas eram rusgas?
O Porto e arredores nunca tiveram desfile de marchas populares. “Jamais!”, reforça Hélder Pacheco. “As marchas são uma invenção do Secretariado Nacional de Informação, do Estado Novo, que contaminaram todo o País, Porto incluído”. A capital e a Invicta tinham, isso sim, as rusgas, “grupos do povo com tocatas que se deslocavam aos lugares de festa”. No caso do Porto, iam às Fontaínhas.

9 - O centro dos festejos era onde?
O S. João das Fontainhas, ainda hoje considerado a “Meca” dos festejos, é de criação relativamente recente em termos históricos. Data de 1869. “Neste ano”, conta Germano Silva, “um morador do local mandou construir uma monumental cascata. À volta dela, montou pequenas tendas onde se vendia cabrito assado, café, vinho, arroz doce e pão com manteiga”. Na verdade, a "coisa" pegou e as Fontaínhas tornaram-se passagem e destino dos romeiros do São João. De resto, os “centros” dos festejos foram mudando à medida que a cidade crescia ou se expandia do ponto de vista urbanístico.

10 – Festa religiosa ou pagã?
É este, desde sempre, o grande mito. Mas não há dúvidas: o São João é uma festa pagã. Até às entranhas. Por esta altura, explica Germano Silva, “os nossos antepassados colhiam os frutos da terra, arrecadavam o pão nos celeiros e o vinho nas adegas e davam graças aos elementos da natureza que tinham tido intervenção direta na abundância”. Para Hélder Pacheco, trata-se mesmo da “maior festa pagã”, apesar de a Igreja ter tentado fazer do São João e de outros cultos semelhantes “uma apropriação inteligente e sensível”, assegura o escritor.

Os velhos rituais, porém, sobreviveram todos: fogueiras, banhos, orvalhadas, plantas, ver o nascer do sol, etc. “Ainda hoje os balões e as fogueiras têm a ver com o culto do sol, assim como os foguetes e os rituais da água”, acrescenta Germano Silva, honoris causa pela Universidade do Porto. “Os nossos avós agradeciam as dádivas da terra e pediam casamento para as filhas, daí o São João casamenteiro”. Moça que queria saber se casava cedo atirava uma alcachofra à fogueira, retirava-a quando se apagasse e punha-a sobre o telhado da casa onde morava. Se as partes queimadas reverdecessem, casava em breve. “O mesmo se passava com o cravo”, reforça Germano. “A moça deitava-o à rua na noite de São João e punha-se a espreitar da janela. Se a primeira pessoa a passar fosse um homem e pegasse no cravo o casamento estava garantido. E para breve...”


sábado, 17 de junho de 2017

-"O Mundo: uma análise muito divertida "

De: Hernán Casciari
Notas sobre o autor: nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de Março de 1971. Escritor e jornalista Argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más respeto, que soy tu madre'.
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7.
No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.

A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.

Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai.

Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adoptar o bébé da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais prostituta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mónaco, que vai acabar virando gay ou bailarino... ou ambas as coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.

A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete).

A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa enganar pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.

A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol.
São a vergonha da família.

A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gémeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.

Irão e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negócio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrénicos.

Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobriram que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passarmos por ignorantes.

Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já
existem ainda não funcionam?

E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um kota de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África duma mãe trintona ( todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada katorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado. Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem  nas traseiras do
quintal, do azeite  das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!

Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma toda virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiude de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.