terça-feira, 5 de setembro de 2017

-"Centenas de igrejas estão virando mesquitas na Europa"

"CRÓNICAS DE BEM-QUERER"
Segundo o Instituto Pew, a população muçulmana na Europa na década de 1990 era de cerca de 29 milhões de pessoas. Hoje, com os refugiados, não se consegue saber quantas são. As consequências estão à vista e não se vêem medidas que melhorem a situação.
Os índices em quase todos os países são assustadores.O artigo que se segue demonstra bem que a islamização da Europa é um facto incontestável.

"Santa Sofia": ex-Basílica, ex-Mesquita e agora museu em Istambul

CENTENAS DE IGREJAS ESTÃO VIRANDO MESQUITAS NA EUROPA !
Por: Jarbas Aragão
Em toda a Europa, o Islã estatisticamente cresce mais que o cristianismo, enquanto os judeus estão abandonando o velho continente em quantidades cada vez maiores.
O Gatestone Institute, que monitora a ascensão do islamismo, fez um levantamento espantoso: a maioria das igrejas europeias estão se tornando templos islâmicos. Isso era impensável até o século passado.
Segundo o Gatestone, turistas que visitam qualquer grande cidade europeia moderna poderão notar que novas mesquitas estão sendo construídas ao lado de igrejas que estão fechadas, e algumas literalmente se tornaram museus.
Os casos de templos cristãos transformados em mesquitas se multiplicam na França. Em Vierzon, a Igreja de Saint-Eloi tornou-se uma mesquita. Em Nantes, a antiga Igreja de São Cristóvão também se tornou um local de culto muçulmano.
Na Holanda, as coisas não são muito diferentes. A Grande Mesquita de Fatih, na capital Amesterdã no passado foi a Igreja de São Inácio. Das 720 igrejas existentes na província de Friesland, 250 se tornaram mesquitas ou foram fechadas. A sinagoga da cidade de Haia agora responde pelo nome de mesquita Al Aqsa.
O Reino Unido testemunha situações similares. A principal mesquita em Dublin, capital da Irlanda, durante séculos foi uma igreja presbiteriana. Na Inglaterra, são centenas de igrejas fechadas na última década, sendo que muitas foram reformadas para abrigar mesquitas.
Segundo dados atuais, são 3 milhões de seguidores de Maomé na terra da Rainha Elizabeth, sendo mais da metade deles imigrantes.
De acordo com o jornal La Libre, dezenas de igrejas belgas estão em perigo iminente de conversão para outros usos. Uma boa porcentagem deve virar mesquita. Em Bruxelas, metade das crianças que estudam em escolas públicas assistem aulas de religião muçulmana, embora oficialmente apenas 19% da população se declara muçulmana.
Na Alemanha, apesar de a chanceler Angela Merkel ser filha de pastor luterano e o presidente Joachim Gauck ser um pastor protestante, o cristianismo está em queda livre. Entre 1990 e 2010, a Igreja Luterana Alemã fechou 340 igrejas e a Igreja Católica perdeu mais de 400 templos.
Muitas delas foram adquiridas pela crescente comunidade muçulmana no país.  Eles eram 50 mil na década de 1980, hoje passam de 4 milhões.
Segundo um levantamento do Instituto Pew, a população muçulmana na Europa na década de 1990 era cerca de 29 milhões de pessoas. A projeção era que chegassem a 58 milhões em 2030. Contudo, a crise migratória dos últimos dois anos impossibilitou qualquer previsão a curto prazo. Todos os especialistas apontam para números muito superiores nas próximas décadas.
E Sinagogas também.
Zvi Ammar, presidente do Consistório Israelita de Marselha, França, anunciou recentemente que um dos efeitos do antissemitismo no país era o esvaziamento das sinagogas. A organização muçulmana Al Badr pagou 400.000 euros [R$ 1,5 mi] pelo prédio onde funcionou durante séculos a sinagoga Ou Torah.
Enquanto o templo judeu estava vazio, a mesquita do mesmo bairro estava com superlotação, a ponto de os fiéis serem obrigados a rezar na rua.
Esse é um exemplo significativo. Um ano atrás, o líder muçulmano francês Dalil Boubakeur sugeriu transformar igrejas vazias em mesquitas. É a primeira vez na França que algo semelhante aconteceu com uma sinagoga na Europa. Há vários registros desse tipo de situação no Oriente Médio e norte da África durante o período de expansão do islamismo, nos séculos 7 e

-" A minha postura perante as religiões "

CRÓNICAS DE BEM-QUERER

Sou agnóstico e, para mim, as religiões só se justificam no campo sociológico. Respeito todas elas e considero que todas elas são importantes na forma como influenciam as sociedades. Por isso e nada mais, limito-me a analisar os acontecimentos ligados às religiões e as suas reais ou possíveis consequências.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

- "A confusão mental dos idosos "


Arnaldo Lichtenstein
é médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Ele faz algumas simples recomendações, muito importantes para si e para quem lhe é querido.
 
As causas mais comuns de confusão mental nas pessoas idosas são: - Diabetes fora de controle;
- Infecção urinária; e
- A família foi passear e deixou o avô e a avó em casa, para não se cansarem.
Embora pareça brincadeira, não é! Como o avô e a avó não sentiram sede, não ingeriram líquidos. Quando não há ninguém mais em casa para lembrá-los de tomar água, chá ou um sumo, eles desidratam-se rapidamente. A desidratação pode vir a ser grave, afetando todo o organismo. Pode causar confusão mental repentina, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos, angina (dor no peito), coma e até o óbito.
O processo natural de envelhecimento faz com que, na terceira idade - que começa aos 60 anos - tenhamos pouco mais de 50% de água no organismo. Portanto, os idosos têm menor reserva de líquidos. Para complicar mais o quadro, mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água porque, muitas vezes, há certa disfunção nos seus mecanismos de equilíbrio interno.

Conclusão:
As pessoas idosas desidratam-se com mais facilidade não apenas porque têm menos reserva de água, mas também porque não se dão conta de que necessitam de água. Mesmo que o idoso seja saudável, a falta de líquido reduz o desempenho das reações químicas e funcionais de todo o organismo.

Por esse motivo, aqui estão dois alertas:
-1. O primeiro é para as pessoas idosas: fiquem bem conscientes do hábito de tomar líquidos, mesmo no inverno. Por líquido entenda-se água, chás, água de coco, melancia, sucos, melão, abacaxi, tangerina, gelatina, laranja, leite, sopas... O importante é, a cada duas horas, ingerir um copo ou uma xícara com líquido. Lembrem-se bem disso!

-2. O segundo alerta é endereçado aos familiares: ofereçam, com bastante frequência, líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, prestem atenção. Caso percebam que estão rejeitando líquidos e, que, de repente, ficam confusos, irritadiços, alheios ao que se passa ao redor, cuidado! É quase certo que sejam sintomas de desidratação. Deem-lhes líquidos e procurem logo atendimento médico".

Este artigo é de utilidade pública. Por favor, compartilhe com as pessoas que você conhece!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

- "A Descoberta da Austrália pelos portugueses"

Duas fontes insuspeitas confirmam este descobrimento: a agência de notícias Reuters e Peter Trickett, jornalista australiano e repórter de investigação especializado em temas de ciência e história.

Segundo a agência de notícias Reuters, foi encontrado um novo mapa que prova que não foram os ingleses nem holandeses que descobriram a Austrália... Mas antes navegadores portugueses!
Este mapa do século XVI, com referências e informação pertinentes escrito em português, foi encontrado numa biblioteca de Los Angeles e prova que foram navegadores portugueses os primeiros europeus a descobrir a Austrália.
O mapa assinala com detalhe e acuidade, várias referências da costa Este Australiana, tudo relatado em português, provando que foi a frota de quatro barcos liderada pelo explorador «Cristóvão de Mendonça» quem efectivamente descobriu a Austrália no longínquo ano de 1522.
Desta forma, os factos são agora invertidos, pois foi o navegador português a fazer tão importante descoberta, cerca de 250 anos antes do Capitão James Cook a ter reclamado junto da coroa inglesa, em 1770.
Na altura a descoberta de Cristóvão de Mendonça, agora suportada por um rol de historiadores, graças aos vários descobrimentos lusos que ocorreram ao longo das costas Neozelandesa e Australiana durante o século XVI, foi mantida em segredo como forma de prevenir e impedir que outras potências europeias alcançassem e se apoderassem deste novo e fantástico pedaço de terra.

O jornalista Peter Trickett no seu livro PARA ALÉM DO CAPRICÓRNIO, menciona vários achados e danças cerimoniais que estão enraizadas nos aborígenes, que provam a passagem do Capitão Cristóvão de Mendonça que cartografou a costa da Austrália.
Dos achados mencionados por Peter Tricket no seu livro, apoiados em fotografias, constam um canhão encontrado em local sagrado aborígene em Carronade Island, na costa de Kimberley, um pote de cerâmica de estilo português pescado do leito do oceano ao largo de Gabo Island,  e  datado cientificamente como sendo do ano 1.500 que provavelmente conteria vinho ou azeitonas. Também foram encontrados artefactos de pesca numa praia de Fraser Island, Queensland, contendo um peso de chumbo que foi datado cientificamente como sendo de cerca de 1.500 e o chumbo identificado como sendo originário de uma mina de Portugal ou no sul de França.

Além disto, consta que já em 1512, um dos barcos de uma pequena armada de António Abreu, teria navegado por aqueles mares da costa Australiana, mas disso sabe-se pouco, até porque com medo da cobiça, os nossos Reis impunham segredo.


sábado, 22 de julho de 2017

-" Homenagem a ANICETO DO ROSÁRIO, herói da Índia Portuguesa "

Aniceto do Rosário, um herói da Índia Portuguesa, que foi assassinado há 63 anos, em Dadrá.

"Se eu escrever o nome Aniceto do Rosário, serão muito poucos aqueles que reconhecerão o nome de um Herói Português. Foi a 22 de Julho de 1954 que este, hoje praticamente desconhecido, se tornou herói, não por vontade própria, mas por sentido do dever, de acordo com o juramento que havia feito quando incorporou os quadros da Polícia.
Aniceto do Rosário integrava nessa data a guarniçãp policial do enclave de Dadrá, em Damão, nos antigos territórios Portugueses na Índia. Com a sublevação de forças nacionalistas da União Indiana o já em marcha, com o intuito de forçarem a rendição dos militares e forças de segurança portuguesas, nos territórios sob a Bandeira Nacional, o Sub-chefe da Polícia Aniceto do Rosário e os sete guardas que comandava, preparou a defesa do posto policial, não sem antes ter enviado ao Governador em exercício, que fora já impdedido de alcançar aquele enclave, a seguinte mensagem: “Parta V.ª Ex.ª descansado que eu não deixarei ficar mal a bandeira portuguesa!”. Depois de ter pedido aos seus homens que o deixassem sózinho, numa premonição de que o desfecho daquele confronto seria fatal, acabou por se manter a pé firme perante a turba que o rodeava, juntamente com mais dois elementos da guarnição. Acabou por ser assassinado, com tiros e à facada, defendendo com a própria vida a Bandeira Portuguesa!
Foi condecorado a título póstumo com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Hoje, dia 22 de Julho, foi relembrado numa singela, mas significativa homenagem pela PSP, familiares, amigos, ex-alunos dos Pupilos do Exército contemporâneos do seu filho, António Francisco Teodorico do Rosário e do Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes do Pinhal Novo, com a leitura duma alocução feita pelo ex-colega de seu filho nos Pupilos do Exército, Professor Doutor Cândido de Azevedo, também ele natural da Índia Portuguesa e que de perto conheceu a família Rosário, ainda em criança. Para marcar o evento foram depostas duas coroas de flores, uma da família e outra do Comando da PSP, junto à placa toponímica da “Praça Aniceto do Rosário”, já existente há uns anos, na zona da Penha de França, em Lisboa.
Portugal, nos dias que correm, já se esqueceu de honrar e respeitar os seus heróis, pelo que se releva o sentido do dever e da memória da própria PSP e de todos quantos se quiseram juntar a esta justa homenagem. Portugal preocupa-se mais, hoje em dia, em celebrar heróis com pés de barro, vazios de ideais e sem espírito do bem público…"
Fonte: Ernani Balsa, 23 de julho, 2014, em Press Jornal; partilhado de Ganganeli Pereira e António Costa Silva FB.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

-" A descoberta da América pelos portugueses "


"Além de considerarem como provada a nacionalidade portuguesa de Cristovão  Colombo, como sendo natural de Cuba, em Portugal, os historiadores portugueses sempre reclamaram que, muitos antes da chegada colombina às Antilhas, já vários navegadores a mando da Coroa lusitana, haviam chegado às costas americanas. 
Em 1447 ( 45 anos antes da viagem de Colombo ) o Infante D.Henrique mandou efetuar duas viagens para Ocidente que atingiram a região das Antilhas; viagens referidas pelo historiador da época António Galvão (1497-1557), autor do "Tratado das Descobertas Antigas e Modernas".
Em 1452, Diogo de Teive avistou terra, a que deu o nome de Terra Nova, quando procurava os mares do bacalhau. No regresso dessa viagem encontrou as ilhas das Flores e do Corvo.
Em 1474, João Vaz Corte Real e Álvaro Mendes, desembarcaram na terra que Diogo de Teive tinha avistado e rebatizaram-na com o nome de "Terra Nova dos Bacalhaus".
Além das acima referidas, há outras viagens que ainda não puderam ser confirmadas, como a de António Lemos em 1484 e a do flamengo conhecido em Portugal como Fernando Dulmo que juntamente com Afonso do Estreito, a mando de D.João II, teriam chegaram, em 1487, à costa americana em absoluto segredo."
(Fonte: "PORTUGAL-O PIONEIRO DA GLOBALIZAÇÃO de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, editora Centroatlantico.pt)
Resumindo: de que haja notícia, pelo menos 45 anos antes da viagem de Colombo já os portugueses tinham conhecimento das ilhas a Ocidente, a que chamaram Antilhas, palavra portuguesa pela qual foram mencionadas nos mapas da época. Não havia possibilidade de se confundir as Antilhas com os Açores, porque quando Diogo de Teive, em 1452, na viagem de regresso da Terra Nova, encontrou as ilhas das Flores e do Corvo, as mais ocidentais, o restante arquipélago já era conhecido.
A obra mencionada acima refere, ainda, as explorações na América do Norte realizadas por Pêro de Barcelos e João Labrador, de 1491 a 1494, sem indicar a localização.
Compilação de Arnaldo Norton 

domingo, 9 de julho de 2017

- " Cinco motivos para se orgulhar da calvície "


Muitos homens entram em desespero quando, ao acordar, encontram vários fios de cabelo no travesseiro. Ou, ao tomar banho, vem aquele chumaço de fios nas mãos, e muitos outros correndo abaixo pelo ralo. Pois é. Assim como a celulite é um pesadelo para as mulheres, a calvície é o grande terror do sexo masculino. Alguns até aceitam o fato de ficar careca, mas grande parte entra em desespero quando surgem as temidas "entradas" e recorrem a diversos tratamentos dermatológicos, como medicamentos e até implante capilar!
Mas ficar careca não é mau. Ao invés de focarmos a parte negativa, selecionamos aqui alguns benefícios que a calvície pode trazer aos homens:
1. Você tem menos risco de ter câncer
Pesquisadores descobriram, em um estudo relacionado ao câncer de próstata, que homens que ficaram calvos ainda na juventude tinham 45% menos chance de ter a doença. Um dos motivos da calvície é o excesso de testosterona no organismo masculino. Se por um lado provoca queda de cabelo, por outro fortalece a próstata e os riscos de ter câncer são bem menores, pois impede a formação de células danificadas que causam tumores.
2. Seu metabolismo é mais rápido
Os altos níveis de testosterona dos calvos têm outra vantagem: proporcionam uma vida sexual mais ativa e prolongada e o metabolismo funciona melhor. Portanto, se você é calvo e pratica esportes ou musculação, por exemplo, saiba que para você é muito mais fácil perder peso e ganhar músculos comparada aos homens que com a cabeça cheia de fios! Além disso, a testosterona faz com que a quantidade de gordura na face também seja bem menor. Ou seja: você tem um rosto mais fino e mais bonito!
3. Fica com melhor aparência
Estudiosos fizeram uma pesquisa com milhares de jovens, homens e mulheres, na qual lhes foi mostrada uma foto de um homem com cabelos cheios e o mesmo homem calvo (os cabelos foram removidos no Photoshop). A maioria das pessoas respondeu que, nas fotos, os homens aparentavam melhor com calvície, pois mostravam mais força, assertividade e até mesmo altura comparada às fotos com cabelos normais. Além disso, as pessoas entrevistadas os associaram com profissões relacionadas à força e masculinidades, como soldados, policiais e bombeiros.
4. Mais facilidade em assumir a liderança nos negócios
Muitas pessoas associam homens calvos a empresários bem-sucedidos e cargos de liderança, pois eles têm mais facilidade nos negócios. Estudos de psicologia e comportamento comprovaram que homens que não aparam e não cortam o cabelo e que tem visual desleixado com as madeixas são vistos como pessoas inseguras e com fraquezas. Já os homens calvos representam o contrário. Quer alguns exemplos de grandes líderes? Winston Churchill (político britânico), Vladimir Lenin (chefe de estado russo), Mahtama Gandhi (líder espiritual), Vladimir Putin (atual presidente da Rússia) e Steve Jobs (criador da Apple).
5. O tempo não passa para você
Ok, você pode até discordar desse tópico e dizer que a calvície envelhece o homem. À primeira vista, isso pode ser verdade. Mas pense que, com o passar do tempo, os cabelos ficam brancos e aí a situação se inverte. Os calvos então aparentam mais joviais e ficam até mais bonitos na maturidade.

Compilado por: Arnaldo Norton

sexta-feira, 7 de julho de 2017

-" HISTORIOLOGIA ( o que é ? )

Arnaldo Norton

A historiologia é uma disciplina sobre os conhecimentos que explicam os acontecimentos históricos e os efeitos que eles tiveram sobre as sociedades e o tipo de análises necessárias para os explicar.
A historologia, como teoria da história, não trata de explicar as causas dos acontecimentos mas, sim, de identificar padrões regulares que possam estar na sua origem. É uma disciplina que tem duas origens e aplicações distintas:
- no campo da filosofia ou teoria da história, é o conjunto de explicações, métodos   e teorias sobre as origens, as causas e a dimensão de determinados factos históricos;
- no campo da sociologia, é o estudo das sociedades humanas e das consequências resultantes dos factos históricos. Não explica os acontecimentos históricos, analisa os seus efeitos imediatos e a longo prazo, identificando padrões e causas dos processos históricos.

domingo, 25 de junho de 2017

-"Foguetes, marchas populares, sardinhas assadas. E mais 7 mitos sobre o S.João


       Tem a certeza de que sabe tudo sobre a festa pagã da cidade Invicta? Na passagem de mais um São João, pedimos a Hélder Pacheco e Germano Silva que ajudassem a desvendar alguns mitos e realidades sobre a maior celebração popular portuense.


Autoria de Miguel Carvalho

Juntos, Germano Silva e Hélder Pacheco são séculos de sabedoria e milhares de páginas rabiscadas e impressas sobre o Porto. Conhecem-no até pelo avesso, à sombra ou ao relento. E não há o mais pequeno apeadeiro dos caminhos históricos da cidade que lhes passe ao lado. Acumulam e protegem saberes populares, ancestrais, e um conhecimento metódico, calcorreado, dos picos e declives das gentes que garantem, todos os dias, a perpetuação das memórias da Invicta. Ora, quem melhor do que esta dupla de investigadores, cultores e amantes obsessivos do Porto e das suas muitas gentes e geografias, para nos desmontar os mitos e realidades da festa mais celebrada da cidade, que este ano talvez junte uma das maiores massas humanas da sua história?



1 - Como e quando começou a celebrar-se o São João?
É a pergunta que muitos fazem. Mas, “em boa verdade, ninguém sabe”, garante o jornalista e escritor Germano Silva. A mais antiga referência que se conhece à festa do S. João do Porto está numa crónica de Fernão Lopes, do século XIV, do tempo do rei D. Fernando. “O cronista chegou ao Porto no dia em que estava a festejar-se determinado acontecimento com um entusiasmo desabrido”. Era o São João. Contudo, a tradição de celebrá-lo “deve ser bem mais antiga”, pois existe uma canção popular que diz "...até os moiros da moirama / festejam o S. João...".

2 - São João, o dia das decisões
Mais do que uma festa, o São João é, desde tempos muito antigos, um dia importante para a cidade. Segundo Germano Silva, “era - e ainda é! - nesse dia que a Câmara reunia excecionalmente para tomar as resoluções mais importantes para a cidade”. Na véspera do dia do santo – que, note-se, não é o padroeiro da Invicta - a edilidade mandava "lançar pregão" pelas ruas a convidar os cidadãos a participarem na reunião. “Pelo São João, elegiam-se os representantes do povo na autarquia. As reuniões faziam-se então no claustro do mosteiro de São Domingos, por ser o sitio mais amplo e por nele caberem todos”. Dúvidas? O Hospital de São João foi inaugurado num dia 24 de junho (neste caso de 1959), o mesmo acontecendo com o Mercado do Bom Sucesso, a Ponte da Arrábida e o atual edifício dos Paços do Concelho.

3 - Sardinhas assadas fazem parte da tradição?
Era bom, não era? A verdade, porém, é outra. Segundo Hélder Pacheco, trata-se de uma moda importada de Lisboa. “As sardinhas vieram para o Porto na década de 1940, com a realização da primeira Feira Popular, no Palácio de Cristal”. Até aí, a tradição da véspera de São João era outra: “Comiam-se torradas à meia-noite e bebia-se café com leite”. No dia seguinte, ia à mesa o anho assado com batatas, em assadeira de barro.

4 – Uma festa sem doce?
Outro mito que perdura é o de que não existe, tal como no Natal e na Páscoa, um doce alusivo a esta época de euforia portuense. Pois bem: existe e recomenda-se, tendo até voltado a ganhar força nas últimas décadas no comércio e na restauração local. “Pelo menos desde o início do século XX que está documentada a existência de um Bolo de São João, provavelmente mais antigo”, refere o investigador, escritor e cronista da cultura e das tradições populares do Porto, Hélder Pacheco.




5 - O fogo sempre foi na Ribeira?
O grande fogo da noite de São João nunca foi na Ribeira portuense, mas sim na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, defronte das Fontaínhas, na outra margem do Douro. Só dias depois se realizava o grande festival de fogo, tendo as ribeiras das duas cidades como cenário. O fogo-de-artifício atual é, segundo Hélder Pacheco, “uma invenção pós-25 de Abril para Presidente da República ver”
.
6 - Um mergulho contra as doenças?
Tomar banho nos rios ou ribeiros na manhã do dia de São João, antes do nascer do sol, é costume antigo. Que prevalece entre os mais afoitos. Reza a lenda que, quem assim fizer, fica imune a doenças durante um ano. “Quando, nos finais do século XIX, se introduziu a prática dos banhos de mar, as banheiras da Foz, numa bem-sucedida operação de marketing, garantiam que nos rios a imunidade era garantida por um ano, mas só os banhos tomados na praia do Ourigo (Foz) imunizavam por cinco
anos”.

7 – Um São João ou três?
Houve um tempo em que a conflitualidade política (e de regime) multiplicou os festejos. Nos finais do século XIX havia, pois, três celebrações do São João na cidade: o de Cedofeita (Miguelista), o da Lapa (Constitucional) e o do Bonfim (Republicano). “As cantigas desse tempo andavam carregadas de segundo sentido ou «recados»”, recorda Germano Silva. Exemplos: depois da vitória do Liberalismo, as pessoas cantavam coisas deste género: “O S. João de Cedofeita / mandou dizer ao da Lapa / que dissesse ao do Bonfim / que a coisa não ficava assim...Os miguelistas mandavam dizer que as coisas ainda podiam mudar...”.

8 - As marchas eram rusgas?
O Porto e arredores nunca tiveram desfile de marchas populares. “Jamais!”, reforça Hélder Pacheco. “As marchas são uma invenção do Secretariado Nacional de Informação, do Estado Novo, que contaminaram todo o País, Porto incluído”. A capital e a Invicta tinham, isso sim, as rusgas, “grupos do povo com tocatas que se deslocavam aos lugares de festa”. No caso do Porto, iam às Fontaínhas.

9 - O centro dos festejos era onde?
O S. João das Fontainhas, ainda hoje considerado a “Meca” dos festejos, é de criação relativamente recente em termos históricos. Data de 1869. “Neste ano”, conta Germano Silva, “um morador do local mandou construir uma monumental cascata. À volta dela, montou pequenas tendas onde se vendia cabrito assado, café, vinho, arroz doce e pão com manteiga”. Na verdade, a "coisa" pegou e as Fontaínhas tornaram-se passagem e destino dos romeiros do São João. De resto, os “centros” dos festejos foram mudando à medida que a cidade crescia ou se expandia do ponto de vista urbanístico.

10 – Festa religiosa ou pagã?
É este, desde sempre, o grande mito. Mas não há dúvidas: o São João é uma festa pagã. Até às entranhas. Por esta altura, explica Germano Silva, “os nossos antepassados colhiam os frutos da terra, arrecadavam o pão nos celeiros e o vinho nas adegas e davam graças aos elementos da natureza que tinham tido intervenção direta na abundância”. Para Hélder Pacheco, trata-se mesmo da “maior festa pagã”, apesar de a Igreja ter tentado fazer do São João e de outros cultos semelhantes “uma apropriação inteligente e sensível”, assegura o escritor.

Os velhos rituais, porém, sobreviveram todos: fogueiras, banhos, orvalhadas, plantas, ver o nascer do sol, etc. “Ainda hoje os balões e as fogueiras têm a ver com o culto do sol, assim como os foguetes e os rituais da água”, acrescenta Germano Silva, honoris causa pela Universidade do Porto. “Os nossos avós agradeciam as dádivas da terra e pediam casamento para as filhas, daí o São João casamenteiro”. Moça que queria saber se casava cedo atirava uma alcachofra à fogueira, retirava-a quando se apagasse e punha-a sobre o telhado da casa onde morava. Se as partes queimadas reverdecessem, casava em breve. “O mesmo se passava com o cravo”, reforça Germano. “A moça deitava-o à rua na noite de São João e punha-se a espreitar da janela. Se a primeira pessoa a passar fosse um homem e pegasse no cravo o casamento estava garantido. E para breve...”


sábado, 17 de junho de 2017

-"O Mundo: uma análise muito divertida "

De: Hernán Casciari
Notas sobre o autor: nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de Março de 1971. Escritor e jornalista Argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más respeto, que soy tu madre'.
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7.
No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.

A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.

Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai.

Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adoptar o bébé da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais prostituta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mónaco, que vai acabar virando gay ou bailarino... ou ambas as coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.

A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete).

A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa enganar pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.

A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol.
São a vergonha da família.

A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gémeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.

Irão e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negócio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrénicos.

Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobriram que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passarmos por ignorantes.

Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já
existem ainda não funcionam?

E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um kota de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África duma mãe trintona ( todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada katorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado. Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem  nas traseiras do
quintal, do azeite  das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!

Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma toda virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiude de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

-" Erasmus "

EU SOU UM PRECURSOR DO ERASMUS !

O programa ERASMUS (de mobilidade e intercâmbio de jovens europeus) festejou, há dias, 30 anos http://www.vercapas.com/noticias/o-ministro-a-pasteleira-e-a-funcionaria-publica-o-erasmus-fez-deles-europeus/1027073.html !
Eu. há mais de 30 anos, fiz o meu Erasmus por minha iniciativa e por minha conta. Foi assim que me tornei um cidadão do mundo !
Mas não me limitei a rumar para paises de idioma castelhano, francês ou inglês (onde tudo seria mais fácil), como os festejados no Parlamento Europeu (como o nosso Ministro da Educação). Fui para a Alemanha, onde estavam a técnica e mentalidade que me interessavam.
Foi pena que nestes festejos não se tenham lembrado dos precursores que têm andado, durante anos, a incentivar o intercâmbio entre jovens de diferentes países, divulgando a vantagem de enviar para o estrangeiros o maior número possível de jovens, com o argumento de que isso faria ampliar a sua cultura e noção de civismo.
Portugal envia, anualmente, 8.000 jovens para o programa Erasmus.
Fico feliz pelo Erasmus que, na minha opinião, foi uma das maiores conquistas da UE.

domingo, 11 de junho de 2017

-" Pois bem ! "



Se um inglês ao passar me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!
se tens agora o mar e a tua esquadra ingente,
fui eu que te ensinei a nadar, simplesmente.
Se nas Índias flutua essa bandeira inglesa,
fui eu que t'as cedi num dote de princesa.
e para te ensinar a ser correcto já,
coloquei-te na mão a xícara de chá...

E se for um francês que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!
Recorda-te que eu tenho esta vaidade imensa
de ter sido cigarra antes da Provença.
Rabelais, o teu génio, aluno eu o ensinei
Antes de Montgolfier, um século! Voei
E do teu Imperador as águias vitoriosas
fui eu que as depenei primeiro, e às gloriosas
o Encoberto as levou, enxotando-as no ar,
por essa Espanha acima, até casa a coxear.

E se um Yankee for que me olhar com desdém,
Num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!
Quando um dia arribei à orla da floresta,
Wilson estava nu e de penas na testa.
Olhava para mim o vermelho doutor,
— eu era então o João Fernandes Labrador...
E o rumo que seguiste a caminho da guerra
Fui eu que to marquei, descobrindo a tua terra.

Se for um Alemão que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!

Eras ainda a horda e eu orgulho divino,
Tinha em veias azuis gentil sangue latino.
Siguefredo esse herói, afinal é um tenor...
Siguefredos hei mil, mas de real valor.
Os meus deuses do mar, que Valhala de Glória!
Os Nibelungos meus estão vivos na História.

Se for um Japonês que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!

Vê no museu Guimet um painel que lá brilha!
Sou eu que num baixel levo a Europa á tua ilha!
Fui eu que te ensinei a dar tiros, ó raça
belicosa do mundo e do futuro ameaça.
Fernão Mendes Zeimoto e outros da minha guarda
foram-te pôr ao ombro a primeira espingarda.

Enfim, sob o desdém dos olhares, olho os céus;
Vejo no firmamento as estrelas de Deus,
e penso que não são oceanos, continentes,
as pérolas em monte e os diamantes ardentes,
que em meu orgulho calmo e enorme estão fulgindo:
— São estrelas no céu que o meu olhar, subindo,
extasiado fixou pela primeira vez...
Estrelas coroai meu sonho Português!

P.S.
A um Espanhol, claro está, nunca direi: — Pois bem!
Não concebo sequer que me olhe com desdém.


domingo, 4 de junho de 2017

-" A corrupção no mundo em 2016 "

Como mostra o gráfico abaixo, a corrupção é um problema global. Quanto mais vermelho escuro, mais corrupto é um país. De acordo com o novo relatório da organização não governamental (ONG) Transparência Internacional, a corrupção é imensa e vai muito além do roubo de dinheiro público.
Os países receberam notas que variam de 0 a 100. Ao todo, dois terços dos 176 países listados no índice têm uma pontuação abaixo de 50, numa escala de 0 (considerado o mais corrupto) a 100 (considerado o menos corrupto).
Clicando no mapa pode ver-se o lugar que cada país ocupa.
Com a pontuação de 100 não há nenhum ! Com mais de 50 pontos temos: Dinamarca(90), Nova Zelândia(90), Finlândia(89), Suécia(88), Suiça(86), Noruega(85), Holanda(83), Canadá(82), Alemanha(81), Reino Unido(81), Austrália(79), Bélgica(77), Áustria(75) EUA(74), Japão(72), França(69), Emirados Árabes Unidos(66), Portugal(62), Polónia(62), Espanha(58) e República Checa(55).
Por curiosidade registe-se que o Brasil, a China e a Índia têm 40 pontos cada.
 


sexta-feira, 19 de maio de 2017

-" O avião do Presidente da África do Sul "

África do Sul

Rendimento Médio por Pessoa: $1,25 / diário = $37,50 / mês (como se pode viver ? )
Índice de Desenvolvimento: 0,666 ( 119º lugar ).



O avião do Presidente da África do Sul, Jacob Zuma,  é um Boeing 747-8 que ele mandou converter num luxuoso palácio voador. Terá custado aos contribintes da África do Sul cerca de 400 milhões de dólares, o que faz com seja uma das mais caras compras de todos os tempos. 
O Air Force One comparado com ele é um modesto avião.
O Booeing 747 é, normalmente, construido para 600 passageiros, mas este avião foi construido só para um doentio megalómano que, se quiser, pode compartilhar um luxo do outro mundo com dezenas de convidados, nas suas suites, nos seus salões e no seu restaurante de bordo.
Vejam o esquema do avião e as fotografias do seu interior, e pensem se isto não é um descarado insulto à pobreza.
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

-" O Papa em Fátima "

Um vídeo com interessantes imagens da visita do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, em 12 e 13 de maio de 2017.


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sexta-feira, 12 de maio de 2017

-" João XXI, o Papa português "


Hoje que o Papa Francisco visita Portugal, será interessante recordar a figura excecional do Papa português.


João XXI, nascido Pedro Julião Rebolo e mais conhecido como Pedro Hispano (Lisboa, 1215 — Viterbo, 20 de maio de 1277) foi Papa desde 20 de setembro de 1276 até à data da sua morte, tendo sido também um famoso médico, filósofo, teólogo, professor e matemático português do século XIII.

Começou os seus estudos na escola episcopal da catedral de Lisboa, depois na universidade de Paris (ou Montpellier) tendo por condiscípulos São Tomás de Aquino e São Boaventura, grandes nomes do cristianismo. Lá estuda medicina e teologia, dedicando especial atenção a palestras de dialética, lógica e sobretudo a física e metafísica de Aristóteles.
Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias, com 260 edições em toda a Europa, traduzido para grego e hebraico.
Prova da sua vastíssima cultura científica encontra-se na obra De oculo, um tratado de Oftalmologia, que conhece ampla difusão nas universidades europeias.
De sua autoria, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres), em que trata de várias doenças e suas curas, com cerca de uma centena de edições e traduzido para 12 línguas.
Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Julião ingressa no sacerdócio. É nomeado prior da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, e elevado a cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Sé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.
Em 1273, é nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X. Um ano depois, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, altura em que Gregório X o eleva a Cardeal-bispo
De volta à corte pontifícia, Gregório X nomeia-o seu médico principal em 1275.
É eleito Papa a 13 de setembro e coroado a 20 de setembro de 1276, e adota o nome de João XXI.
Embora sem grande sucesso, leva por diante a missão encetada por Gregório X de reunir a Igreja Grega à Igreja do Ocidente. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos turcos. Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Germânia e Castela, dentro do espírito da unidade cristã.
Pontífice dotado de rara simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres. Dante Alighieri, poeta italiano (1265-1321), na sua famosa Divina Comédia, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de "aquele que brilha em doze livros", menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português.
Mais dado ao estudo que às tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica. Ao sentir-se doente, retira-se para a cidade de Viterbo, onde morre a 20 de maio de 1277, vitimado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, estando o palácio apostólico em obras.
Através do contributo da Câmara Municipal de Lisboa, por João Soares então seu presidente, o mausoléu é colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho da Catedral de Viterbo, a 28 de março de 2000.
Deu nome ao Hospital Pedro Hispano e à Estação Pedro Hispano, ambos em Matosinhos, à Avenida João XXI, em Lisboa, Braga e Vermoim, e ao Instituto Pedro Hispano, em Granja do Ulmeiro, no concelho de Soure, no distrito de Coimbra.
(Adaptado da Wikipedia)

sábado, 6 de maio de 2017

-" As diversas pronúncias da língua portuguesa "

A língua portuguesa possui uma relevante variedade de pronúncias ( ou sotaques), muitos deles com uma acentuada diferença lexical em relação ao português padrão, diferenças que, geralmente, não prejudicam a inteligibilidade entre os locutores.
Sendo considerado o português europeu padrão o que é falado entre Douro e Tejo, todos os aspetos e sons de todos os sotaques de Portugal podem ser encontrados no Brasil.
O português africano, em especial o português santomense tem muitas semelhanças com o português de algumas regiões do Brasil. Também os dialetos do sul de Portugal apresentam muitas semelhanças com alguns brasileiros, especialmente no uso intensivo do gerúndio.
Mesmo com a independência das antigas colónias africanas, o português padrão de Portugal é o padrão preferido pelos países africanos de língua portuguesa.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

-" 5 de maio, Dia da Língua Portuguesa "


Festeja-se hoje o Dia da Língua Portuguesa e das Culturas na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o qual, valorizando o idioma como vínculo e património comum de diferentes povos e países, marca igualmente o começo de uma série de comemorações em diferentes pontos do globo.
Como há dias afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a língua portuguesa é a mais falada no hemisfério sul e estima-se que, em meados deste século, venha a ser falada por 400 milhões, considerando o potencial dos países africanos da CPLP.


terça-feira, 25 de abril de 2017

- " Tudo o que vicia começa com a letra "C" ! ...


Uma excelente e bem humorado artigo de


Luis Fernando Veríssimo
(Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor, humorista,cartunista, tradutor, roteirista de televisão, autor de teatro e romancista. Já foi publicitário e revisor de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Érico Veríssimo.


Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.
Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C!
De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.
Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.
Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha - começa com a letra c.
Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum.
Impressionante, hein?
E o  computador e o  chocolate? Estes dispensam comentários.  Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.
Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade. cinco.
Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito.
Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.

 

sábado, 22 de abril de 2017

-" Teremim - um instrumento fenomenal "

O teremim é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, controlado sem qualquer contato físico pelo músico. Seu nome vem da versão ocidental do nome do seu inventor, o russo Léon Theremin, que patenteou seu dispositivo em 1928. O instrumento é controlado através de duas antenas de metal, que percebem a posição das mãos do músico e controlam osciladdo instrumentoores de frequência com uma das mãos, e com a outra a amplitude (volume), de forma que não seja preciso tocar no instrumento. Os sinais elétricos do teremim são amplificados e enviados para um altifalante.
(Wikipedia)                
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A excelência do instrumento pode ser verificada nos dois vídeos que se seguem com interessantes interpretações de dois tereministas 
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sábado, 15 de abril de 2017

- " Era uma vez a Roma antiga "


Uma reconstituição virtual da Roma antiga.

Após a queda do império romano, o caos instalou-se na cidade de Roma que foi invadida e saqueada, várias vezes, por povos germânicos, até que o Império Romano do Oriente a conquistou definitivamente, aos ostrogodos, em  552 d.C.pondo fim à guerra gótica que arrasou a península itálica.

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A contínua guerra em redor de Roma entre as décadas de 530 e 540 deixaram-na praticamente abandonada e arruinada. Os aquedutos não foram reparados, conduzindo a uma redução da população para cerca de 30.000, concentrados nas margens do rio Tibre, abandonando as zonas sem abastecimento de água.
O Império Romano do Oriente ainda tentou fazer a manutenção dos aquedutos e pontes embora sem grande sucesso, já que toda a península da Itália estava dramaticamente empobrecida pelas recentes guerras.
E, assim, os homens e o tempo se encarregaram de transformar em ruínas uma cidade que foi, durante séculos, o esplendoroso centro da civilização ocidental, conforme o vídeo que se segue mostra

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

- "100 drones a voarem ao som da 5ª de Beethoven"

A Intel entrou para o Guinness Book of Records ao pôr a voar 100 drones simultaneamente, ao som da Quinta Sinfonia de Beethoven.
Na noite de 25 de Novembro de 2015, 100 drones equipados com luzes LED iluminaram o céu de um aeródromo na Alemanha.
Esta façanha foi alcançada em nome da Intel, o laboratório FuturLab do instituto para novos media Ars Electronic.

Os drones seguiram escrupulosamente o ritmo da Quinta Sinfonia de Beethoven, tocada ao vivo por uma orquestra, acompanada com uma equipe de 15 engenheiros que coordenaram o movimento dos vários drones, usando software 3D.

A Intel não deixou de marcar a sua presença uma, vez que, durante o show, 
os drones desenharam o logotipo da empresa no céu.

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domingo, 9 de abril de 2017

- "Rendimento Básico Incondicional"

Há alguns meses atrás o Parlamento suiço debateu uma Proposta de Lei que lhe foi apresentada por petição de alguns milhares de cidadão, no sentido de ser introduzido o Rendimento Básico Incondicional. Infelizmente, apesar de os deputados considerarem a ideia viável e socialmente acertada, decidiram que ainda era cedo para adotar tal medida.
Resumindo, decidiram passar a responsabilidade para a próxima geração.

Já que se voltou a falar no assunto, cremos ser adequado recordar o que, sobre o tema, temos publicando
Com a crise financeira que assola o Ocidente, reacendeu-se, na Europa, o debate acerca da introdução da Rendimento Básico, como sendo uma ideia que poderá modificar as condições de vida  de toda a humanidade.
Em inglês designa-se por “Universal Basic Income”, em francês por “Revenu de Base” e em alemão por “Grundeinkommen”.
Esta forma de rendimento foi referida pela primeira vez, que se saiba, em 1795 por Thomas Paine, no panfleto “Agrarian Justice”, de sua autoria, inspirado na filosofia do igualitarismo.
A única experiência de Rendimento Básico no mundo é a do estado americano do Alasca, desde 1982..
No Brasil, a designada "Renda Básica" foi aprovada pelo Senado em 2004. O primeiro Município a aprovar a lei foi o de Santo António do Pinhal–São Paulo, em 2009.
Infelizmente, a lei ainda não saiu do papel mas existiu, durante alguns anos, com sucesso, uma experiência-piloto em Quatinga Velho.
Os atuais defensores do Rendimento Básico Incondicional pretendem que ele seja atribuido sem  condicionalismos, considerando que todo o ser humano tem direito a dispor de condições que lhe permitam viver dignamente, desde o berço até à sepultura;
- ou seja: qualquer pessoa, só pela razão de existir, terá direito à Renda Básica, que será igual para todos, independentemente da sua posição social e de outros rendimentos de que disponha.
O vídeo que se segue, presta mais esclarecimentos

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

- "AÇORES: o paraíso no meio do Atlântico" (3ª parte)


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Além da importância que sempre tiveram nos Descobrimentos, na manutenção do Império, nas rotas marítimas, na aviação militar e comercial e nas comunicações, hoje, os Açores têm um papel fundamental na conservação da bioesfera e no equilíbrio ambiental.
Nos Açores existem 24 reservas naturais, 31 áreas protegidas e 29 zonas protegidas.
Resumindo: existem 84 áreas de proteção da vida marinha, animal e florestal, o que constitui um admirável exemplo do qual os seres humanos se podem orgulhar.
  

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As áreas protegidas incluem áreas terrestres, águas interiores e marinhas em que a fauna, a flora, a paisagem, os ecossistemas ou outras ocorrências naturais apresentam, pela sua raridade, valor ecológico ou paisagístico, importância científica, cultural e social.

A vegetação natural das ilhas açorianas compreende um vasto número de espécies originárias do Período Terciário, na sua maioria endémicas e com estatuto de proteção. A laurissilva, cuja origem está relacionada com as florestas húmidas do Terciário existentes no Sul da Europa e desaparecidas há milhões de anos aquando das últimas glaciações, é uma floresta com um índice de endemismos muito elevado
Para além das espécies de maior porte, possui uma camada sub-arbustiva, geralmente muito densa, de grandes fetos e arbustos, alguns dos quais também endémicos.

O conjunto da hotelaria tradicional, mais o turismo em espaço rural são exemplares.